Por que é importante se vacinar?

Dia Nacional da Vacinação marca a relevância histórica da imunização individual e coletiva

15/10/2021 - 18h16
vacinação

Uma das metas é atingir um grande número de pessoas vacinadas para eliminar a circulação do vírus./Foto: Camila Cunha

Ao longo da história, as vacinas estiveram presentes em períodos críticos, marcados por tristeza e dificuldade. Trazendo ares de prevenção e esperança há mais de 200 anos, elas vêm garantindo a bilhões de pessoas a saúde, o bem-estar e a continuidade da vida. Neste 17 de outubro, celebramos o Dia Nacional da Vacinação. Após um ano e oito meses de pandemia, distanciamento social e muitas perdas, enxergamos a data como um momento importante de conscientização sobre a imunização individual e coletiva.  

Para a pesquisadora e professora da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS Ana Paula Duarte Souza, a vacinação é uma prática fundamental para garantir a diminuição dos casos de doença severa e das chances de hospitalização. De forma coletiva, quando nos vacinamos reduzimos a possibilidade do vírus circular e, consequentemente, protegemos o restante da população que não está vacinada”. 

A pesquisadora ressalta que essa lógica vale para outras doenças também. Quando tratamos de patologias contagiosas, a meta é atingir um grande número de pessoas vacinadas para que se possa eliminar a circulação do vírus, como aconteceu com a varíola, erradicada no início da década de 80. 

“Nós nem precisamos mais tomar essa vacina e isso representou um avanço imenso para a sociedade. Tivemos também a diminuição nos casos de sarampo e de paralisia infantil, tudo por conta da grande campanha de imunização e do aumento de pessoas vacinadas. Em relação à Covid-19, já temos dados que mostram a diminuição dos casos e principalmente de casos severos, devido à eficácia da vacina”, pontua Ana Paula. 

Para reforçar a relevância da vacinação, especialmente no contexto em que estamos vivendo, selecionamos uma série de conteúdos sobre a temática. Boa leitura! 

Assim que as vacinas contra a Covid-19 começaram a ser testadas, a discussão sobre a obrigatoriedade do certificado de imunização ganhou força. Impasses éticos e questões sociais dividiram a população de diversos países, inclusive do Brasil.  

Hoje, algumas cidades brasileiras já adotaram a utilização do passaporte da vacina, como o Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Salvador (BA). Aqui, no Rio Grande do Sul, a medida passa a valer a partir do dia 18 de outubro, na próxima segunda-feira. Para quem ainda tem dúvidas sobre a medida, convidamos o professor da Escola de Direito Cristiano Heineck Schmitt para esclarecer algumas questões. Confira 

Passaporte da vacina: entenda o que é

Foto: Frank Meriño/Pexels

As vacinas são a forma mais eficiente de prevenir doenças infecciosas. O pioneiro no desenvolvimento das vacinas foi Edward Jenner, um médico britânico que desenvolveu o imunizante contra a varíola, a qual foi declarada erradicada em 1979 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – devido à grande eficácia do método.  

Apesar de não ser uma ferramenta nova de combate a doenças, em meio à corrida para a produção e disponibilização de vacinas contra a Covid-19, também surgem muitas dúvidas por parte da população. Veja explicações úteis sobre as etapas que envolvem a elaboração de um imunizante, com a professora Ana Duarte, da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS.  

A professora Ana Duarte, da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS, preparou orientações úteis para quem está apto a receber a dose da vacina contra a Covid-19. Confira respostas para as principais dúvidas e alguns cuidados importantes antes de se vacinar 

Como pesquisadora, Ana trabalha com temas relacionados a vacinas, imunologia viral, terapias antivirais e antitumorais e respostas de diferentes tipos de células. 

As vacinas contra o coronavírus CoronaVac, desenvolvida pela Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan; e a de Oxford/AstraZeneca, produzida no Brasil pela Fiocruz, foram os dois imunizantes aplicados inicialmente no Brasil. Por serem recentes, para uma doença ainda nova, é comum haver dúvidas sobre o tema. Para entender melhor o funcionamento e a diferença entre as vacinas, o professor Marcelo Scotta, da Escola de Medicina, esclarece alguns pontos. Confira! 

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