28/06/2018 - 11h23

3 Perguntas de Leandro Siminovich (GetNet) para Christian Lykawka (Rockhead Games)

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Nesta edição d, Leandro Siminovich, Gerente de Inovação da GetNet, faz três perguntas à Christian Lykawka, CEO Fundador da Rockhead Games. No próximo mês, quem responde às questões elaboradas por Lykawka é Eduardo Arruda, sócio-fundador da Doc Space.

Leandro Siminovich: Vocês são uma empresa que trabalham exclusivamente com desenvolvimento de jogos. Conte um pouco a história e explique quais são os desafios de atuar num mercado deste tipo.

Christian Lykawka: A Rockhead trabalha com games e também no desenvolvimento de conteúdo transmídia que, além dos jogos, inclui revistas em quadrinhos e uma série animada. Um dos desafios de atuar neste mercado é obter a visibilidade dos produtos, em meio a milhares de opções que as pessoas encontram nas lojas online. Por isso, estamos investindo bastante na marca, nos personagens e no universo de Starlit Adventures, transcendendo o produto isolado. Isso nos permite cativar o público e desenvolver um conteúdo com mais qualidade e profundidade. Também percebemos que, no final das contas, qualquer produto na área do entretenimento acaba concorrendo pelo “tempo livre” das pessoas. Torna-se desafiante convencê-las de que o seu game é uma boa alternativa de divertimento, entre tantas outras coisas interessantes como séries, redes sociais, apps e, obviamente, outros games. Nesse cenário, existe uma “guerra” pela aquisição de usuários, principalmente nas diversas mídias digitais. Isso torna o custo da divulgação bastante alto, criando uma pressão incrível para que os produtos sejam suficientemente lucrativos para cobrir tais despesas.
Siminovich: Como empresa formada na incubadora Raiar da PUCRS, hoje Tecnopuc Startups, quais foram os maiores aprendizados adquiridos durante o processo de desenvolvimento?

Lykawka: Aprendemos que ser uma startup é estar em busca da sua própria fórmula de sucesso. Os ingredientes dessa fórmula, os quais a tornarão exclusiva, são as pessoas envolvidas no processo. Equipes com perfis complementares aumentam as chances das fórmulas inéditas, mas todos sabem que grupos heterogêneos são mais difíceis de formar e de se lidar. Além disso, vimos que é comum uma startup acabar descobrindo algo inesperado ao longo de sua trajetória, muitas vezes radicalmente diferente daquilo inicialmente planejado. Isso acontece colocando a mão na massa e interagindo com as pessoas, dentro e fora da empresa. Muitas pistas sobre os melhores caminhos a trilhar são obtidas fazendo networking.

Siminovich: Após concluírem o processo de incubação, vocês permaneceram no Tecnopuc. Quais foram os direcionadores que basearam essa decisão e como vocês veem a possibilidade de integração com o ecossistema de empresas e com a academia que o Parque proporciona?

Lykawka: O Tecnopuc é um ambiente privilegiado por ter ingredientes importantes em um ecossistema de inovação tecnológica: empresas de diversos portes e estágios de desenvolvimento, estando dentro de uma das melhores universidades do país. Para exemplificar, na Rockhead temos alunos, ex-alunos e professores da PUCRS no mesmo ambiente de trabalho. Também temos contato frequente com outras empresas do Parque, se não para fazer negócios diretamente, para trocar ideias ou contatos de outras pessoas que podem ajudar.

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