10/08/2022 - 09h14

Missão no Comitê Olímpico Internacional permite desenvolvimento de pesquisa sobre legado dos Jogos Olímpicos

Professor Luis Henrique Rolim visitou o arquivo do acervo histórico do Centro de Estudos Olímpicos, na Suíça

Professor Luis Henrique visita a sede do Comitê Olímpico Internacional / Foto: Arquivo pessoal

O professor e pesquisador da Escola de Ciências da Saúde e da Vida Luís Henrique Rolim realizou uma missão no exterior no Centro de Estudos Olímpicos (CEO) do Comitê Olímpico Internacional (COI), na Suíça. O docente esteve pesquisando no Acervo Histórico do CEO do COI, no mês de julho, para desenvolver sua pesquisa sobre o legado intangível dos Jogos Olímpicos a partir do papel dos Guardiões da Chama Olímpica.

De acordo com o pesquisador, os Guardiões da Chama Olímpica são um grupo de pessoas que possuem a missão de proteger a chama durante toda trajetória de revezamento da tocha. Além disso, o docente explica que o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos é responsável por fazer o planejamento do legado intangível e tangível a cada edição Olímpica. Em sua pesquisa, desenvolvida na Suíça, Rolim ampliou o estudo do Rio 2016 para outras edições a fim de entender como a função de guardião se estabeleceu ao longo da história e se há um planejamento de legado envolvido com esse tema.

Na missão no Centro de Estudos Olímpicos, o professor teve acesso ao Acervo Histórico do COI onde pesquisou diferentes edições dos Jogos Olímpicos de 1980 até anos 2000, analisando mais de 500 documentos, entre cartas, contratos e telegramas encontrados, além das centenas de minutas de reuniões realizadas pelo Comitê Executivo e Sessões do COI no passado. Em outro momento, o pesquisador esteve na Biblioteca do CEO onde investigou dezenas de livros, manuais e outras publicações para buscar indícios sobre os guardiões em diferentes edições Olímpicas

Dentre os resultados prévios encontrados na etapa de análise da pesquisa, o docente destaca que a função do Guardião deve ganhar mais protagonismo quando são debatidos os legados intangíveis dos Jogos Olímpicos. Para Rolim, a função possui uma relevância simbólica para a tradição do evento, além de proporcionar uma ampliação do conhecimento sobre a cultura do país. Além disso, a pesquisa indica que para proporcionar um legado, o perfil dos escolhidos para serem Guardiões deve ser pensado para pessoas que atuam nas áreas de educação ou esporte, pois há indícios que estas pessoas usariam os conhecimentos adquiridos na função em outros momentos e, também, buscariam transmitir o sentimento de ser guardião para além de experiência individual.

Grupo de Pesquisa em Estudos Olímpicos

O projeto soma com diversas iniciativas do Grupo de Pesquisa em Estudos Olímpicos (GPEO) da PUCRS e também visa iniciar um projeto de preservação da memória do Rio 2016 a partir da perspectiva de outros personagens até então desconhecidos, tais como os Guardiões e voluntários a fim de possibilitar um maior entendimento do impacto do evento, além de possibilitar outras pesquisas e preservar sua memória para futuras gerações.

“Promover a internacionalização sempre foi um dos meus grandes objetivos ao ingressar como professor na PUCRS. O fato de termos sido contemplados para pesquisar nos arquivos do COI possibilitou ampliar o entendimento do papel dos Guardiões em outras edições dos Jogos Olímpicos”, ressaltou Rolim. Cabe lembrar que o estudo teve o incentivo do próprio CEO do COI após o projeto ser selecionado em um Edital da instituição, tornando-se o único contemplado na América Latina em 2022.

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