24/07/2019 - 15h14

Núcleo de Inovação da Ajuris participa de workshop no Tecnopuc

O desembargador Jayme Neto conta um pouco mais sobre o núcleo da Escola de Magistratura

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O Núcleo de Inovação e Administração Judiciária (NIAJ) da Escola Superior da Magistratura da Ajuris (ESM-AJURIS) visitou o Tecnopuc para um workshop sobre inovação no Crialab. Participaram do encontro a equipe do Parque e a startup XL7 Data Science. A programação ainda incluiu interação com professores da Escola Politécnica da PUCRS. O desembargador Jayme Weingartner Neto conversou conosco e contou um pouco mais sobre o contexto do núcleo de inovação e a preocupação de estar perto do universo da pesquisa e da inquietação.

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Desembargador Jayme Neto

Workshop no Tecnopuc

Ele relata as trocas que ocorrem durante o workshop: “conversamos sobre possibilidade concretas e trouxemos problemas simples que nos afligem, como pessoas da área periférica da cidade que não tem CEP regularizado e temos dificuldade de entregar intimações, por exemplo, pois não existe um endereço para passar para o oficial de justiça. Entretanto, whatsapp e celular a maioria das pessoas têm, então um aplicativo que colocasse o mundo da justiça no celular da população permitiria um ganho de tempo importante”.

O desembargador afirma que esse foi o primeiro momento para troca de informações e expectativas, e o objetivo é realizar uma prospecção para verificar de que maneira o ecossistema do Tecnopuc pode ajudar as demandas que o Núcleo apresentou.

Inovação no judiciário

De acordo com Weingartner, o judiciário é normalmente visto como um poder tradicional, e que o direito tem essa imagem de ser um espaço mais conservador. “Na realidade, o que temos visto na magistratura é a busca pela regulação dos fatos sociais. Ou seja, à medida que a sociedade muda, avança e descobre novos problemas, isso bate na porta do judiciário logo em seguida”, exemplifica. Por isso, ele afirma que o judiciário é uma antena sensível do que acontece no cotidiano das pessoas. “Diante de qualquer impasse e desacerto, a população bate na porta dos tribunais”.

Em seguida, ele lançou uma pergunta: “porque nós queremos participar das pesquisas e da inquietação?”, e respondeu: “justamente por estarmos ligados e atualizados em relação aos problemas da sociedade”. Além disso, citou outro motivo: “nós temos um treinamento de imparcialidade, uma atitude que também é importante para a produção científica, como ética e metodologia de pesquisa. Não queremos necessariamente provar uma tese, mas sim ouvir os fatos”, reforça.

Núcleo de Inovação na Ajuris

Sobre o núcleo, o desembargador explica que a função é auxiliar o judiciário a acompanhar os avanços tecnológicos. “Vivemos numa sociedade acelerada, cheia de mudanças tecnológicas e científicas, e o judiciário não pode ficar para trás”, justifica. Ele ainda mostra como isso funciona na prática: “nós temos que administrar uma demanda de milhões de processos no Brasil, por exemplo, e precisamos pensar em ferramentas diferentes, que nos possibilitem fazer melhor e de uma maneira menos custosa, o que implica criatividade”.

O desembargador acrescenta que na era da tecnologia da informação, da globalização do conhecimento e da inteligência artificial, é preciso utilizar as novas ferramentas a favor da sociedade e da magistratura.

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