Como escolher quem vai te orientar no mestrado ou doutorado?

Confira dicas e aprendizados de profissionais que já passaram por diferentes processos na pós-graduação da PUCRS

14/05/2021 - 08h38
Como escolher quem vai te orientar no mestrado ou doutorado?

Foto: Unplash

Uma das decisões mais importantes ao ingressar na pós-graduação é a escolha de qual docente vai acompanhar sua trajetória. Ficou com dúvidas? Quer saber o que pode e o que não pode? A professora que você queria não está disponível? Para responder essas e outras perguntas recorrentes, duas pessoas que entendem do assunto compartilham alguns aprendizados: Eduardo Eizirik, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução da Biodiversidade; e Litiéle dos Santos, mestranda em Engenharia e Tecnologia de Materiais.

Confira os cursos de mestrado e doutorado com inscrições abertas até o dia 29 de outubro e prepare-se para escolher seu orientador.

Leia também: Mestrado e doutorado: inscrições abertas para cursos em diferentes áreas

Por onde começar?

O primeiro passo é entrar em contato com o professor ou professora de interesse. Em alguns PPGs, a aceitação ou acordo prévio com quem vai te orientar é um critério para a aprovação no ingresso de mestrado e doutorado. Acesse a página do PPG e, na linha de pesquisa que você quer seguir, confira a lista de docentes que integram os projetos.

Mesmo nos casos em que o pré-aceite não é necessário, conhecer o corpo docente e colegas é uma ótima maneira de entender o trabalho que é realizado na prática e alinhar expectativas. Outra sugestão é acessar algumas publicações do PPG e o currículo Lattes de docentes do programa para conhecer quem tem interesses de pesquisa mais alinhados aos seus.

Leia também: Como funciona o processo seletivo de mestrado e doutorado

O papel de quem orienta

A orientação influencia diretamente no desenvolvimento da pesquisa e dos/as estudantes. É o orientador ou a orientadora quem contribui – e frequentemente direciona – em todas as etapas do processo, como:

  • Escolha do tema de pesquisa;
  • Delineamento do projeto;
  • Obtenção de verbas para viabilizar a execução do projeto;
  • Coleta, análise e interpretação dos dados;
  • E até mesmo a redação da dissertação ou tese e a publicação de artigos, que podem ser veiculados em periódicos nacionais e internacionais.

Isso varia entre os PPGs e tem diferenças para o mestrado e o doutorado. No mestrado é comum que estudantes tenham mais direcionamentos em várias etapas, enquanto no doutorado geralmente se espera mais autonomia dos/as alunos/as.

O que levar em consideração

Como escolher quem vai te orientar no mestrado ou doutorado?

Foto: Unsplash

Assim como mencionado no primeiro tópico, o diálogo é indispensável. Quanto mais informações você tiver, melhor. Afinal, serão anos de convivência e aprendizado em conjunto. Para saber se o seu projeto seria viável no momento, você pode tirar dúvidas sobre exemplos de trabalhos já realizados, metodologias, verbas já captadas, materiais disponíveis, entre outros aspectos.

Leia também: Mestrado e doutorado: desvende o edital e entenda o processo seletivo

Posso escolher docentes de qualquer área?

Se você cursou a graduação em uma área, mas quer fazer a pós-graduação em outra, não tem problema. Isso é bem frequente. Entretanto, é necessário que o professor ou professora que vai te orientar seja do mesmo PPG que você. Eventualmente, um professor ou professora pode fazer parte de mais de um PPG.

Posso ter mais de uma pessoa me orientando?

Você pode ter um orientador ou orientadora, do próprio PPG, mas também pode convidar alguém para coorientar o seu trabalho, que não precisa ser do PPG ou da Universidade. Há inclusive a possibilidade de convidar alguém de instituições do exterior, por exemplo.

Em alguns casos existem comitês de acompanhamento, compostos pelo/a orientador/a e mais dois docentes que acompanham o desenvolvimento do projeto.

Quem eu escolhi não está disponível, e agora?

Isso também varia em cada PPG. Se a aceitação prévia for um critério de seleção, você pode ficar com a matrícula pendente, até que um/a docente aceite o seu projeto. Em outros casos, algum professor ou professora pode ser indicado para você, de acordo com a afinidade com o seu tema e pesquisa.

Outro fator importante é que há um limite de vagas por orientador e orientadora. Por isso o quanto antes você entrar em contato com o PPG de interesse, maiores são as suas chances. Além de tirar uma boa nota na classificação, é claro.

E afinal, é legal ter alguém para orientar?

“A minha experiência está sendo bastante interessante e enriquecedora, estou aprendendo muito. As discussões são importantes e, na minha opinião, a orientação impacta diretamente no trabalho final. A experiência de quem é docente é um grande norteador em diversos momentos do processo. Isso sem falar que às vezes, por construir uma relação, acaba sendo também um suporte emocional, já que nem sempre as coisas funcionam como na teoria”, conta Litiéle.

Ela enfatiza que o processo precisa fluir de forma prazerosa, eficiente e com base no respeito, como em qualquer outra relação. “A pós-graduação também nos torna profissionais mais independentes, pois o aluno ou aluna é quem deve puxar o movimento e ter proatividade”.

Comece seu mestrado ou doutorado

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