Universidade: passado, presente e futuro

Artigo do reitor da PUCRS, Ir. Evilázio Teixeira

09/11/2020 - 13h34
Universidade: passado, presente e futuro

Irmão Evilázio Teixeira, reitor da PUCRS / Foto: Camila Cunha

Uma universidade deve ser distinguida pela forja ética do pensamento, composta de homens e mulheres que são responsáveis pela sociedade e estão dispostos a colocar seus talentos a serviço do bem comum. Em 9 de novembro de 1948, há 72 anos, foi constituída a Universidade Católica do Rio Grande do Sul; dois anos depois, com o reconhecimento do Vaticano, ganhou o título de Pontifícia.

Era a concretização de um sonho acalentado muitos anos antes. Foi no início da década de 30 que um grupo de educadores com sólida formação humanística, religiosa e técnica reuniu-se com o firme propósito de empreender algo inédito: cursos de Ensino Superior que atendessem às demandas da sociedade gaúcha. Sob a liderança do Irmão Afonso, esse grupo de pioneiros levou adiante o projeto.

Vivemos nestas duas primeiras décadas do século 21 um cenário de permanentes e aceleradas transformações econômicas, políticas, culturais e sociais. A pandemia da covid-19 trouxe ainda novos desafios em escala planetária. Mais do que nunca, as instituições de educação superior devem assumir o protagonismo frente às necessidades desse momento, atuando como impulsionadoras para o desenvolvimento de uma sociedade melhor, de uma humanidade mais fraterna.

Formar pessoas e profissionais competentes implica em educar indivíduos com aspirações infinitas, corações sensíveis, capazes de criativamente melhorar o mundo, do contrário, estaríamos graduando seres humanos míopes, numa espécie de lógica da eficiência, mas vivendo uma vida dividida; utilizando uma expressão de Max Weber: “Especialistas sem espírito e sensualistas sem coração”. Educação ligada com a vida tem a ver com aprender a viver melhor.

Aqui coloca-se o desafio de encontrar uma hermenêutica para o século 21 que seja capaz de nos propor uma nova gramática baseada na sabedoria. Esta “nova gramática” implica numa narrativa que seja também uma declaração de amor à vida em prol da construção de um futuro com mais plenitude.


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