Contar “ecohistórias” para gerar conexões regenerativas

05/02/2024 - 15h34

Já parou para pensar no poder das histórias quando falamos sobre o engajamento com a agenda climática, o desenvolvimento sustentável e pautas afins?

Seja na gestão de dados, construção de relatórios, relacionamento com influenciadores, criação de eventos, campanhas, treinamentos e concepção de novos produtos, são inúmeras e crescentes as oportunidades de atuação do/a profissional de comunicação.

A estratégia e a materialidade de uma história contada, seus canais de distribuição e fóruns de relacionamento são fatores que influenciam fortemente o resultado do impacto que vai ter.

Ao se colocar como agente ativo da transformação em relação ao presente e futuro do planeta, o “eco comunicador” precisa tomar cuidados para evitar o greenwashing ou qualquer tipo de apropriação discursiva indevida.

Recursos como a inteligência artificial e o trabalho colaborativo são premissas para gerar conexões escaláveis e sustentáveis, mas devem ser empregados com critérios.

Como fazer, então, escolhas consistentes em um cenário de tanta (des)informação?

Conhecer os mecanismos do contexto e regras do jogo é fundamental para definir posicionamento e reputação. Aderir a selos e certificações (como o Sistema B) atesta o comprometimento na busca por êxito. Adotar metas e compromissos voluntários, como o SBTi – Science Based Targets Iniciative) representa um agir local frente a desafios globais. Estudar a materialidade a partir de frameworks como o Global Report Initiative permite construir relatórios em padrões internacionalmente reconhecidos. E por aí vai.

Enquanto as histórias tem a função de humanizar, dar visibilidade e conectar temas aos seus públicos, esses organismos e estruturas são aliados ao posicionamento ESG (característica das ações de cunho ambiental, social e de governança de uma organização).

Eles têm a função de atribuir credibilidade aos projetos e iniciativas sustentáveis por meio de compromissos mensuráveis, os quais podem ser publicizados e ajudam o público a compreender como a organização pretende avançar ou superar determinado desafio.

Nos últimos anos, o ESG vem ganhando novos contornos e desdobramentos, sobretudo, maior visibilidade junto ao mercado financeiro após a pandemia do Covid-19, quando o mundo inteiro experimentou uma vulnerabilidade comum. Passada a crise sanitária, outras crises seguem nos assolando – como o desmatamento da Amazônia, homofobia, violências, racismo ambiental, por exemplo, e elas diminuem o valor de uma marca quando repercutem, dentro e fora das redes, gerando impactos negativos entre seus stakeholders e seguidores. Por isso é preciso falar de sustentabilidade: não apenas em momento de crise, mas monitorar e gerenciar estas pautas de forma recorrente e pró ativa.

Em outras palavras, a mudança desejada passa pela educação e pelo consumo, e ela só acontece quando as pessoas entendem os conceitos de forma simples, prática e conectada à sua realidade. Para isso, é preciso investir na sensibilização de temas socioambientais.

Para abordar este tema e ajudar os comunicadores a se apropriarem de seu papel protagonista na contação e construção dessas narrativas – que conecte prática e discurso, que tenha técnica, mas também propósito e uma pitada de encantamento – convido vocês a participarem do curso Storytelling e Sustentabilidade – Estratégias para o profissional do Futuro.

Durante três dias, em aulas 100% online ao vivo, vamos trabalhar conceitos e exemplos sobre narrativas ESG que colocam o contador de histórias em uma posição protagonista. Lá você vai aprender a importância das histórias para monitorar crises, regenerar ecossistemas, engajar clientes, mobilizar colaboradores ou fortalecer comunidades, o que pode ser um diferencial para sua atuação no mercado ou na sociedade.

Lara Ely, ministrante do curso Storytelling da Sustentabilidade

Ao ofertar produtos e serviços sustentáveis e circulares, capazes de traçar caminhos para uma jornada em evolução (identificando atributos menos impactantes, como um tênis feito de outros tênis, uma empresa liderada por mulheres ou uma embalagem compostável), as marcas ajudam o consumidor-cidadão a ser parte de soluções coletivas. Ao participar desta certificação, você estará apto para colaborar na construção de estratégias para posicionamento ESG.

Enquanto participa dessas transformações globais em andamento, conectar-se com propósito, fortalecer presença de mercado e engajar-se em causas faz o contador de histórias tocar o mundo com as próprias mãos. Ao mudar a vida das pessoas, ele muda a si próprio e neste movimento, trilha um caminho de equilíbrio para construir um futuro regenerativo – onde conectar emoções e produtividade é permitido e sentir também é uma forma de saber.

Autora: Lara Ely, ministrante do curso de Storytelling da Sustentabilidade

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