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73% dos jovens acreditam que a convergência entre virtual e físico é positiva   

Pesquisa da PUCRS foi realizada com homens e mulheres da Geração Z , com idades de 18 a 25 anos 

30/10/2020 - 08h28

Foto: Pixabay

A convergência do meio virtual com o físico é mais positiva do que negativa para 73% dos jovens entrevistados. É o que aponta um levantamento da PUCRS que busca entender e compreender o comportamento e as influências da Geração Z (nascidos entre a segunda metade dos anos 1990 até o início do ano 2010). O estudo foi desenvolvido pelo Projeto de Pesquisa de Mercado em Publicidade e Propaganda da Escola de Comunicação, Artes e Design – Famecos da Universidade. A pesquisa completa pode ser conferida neste link.        

Com a coleta de dados realizada durante os meses de junho e julho, o levantamento foi elaborado por meio de uma pesquisa qualitativa com especialistas que lidam com o meio digital e jovens. Também foi elaborado um questionário de autopreenchimento, com a participação de 203 pessoas entre 18 a 25 anos residentes na Região Metropolitana de Porto Alegre.          

“O fato é que não faz mais sentido falar em real e virtual, pois o virtual e online não só é real, como cada vez mais ocupa o mesmo espaço e o mesmo tempo do que é físico e offline na vida das pessoas. Não é mais uma coexistência, é uma crescente intersecção”, destaca Ilton Teitelbaum, orientador do estudo e professor da PUCRS. Este levantamento teve o envolvimento das alunas Clarice Azevedo, Ellen Hainzenreder e Lívia Martin. “A familiarização com o mundo digital torna tudo mais natural e a Geração Z acredita que a intersecção é uma tendência do futuro, mas, na verdade, já estamos vivendo o futuro agora mesmo”, salienta Marina Gambim, estudante da Universidade e integrante do estudo.          

Foto: Piqsels

Jovens e as relações com meios virtuais e físicos          

Dos exemplos de convergência apresentados, os jovens se identificam mais com aplicativos de compra online (62%), figurinhas no WhatsApp (57%) e filtros no Instagram (55%). Também foram mencionados aplicativos como PicPay, QR Code, realidade virtual e o jogo Pokémon Go.          

O ranking das mídias sociais mais utilizadas coloca, em primeiro lugar, Whatsapp; seguido por Instagram, Youtube, Twitter e Facebook. O motivo de preferência por estas mídias sociais se deve ao fato de não apresentarem tantas críticas ou conflitos entre as pessoas.          

58% dos entrevistados acreditam que o tempo que passam em mídias sociais é mais benéfico que maléfico. As principais razões são que se aproximam das pessoas e aceleram os processos do dia a dia. Dos que acreditam ser maléfico, os motivos para isso são a sensação de que elas ocupam muito tempo do dia (64%), distraem das responsabilidades (68%) e isso os tornam menos produtivos (82%); além da crença de que é um mundo tóxico e cheio de críticas.          

Muitos jovens afirmaram seguir influenciadores, mas o número não foi tão relevante. A maioria das mulheres segue de 11 a 50 influenciadores, enquanto os homens até 10 perfis. Em algum momento, 88% dos entrevistados se sentem influenciados para comprar algum produto ou serviço, apesar de terem afirmado seguir poucos influenciadores, o poder de influência é considerado alto. Os segmentos de influenciadores mais seguidos são Moda (49%), Música (43%), Comédia (40%) e Lifestyle (40%).          

Quanto aos hábitos de mídia onde os jovens buscam informações, estão os sites de notícias (81%) e redes sociais (74%). Em relação ao consumo de audiovisual, a TV a cabo tem apenas 25%, perdendo para plataformas de streaming como Netflix (97%) e Amazon Prime (35%).        

Indicadores para implicações mercadológicas      

Com base nos resultados deste estudo com a Geração Z, a equipe da PUCRS elaborou alguns indicadores mercadológicos. Um dos apontamentos é de que se a empresa quiser atingir esses clientes, caso o negócio seja totalmente presencial, é preciso ativá-lo no modo virtual.      

É necessário que o mercado perceba que para conversar com essas pessoas é preciso utilizar a linguagem as quais são usadas nas redes sociais. Quanto aos influenciadores digitais, por mais que os jovens pensem que não são influenciados, as suas ações acabam dizendo o contrário. Os influenciadores são uma ótima opção para ampliar o conhecimento do serviço e vender um produto.   

As mídias sociais são o segundo meio mais escolhido pelos jovens para se atualizar das notícias, porém essas também são grandes alvos de divulgação das fake news. Como estão sendo criados mecanismos para evitar esse tipo de propagação de conteúdo, essa ferramenta é uma oportunidade de mercado interessante e de bom uso para a sociedade.      

A intersecção do virtual e do físico já acontece e a tendência é só aumentar. Por mais que os jovens possam parecer um pouco relutantes em relação a isso, eles reconhecem que a tecnologia somente tem a crescer e que é dever, como cidadãos, como mercado, se adaptar a ela e continuar se adequando às mudanças e inovações da sociedade atual.