Coleção de Répteis

Apresentação

A coleção de répteis compreendem uma documentação importante da herpetofauna do sul do Brasil. Incluem registros históricos sobre áreas hoje profundamente alteradas, como a região metropolitana de Porto Alegre e a Mata Atlântica do Estado. São também depositária de espécimes-tipo, de exemplares de espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção. Atendem também às funções de ensino (primordialmente através dos programas de pós-graduação), e são depositárias de material-testemunho de publicações em diversas áreas do conhecimento. Essas coleções desempenham importante papel na documentação sobre aspectos morfológicos, de variabilidade cromática e de distribuição geográfica de espécies de répteis.

 

Equipe

Santiago Jose Castroviejo Fisher

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Tamanho

A coleção de Répteis contém 19.654 espécimes, incluindo exemplares conservados em etanol, exemplares diafanizados e preservados em glicerina, e esqueletos secos. Estruturas anexas, como crânios e hemipênis, também são colecionados. Adicionalmente, conta com um banco de tecidos com 460 amostras destinadas a análise molecular. Toda a informação sobre os espécimes está informatizada e tombada no programa Specify, específico para gerenciamento de coleções biológicas.

Principais grupos

Na coleção de répteis, as serpentes constituem o grupo melhor representado, com 14.226 (72,4%) dos espécimes, os quais estão distribuídos em 11 famílias, 107 gêneros e 280 espécies. As famílias com maior representatividade são Dipsadidae (61,6%), Viperidae (21,6%), Colubridae (7,1%) e Elapidae (6,9%), e demais famílias com 2,8%

Material-tipo

A coleção de répteis possui 36 espécimes-tipo. Desse total, nove são holótipos, 25 são parátipos e dois são lectótipos.

A coleção e o estado do RS

A coleção de répteis da PUCRS é uma amostra bastante regionalizada da fauna do RS, contando com espécies endêmicas e pouco amostradas em coleções. Como exemplo, podemos citar uma espécie de cobra-coral (Micrurus silviae), que até o momento só foi registrada no noroeste do Estado. Por tratar-se de uma serpente peçonhenta e de interesse médico, sua descoberta foi de extrema importância não só para a ciência mas também para a saúde pública.