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Resumos de Trabalhos Publicados


Analytical Method For Evaluation Of Exposure To Benzene, Toluene, Xilene In Blood By Gas Chromatography Preceeded By Solid Phase Microextraction

Ana P. Alegretti¹; Flavia V. Thiesen¹ ²; Gisele Maciel¹ ²
¹Instituto de Toxicologia, ²Faculdade de Farmácia/PUCRS

     Abstract: Frequency of intentional exposure to organic solvents has increased in our milieu. A method for analysis of benzene, toluene and xilenes (BTX) in blood is necessary to diagnose the intentional and accidental exposure to these solvents. The validation of a technique for determination of BTX in blood samples by gas chromatography preceded by solid phase microextration (SPME) is presented. After sample heating in sealed vials with magnetic bar stirring, the SPME-Supelco fiber was exposed to headspace (gas phase) for the adsorption of volatile compounds. For identification and quantification of these compounds, desorption was performed by gas chromatography equipped with flame-ionization detector (GC/FID). Variables for chromatographic analysis were defined, like time and speed of samples stirring, temperature for attainment of headspace, duration of the adsorption and desorption. The evaluated analytical parameters include linearity, limit of detection, interassay and intraassay precision, recovery and specificity. The calibration curve presented linearity between 1,0 and 100 mg/L for toluene and between 5,0 and 100 mg/L for the other solvents. Limit of detection was of 1,0 mg/L for all solvents, except toluene (0,5 mg/L). Intraassay precision varied from 2,2 to 5.8%, depending on the analyte, and interassay precision was of 6,5 to 11.6%, with a higher variation for p-xilene. The lowest recovery detected was of 90,6% (benzene), and the greater was of 97,7% (o-xilene). The methodology for determination of BTX residues in blood by gas chromatography preceded by solid phase microextration showed to be efficient in terms of linearity, specificity, limit of detection, recovery and precision, and adequate for detection of exposure to these organic solvents in blood samples.


Measuring Inhalant Abuse Among Homeless Youth In Southern Brazil

Flavia Valladão Thiesen 1, Helena Maria Tannhauser Barros2
1 Toxicology Institute and Pharmacy Faculty, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brazil
2 Pharmacology and Toxicology Division, Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre, Brazil

     Objective: To measure urinary level of hippuric acid among Brazilian homeless youngster's suspected of having inhaled toluene in previous hours. Design: Homeless youngsters voluntarily collected urine samples around two hours after they arrived to an "open-school" in Porto Alegre, Brazil. Hippuric acid was determined by gas chromatography in urine specimens of fifty homeless children and adolescents. Results: In 86% of the urine specimen hippuric acid levels were within the range of 3.6 g/g creatinine and 46.1 g/g creatinine. Conclusion: Very high urinary hippuric acid level may indicate toluene voluntary abuse. A cut-off urinary hippuric acid level value needs to be established for toluene self-exposure diagnosis.


Validação de Método Analítico para Determinação de Cotinina em Urina

Roberta Cattaneo¹ ²; Ana P. Alegretti¹; Gabriela Peruzzo¹ ²; Jose M. Chatkin3; Carlos C. Fritscher3; Flavia V. Thiesen¹ ²
¹Instituto de Toxicologia, ²Faculdade de Farmácia/PUCRS,3Hospital São Lucas/PUCRS

     A dependência ao tabaco atinge cerca de um terço da população mundial e mais de 50% das causas de mortalidade estão relacionadas ao hábito de fumar. A nicotina, princípio ativo do tabaco, é biotransformada em cotinina. Esta possui tempo de meia-vida de cerca de 9 horas, sendo considerada o parâmetro mais adequado para avaliar o hábito de fumar e a exposição passiva a fumaça do tabaco. Para viabilizar a realização da análise de cotinina foi validado método para determinação de cotinina urinária por cromatografia líquida de alta performance (HPLC). Amostras de urina de fumantes foram submetidas à extração líquido-líquido com diclorometano utilizando 2-fenilimidazol como padrão interno. Após evaporação, 20 ul do resíduo foram injetados no HPLC com detector ultravioleta, equipado com coluna C8. A fase móvel consistiu-se de água d/d:metanol:acetato de sódio 0,1M:acetonitrila (50:15:25:10, v/v), ácido cítrico 0,034M e 5,0mL de trietilamina/L, pH 4,4. A curva de calibração, analisada no intervalo de 5 ng/mL a 1000 ng/mL, apresentou linearidade (R2 = 0,999). O limite de detecção do método foi de 5 ng/mL e de quantificação foi 10 ng/mL. O coeficiente de variabilidade foi de 7,0; 2,5 e 9,8% e a exatidão de 107,0; 101,7 e 97,0% nos pontos 50, 500 e 1000 ng/mL respectivamente (n=3). A metodologia avaliada apresentou eficiência em termos de linearidade, sensibilidade, precisão e exatidão. Portanto, este método é considerado um parâmetro confiável para avaliação dos níveis de cotinina urinários.

Apoio: PUCRS, HSL/PUCRS, CAPES


Uso de Drogas entre Crianças e Adolescentes em Situação de Rua em Porto Alegre, RS

PERUZZO, G.D.¹ ²; WENDLING R.3; KALIL, M.B.3; BARROS, H.M.T.3; THIESEN, F.V¹ ².
¹Instituto de Toxicologia, ²Faculdade de Farmácia/PUCRS,3Disciplina de Farmacologia, FFFCMPA

     Introdução: No Brasil, o consumo de drogas está presente no cotidiano de crianças e adolescentes em situação de rua, podendo, ser considerado como parte integrante de um estilo de vida específico do grupo. O conhecimento sobre as características do consumo de drogas é fundamental para subsidiar atividades de prevenção e tratamento. Este trabalho teve por objetivo caracterizar o uso de drogas entre crianças e jovens em situação de rua em Porto Alegre, RS.
     Materiais e Métodos: Foi realizado levantamento através da aplicação de questionário baseado no modelo empregado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID). Para análise estatística foi utilizado o programa SPSS. O questionário foi aplicado a 65 indivíduos que freqüentavam a Casa de Acolhimento Noturno da Fundação de Assistência Social e Comunitária da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, no período de setembro de 2002 a março de 2003.Antes da aplicação, o objetivo e a metodologia do trabalho foram explicados aos adolescentes e seus responsáveis que concordaram em participar através do consentimento oral e assinatura do Termo de Consentimento Informado, respectivamente.
     Resultados: Na população avaliada, 80% foi composta por jovens do sexo masculino (Figura 1), 75% tinham entre 13 e 16 anos e 85,9% era nascido na região metropolitana de Porto Alegre. A droga de abuso mais utilizada por esta população, excetuando o tabaco foi a loló (75% fazia uso diário no último mês) , seguido por maconha (26,6%) e crack (9,4%) (Figura 2).Destaca-se o fato de que 46% deles relataram fazer uso da loló por mais de cinco anos e usarem mais de uma droga.
     Conclusão: Os resultados obtidos neste trabalho indicam que políticas públicas e ações de prevenção devem ser implementadas, levando-se também em consideração a idade com que estes jovens estão iniciando o abuso de drogas, fato que implica em um risco ainda maior de graves danos à saúde, principalmente, ao sistema nervoso central. Estes danos irão resultar em prejuízos cognitivos, dificultando ainda mais sua capacidade de estudo e trabalho.
     Provavelmente, o elevado uso da loló se dá por ser de fácil aquisição, baixo custo, legalmente distribuída, amplamente disponível e fácil de ocultar.

Apoio: PUCRS
Anais do V Salão de Iniciação Científica da PUCRS, 2004


Validação de Método Espectrofotométrico para Determinação de Brometos em Soro

GIULIANI, V.P.¹ ²; ALEGRETTI, A.P.¹; THIESEN, F.V.¹ ².
¹Instituto de Toxicologia, ²Faculdade de Farmácia/PUCRS

     Introdução: O brometo foi o primeiro fármaco eficaz utilizado para o tratamento de epilepsia. Atualmente, apesar de não ser rotineiramente empregado devido aos significantes efeitos adversos, entre eles, cefaléia, delírios, demência e alucinações, o brometo apresenta um papel importante para pacientes refratários ou que não toleram outros fármacos antiepiléticos. Monitorar a condição do paciente e os níveis séricos dos brometos é necessário para o tratamento seguro da epilepsia, pois concentrações séricas superiores a 1,5 mg/mL são indicativas de toxicidade. A técnica colorimétrica é indicada devido a sua simplicidade, rapidez e baixo custo, além da facilidade com que espectrofotômetros são encontrados nos laboratórios clínicos.
     Objetivo: Validação de um método analítico, espectrofotométrico, para determinação de brometo em amostra de soro de pacientes em tratamento com este fármaco.
     Metodologia: A técnica empregada baseia-se na oxidação do íon brometo, presente na amostra, pela cloramina T formando uma molécula de bromo; esta reage com a fluoresceína produzindo eosina. A concentração de eosina é medida espectrofotometricamente num comprimento de onda de 520 nm e é diretamente proporcional a concentração de brometo no soro. Os parâmetros analíticos avaliados incluíram linearidade, limite de detecção e quantificação, recuperação, precisão e exatidão.
     Resultados: Os ensaios com as soluções calibradoras nas concentrações 0,25; 0,5; 1,0; 1,5 e 2,0 mg/mL apresentaram linearidade demonstrando um fator de correlação 0.9559. O limite de detecção do método foi de 0,05 mg/mL e o limite de quantificação de 0,25 mg/mL. Para amostras com concentração de brometos 0,25; 1,0 e 2,0 mg/mL foram encontrados respectivamente coeficiente de variabilidade intraensaio de 8,2%, 7,4% e 4,8%, recuperação de 88,6%, 102,2% e 91,2% e inexatidão de 12%, 2,2% e 8,8%.
     Conclusão: A metodologia apresentou eficiência em termos de linearidade, sensibilidade, precisão, exatidão e recuperação. Portanto, este método é considerado um parâmetro confiável para monitoramento terapêutico de brometos.

Apoio: PUCRS
Revista Brasileira de Toxicologia. São Paulo, Sociedade Brasileira de Toxicologia, 2003; V.16


Método Analítico para Avaliação de Exposição a Solventes Orgânicos em Amostras Biológicas por Cromatografia Gasosa Precedida de Microextração em Fase Sólida

Maciel GP¹ ², Alegretti AP¹, Thiesen FV¹ ².
¹Instituto de Toxicologia, ²Faculdade de Farmácia/PUCRS

     Introdução: A freqüência da exposição intencional (abusiva) a solventes orgânicos tem aumentado em nosso meio. Um método para análise de benzeno, tolueno e xilenos (BTX) é necessário para o diagnosticar, além desta intoxicação, a exposição acidental a estes solventes. A validação de uma técnica para determinação de BTX em amostras de sangue por cromatografia a gás precedida de microextração em fase sólida (SPME) é relatada. Utilizou-se essa técnica de extração devido às vantagens em relação aos métodos de extração convencionais.
     Materiais e Métodos: Após aquecimento das amostras em frascos vedados e com agitação com barra magnética, a fibra de SPME-SupelcoÒ foi exposta ao "headspace" (fase gasosa) para a adsorção dos compostos voláteis. Para identificação e quantificação, a dessorção foi efetuada em cromatógrafo a gás VarianÒ 3300, equipado com detector de ionização de chama (GC/FID). Foram definidas as variáveis para análise cromatográfica, além do tempo e velocidade de agitação das amostras, temperatura para obtenção de "headspace", duração da adsorção e dessorção. Os parâmetros analíticos avaliados incluíram linearidade, limite de detecção, precisão interensaio e intraensaio, recuperação e especificidade.
     Resultados: A curva de calibração apresentou linearidade entre 1,0 e 100 mg/L para o tolueno e entre 5,0 e 100 mg/L para os demais solventes. O limite de detecção foi de 1,0 mg/L para todos os solventes, com exceção do tolueno, 0,5 mg/L. A precisão intraensaio variou de 2,2 a 5,8%, dependendo do analito, e a precisão interensaio, foi de 6,5 a 11,6%, com maior variação para o p-xileno. A menor recuperação detectada foi de 90,6% (benzeno), e a maior foi de 97,7% (o-xileno).
     Conclusão: A metodologia de determinação de resíduos de BTX em sangue por cromatografia a gás precedida de microextração em fase sólida mostrou-se eficiente em termos de linearidade, especificidade, limites de detecção e precisão, apresentado-se adequada para detecção da exposição a solventes orgânicos em amostras de sangue.

Apoio: PUCRS
Revista Brasileira de Toxicologia. São Paulo, Sociedade Brasileira de Toxicologia,2003; V.16


Validação de Método Espectrofotométrico para Determinação de Cotinina em Urina

Giuliani VP¹ ², Silveira HL², Alegretti AP¹, Thiesen FV¹ ²
¹Instituto de Toxicologia, ²Faculdade de Farmácia/PUCRS

     A dependência ao tabaco atinge cerca de um terço da população mundial, e mais de 50% dos fumantes morrem de patologias associadas ao hábito de fumar. O avanço no desenvolvimento de terapias para abandono do tabagismo tem contribuído para estimular a cessação do uso do tabaco e o emprego de análises toxicológicas que avaliem a exposição ao tabaco são uma ferramenta útil neste contexto. A cotinina, o principal metabólito da nicotina, é o marcador mais específico do consumo de tabaco, sendo por isso o analito de escolha. A cotinina pode ser determinada nos fluidos biológicos por métodos colorimétricos, imunológicos ou cromatográficos. Considerando a aplicabilidade da espectrofotometria em nosso meio e a facilidade de obtenção de amostras, além do baixo custo das análises, optou-se por validar o método colorimétrico para determinação de cotinina urinária baseado na reação de König. Os parâmetros analíticos acessados incluíram linearidade, limite de detecção, precisão, estabilidade, recuperação e exatidão. Os ensaios com as soluções calibradoras nas concentrações 0,2; 0,5; 1,0; 2,0; 6,0 e 10,0 g/mL, apresentaram linearidade, demonstrando um coeficiente de correlação igual a 0,9992. O limite de detecção do método foi de 0,06 g/mL, seu coeficiente de variabilidade foi 6,0% e a recuperação encontrada foi de 83,9% para amostras com níveis de cotinina de 0,5 g/mL, e 94,1%, para concentrações de 4,0 g/mL. O método apresentou inexatidão calculada de 6,5%, determinada em amostra fortificada de não-fumante à concentração de 2,0 g/mL. A amostra manteve-se estável durante os dez dias testados. A metodologia validada apresentou eficiência em termos de linearidade, sensibilidade, precisão, exatidão, recuperação e estabilidade. Portanto, este método é considerado um parâmetro confiável para avaliação do hábito de fumar tabaco.

Apoio: PUCRS
Revista Brasileira de Toxicologia. São Paulo, Sociedade Brasileira de Toxicologia, 2003; V.16


Consumo de Chimarrão e Níveis de Ácido Hipúrico Urinário em Indivíduos não Expostos ao Tolueno

Johann I¹ ², Fonseca EP¹ ²,Alegretti AP¹, Maciel GP¹ ²,Thiesen FV¹ ²
¹Instituto de Toxicologia, ²Faculdade de Farmácia/PUCRS

     Introdução: O ácido hipúrico é empregado como indicador de exposição ocupacional ao tolueno, uma vez que é seu principal metabólito na urina. Contudo, o ácido hipúrico pode ser originado também do ácido benzóico, presente em algumas frutas e alimentos adicionados deste conservante.
     Objetivo: Verificar se o consumo de chimarrão interfere nos níveis de ácido hipúrico urinário, uma vez que a erva-mate possui elevados níveis de ácido quínico e ácidos fenólicos, os quais podem ser biotransformados a ácido hipúrico no organismo.
     Materiais e Métodos: Foram coletadas 60 amostras de urina de voluntários não expostos ao tolueno ou qualquer alimento rico em seus precursores. Vinte e oito destas amostras eram de consumidores de chimarrão e 42 de indivíduos que não haviam utilizado produtos a base de erva-mate nos últimos 3 dias. As amostras foram submetidas à extração líquido-líquido e análise em cromatógrafo a gás Varian 3300, equipado com detector de ionização de chama e coluna megabore DB-5. Os resultados foram corrigidos pelo valor da creatinina urinária com o objetivo de eliminar interferência da diurese.
     Resultados: Das 28 amostras de consumidores de chimarrão investigadas, 32% apresentaram concentrações de ácido hipúrico urinário acima dos valores normais em indivíduos não expostos ao tolueno. Dentre os 42 indivíduos não expostos, nenhuma amostra apresentou valor alterado.
     Conclusão: O consumo de chimarrão pode aumentar a excreção de ácido hipúrico na urina e deve ser investigado em todos trabalhadores que apresentam níveis elevados de ácido hipúrico a fim de evitar erros nas interpretações destas análises laboratoriais. São necessários estudos adicionais para verificar se o tipo de erva-mate consumida e o padrão de uso de bebidas a base de erva-mate interferem nos resultados encontrados.

Apoio: PUCRS
Revista Brasileira de Toxicologia. São Paulo, Sociedade Brasileira de Toxicologia,2003; V.16


Validação de Metodologia para Determinação de Benzeno, Tolueno e Xilenos em Amostras de Água por Cromatografia Gasosa Precedida de Microextração em Fase Sólida

Maciel GP¹ ², Alegretti AP¹, Thiesen FV¹ ².
¹Instituto de Toxicologia, ²Faculdade de Farmácia/PUCRS

     A técnica de microextração em fase sólida (SPME) apresenta diversas vantagens em relação aos métodos de extração convencionais, pois é mais rápida, sensível e possui menos interferentes, além de evitar o uso de solventes e utilizar menos vidraria. Este trabalho teve por objetivo validar método para análise dos solventes orgânicos benzeno, tolueno e orto, meta e para-xileno (BTX) em amostras de água por cromatografia a gás precedida de microextração em fase sólida. MATERIAIS E MÉTODOS: Após aquecimento das amostras em frascos vedados e com agitação com barra magnética, a fibra de SPME-Supelco foi exposta ao "headspace" (fase gasosa) para a adsorção dos compostos voláteis. Para identificação e quantificação, a dessorção foi efetuada em cromatógrafo a gás Varian 3300, equipado com detector de ionização de chama (GC/FID). Foram definidas as variáveis para análise cromatográfica, além do tempo e velocidade de agitação das amostras, temperatura para obtenção de "headspace", duração da adsorção e dessorção. Os parâmetros analíticos avaliados incluíram linearidade, limite de detecção, precisão interensaio e intraensaio, recuperação e especificidade.
     Resultados: A curva de calibração apresentou linearidade entre 0,5 e 100 mg/L (benzeno e o-xileno), 0,1 e 100 mg/L (p- e m-xileno) e 0,05 e 100 mg/L (tolueno). O limite de detecção foi de 0,1 mg/L para todos os solventes, com exceção do tolueno (0,05 mg/L). A precisão intraensaio variou de 3,0 a 7,1%, dependendo do analito, e a precisão interensaio, foi de 3,6 a 10,6%, com maior variação para o-xileno. A menor recuperação detectada foi 97,5% (benzeno), e a maior foi 106,0% (o-xileno). O método apresentou boa especificidade. CONCLUSÃO: A metodologia de determinação de resíduos de BTX em água por cromatografia a gás precedida de microextração em fase sólida mostrou-se eficiente em termos de linearidade, especificidade, limites de detecção e precisão, mostrando-se adequada para realização de análise de solventes orgânicos em amostras de água suspeitas de contaminação por estes compostos.

Apoio: PUCRS
Revista Brasileira de Toxicologia. São Paulo, Sociedade Brasileira de Toxicologia, 2003; V.16


Determinação de Resíduos Organoclorados em Peixes por Cromatografia Gasosa com Detector de Captura de Elétrons (GC/ECD)

Patrícia Gomes¹ ², Manuel Castro Carneiro3, Marcos J. H. Senna3, Flavia Valladão Thiesen¹ ², Angelita Leal¹
¹Instituto de Toxicologia, Faculdade de Farmácia², Faculdade de Química3- PUCRS

     Os inseticidas organoclorados são bastante persistentes e bioacumulativos. Desta forma, esses compostos são especialmente perigosos pela sua presença disseminada no solo, ar, alimentos e água e conseqüente acúmulo nos seres vivos. Sendo assim, pode-se utilizar peixes como bioindicadores dessa contaminação. Este projeto, realizado em parceria com a FEPAM, visa à determinação dos 16 resíduos organoclorados prioritários (EPA) em peixes, sendo pesquisada a presença de alfa- BHC, beta- BHC, gama- BHC, heptacloro, delta- BHC, aldrin, heptacloro epóxido (isômero B), alfa-endosulfan, 4,4'- DDE, dieldrin, endrin, 4,4'- DDD, beta- endosulfan, 4,4'- DDT, endrin aldeído e endosulfan sulfato. As amostras de peixes foram coletadas em três pontos diferentes de Triunfo (RS) e em um ponto da região de Cidreira (RS). A técnica de análise de organoclorados em peixes por cromatografia gasosa é precedida por uma etapa de extração, conforme recomendação da AOAC (método 983.21). A técnica consiste na extração direta de resíduos de pesticidas clorados com solvente orgânico, seguido da concentração dos extratos, clean–up em florisil e finalmente análise por GC / ECD. (FAPERGS)


Caracterização Enzimática dos Venenos de Bothriopsis bilineata E Bothriopsis taeniata (Serpentes: Viperidae)

Caliandra de Araujo Telli¹ ², Márcia Ferret Renner4, Flávia Valladão Thiesen¹ ², Cynthia Alencar Fin5, Marcos José Hoffmann de Senna3
¹Instituto de Toxicologia, ²Faculdade de Farmácia, 3Faculdade de Química– PUCRS, 4FAFOPEE-FUNDASUL, 5FFFCMPA

      O veneno das serpentes é uma mistura complexa, a qual contém toxinas, enzimas e peptídeos biologicamente ativos, sendo utilizados por animais na captura de presas e para defesa. O veneno das serpentes pode variar entre espécies e, dentro de uma mesma espécie, devido a modificações geográficas, sazonais, ontogenéticas e entre as glândulas de um mesmo indivíduo. Esta pesquisa visa caracterizar enzimaticamente o veneno de Bothriopsis bilineata e Bothriopsis taeniata, contribuir ao conhecimento do táxon dessas serpentes, uma vez que existem poucos dados em literatura a respeito desses, e comparar a composição enzimática dos venenos dessas espécies com os de outras espécies já conhecidas na literatura. Foram avaliadas 10 diferentes atividades enzimáticas dos venenos de Bothriopsis bilineata e Bothriopsis taeniata provenientes da Floresta Amazônica. Esses venenos foram submetidos à análise espectrofotométrica para detecção da atividade enzimática de: Acetilcolinesterase, Calicreína, Trombina, Tripsina, Plasmina, Catepsina C, Dipeptidil Peptidase, BAPNA, Hide Power Azure e Leucina Aminopeptidase. Em todos os ensaios foram utilizadas amostras de veneno na quantidade de 40 mg/mL dissolvidas em 50mM de Na2HPO4 / H3PO4 com 150mM de NaCl (pH 7,0). Os venenos apresentaram alta atividade para Calicreína, Trombina e Plasmina; atividade intermediária para Tripsina, Catepsina C, Hide Power Azure e Leucina Aminopeptidase. Sob o substrato BAPNA o veneno de Bothriopsis bilineata demonstrou alta atividade, e atividade intermediária para Bothriopsis taeniata. Esses resultados confirmam a necessidade dessas serpentes utilizarem seus venenos não somente para auxiliar o processo digestivo, mas também para a subjugação de suas presas.

Anais do 1o Simpósio da Sociedade Brasileira de Toxicologia


Abuso de Drogas por Pacientes Atendidos em Programa de Reabilitação de Dependentes Químicos em Clínica Especializada de Porto Alegre

Caliandra de Araujo Telli¹ ², Flávia Valladão Thiesen¹ ², Margareth da Silva Oliveira3, Aletéia Simon Alano4, Luciana Sato3, Vera Maria Steffen4
¹Instituto de Toxicologia, ²Faculdade de Farmácia, 3Faculdade de Psicologia - PUCRS, 4Laboratório de Toxicologia/Faculdade de Farmácia - UFRGS

     O uso indevido de substâncias psicoativas é um fenômeno de crescente preocupação para a saúde pública e a sociedade em geral. A Organização Mundial de Saúde reconhece a dependência química como doença, pois traz sérios prejuízos ao desempenho dos indivíduos. Sem o tratamento adequado, a dependência química tende a piorar, tornando o indivíduo improdutivo e incapaz do convívio social. Geralmente avalia-se a exposição a drogas através de entrevistas realizadas no momento do ingresso em clínicas de reabilitação. No entanto, é conhecido o fato de que pacientes omitem certas informações, prejudicando o diagnóstico médico. Este trabalho teve por objetivo verificar se a realização de análises toxicológicas pode contribuir para fornecer uma informação mais fidedigna a respeito das substâncias psicoativas abusadas. Foram coletadas amostras de urina de pacientes encaminhados à clínica de reabilitação de Porto Alegre. As amostras foram coletadas sob observação, após a primeira entrevista do paciente e assinatura de termo de consentimento. Foram realizadas análises para detectar uso de cocaína, maconha, anfetaminas e benzodiazepínicos. Os resultados obtidos foram comparados às informações fornecidas pelos pacientes aos psicólogos responsáveis pela internação. Foi encontrado uma concordância em 80% dos resultados. Este estudo preliminar indica que a realização destas análises é indicada, pois fornece informações mais completas, podendo contribuir para o tratamento dos pacientes.


Esteróides Anabolizantes e suas Alterações em Análises Clínicas

Thiesen, FV¹ ²; Fonseca, EP¹ ².
¹Instituto de Toxicologia, ²Faculdade de Farmácia/PUCRS

     Os esteróides anabolizantes são compostos sintéticos semelhantes à testosterona e apresentam efeitos anabolizantes e androgênicos. Os esteróides anabolizantes possuem alguns usos terapêuticos, mas apresentam muitos efeitos tóxicos: alguns reversíveis, como diminuição na produção de espermatozóides e impotência; outros irreversíveis, como ginecomastia e calvície. Essas substâncias têm sido amplamente utilizadas por jovens e atletas, em dosagens muito elevadas, na busca de uma melhora no desempenho físico e na aparência física. A detecção de seu uso não pode ser realizada na maior parte dos laboratórios de análises clínicas, já que o método mais adequado é a cromatografia a gás acoplada a espectrometria de massas. Em análises bioquímicas e hematológicas é possível observar, entre outras alterações, níveis mais baixos de HDL colesterol, FSH, TSH, T3 e T4; diminuição dos níveis de albumina sérica e aumento de enzimas hepáticas, LDL colesterol, triglicerídeos, glicose e hematócrito. Considerando as modificações causadas e o número crescente de usuários destas substâncias, torna-se fundamental conhecer e saber identificar essas alterações, a fim de efetuar uma adequada interpretação dos resultados obtidos. Essas modificações podem alertar os médicos sobre sua possível causa, fato que pode gerar mudanças no diagnóstico e tratamento de pacientes.


Pureza de Amostras de Cocaína Apresentadas no Estado do Rio Grande do Sul

Linden, R3; Thiesen, FV¹ ²; Leal, A¹; Constantin, C¹ ²; Zeferino, AA¹ ²; Raimann, PE3
¹Instituto de Toxicologia, ²Faculdade de Farmácia/PUCRS, 3Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul

     A cocaína é vendida aos usuários misturada a diversos adulterantes, com o objetivo de aumentar o lucro dos traficantes. Entretanto, pouco é conhecido a respeito da pureza da droga e tipos de contaminantes utilizados no Rio Grande do Sul. A variabilidade na concentração de cocaína é um fator de risco adicional, pois doses maiores que as habituais podem ser empregadas inadvertidamente, podendo ser letais. A identificação dos adulterantes é importante para identificar os problemas adicionais decorrentes da exposição a estes contaminantes. Foram analisadas 45 amostras cedidas pelo Instituto Geral de Perícias. A pureza das amostras foi determinada por espectrofotometria no ultravioleta. A presença de benzocaína, cafeína, codeína, efedrina, estricnina, lidocaína, paracetamol, piracetam e procaína foi investigada por cromatografia em camada delgada. A menor concentração de cocaína detectada foi de 13% e a maior, 87%. A média dos resultados foi 42,0%, com desvio padrão de 21,2. Em quatro amostras foi identificada a presença dos adulterantes investigados; em todas elas o composto presente foi a lidocaína. A grande variabilidade na concentração de cocaína aponta para o risco de superdose quando o usuário utiliza droga de proveniência diferente da habitual. A lidocaína tem sido empregada como adulterante devido a seu efeito anestésico e aparência semelhante a da cocaína. Os demais adulterantes utilizados provavelmente são compostos inorgânicos, os quais não foram investigados em virtude da falta de amostras em quantidade suficiente para realizar as análises.

Apoio: FAPERGS
Revista Brasileira de Toxicologia. São Paulo, Sociedade Brasileira de Toxicologia, 1999; v.12.p.120


Níveis de Ácido Hipúrico Urinário em Usuários de “Loló”

Thiesen, FV¹ ²; Leal, A¹
¹Instituto de Toxicologia, ²Faculdade de Farmácia/PUCRS

     Dentre os inalantes, o mais utilizado em Porto Alegre é o chamado “loló”, cujo principal componente é o tolueno. É importante avaliar a exposição a esta substância a fim de que medidas de prevenção e reabilitação sejam tomadas, pois, além dos efeitos agudos, seu uso pode provocar danos psicológicos e sociais. A identificação do uso abusivo de “loló” pode ser realizada por exame clínico ou análises laboratoriais. Uma vez que a clínica destas intoxicações muitas vezes confunde-se com a embriaguez alcoólica, e a fim de identificar um parâmetro laboratorial para avaliar o uso abusivo de tolueno, determinaram-se os níveis de seu metabólito, o ácido hipúrico, na urina de 50 jovens e crianças em situação de rua de Porto Alegre, RS. As amostras não foram identificadas, e a análise foi realizada por cromatografia a gás. Seis amostras apresentaram resultados normais. As demais (88%) obtiveram níveis entre 1,6 e 46,1 g/g creatinina, com média 18,4 g/g creatinina e desvio padrão 10,32. Como não estavam disponíveis os dados da clínica, não foi possível verificar se havia qualquer relação entre esta e a concentração de ácido hipúrico encontrada. Entretanto, níveis alterados indicam exposição excessiva e a possibilidade do surgimento de efeitos a longo prazo, mesmo que os indivíduos não apresentassem sinais de intoxicação aguda no momento da coleta.

Revista Brasileira de Toxicologia. São Paulo, Sociedade Brasileira de Toxicologia, 1999; v.12.p.160


Monitoramento Terapêutico de Antidepressivos Tricíclicos em Hospital-Escola de Porto Alegre-RS

Cristina Cardoso¹ ², Leandro Tasso¹ ², Ana Lígia Bender², Flavia V. Thiesen¹ ².
¹Instituto de Toxicologia, ²Faculdade de Farmácia/PUCRS

     O efeito dos fármacos antidepressivos tricíclicos sobre o sistema nervoso central (SNC) depende da sua concentração nos sítios de ação. Uma vez que não é possível determinar estes níveis, utilizam-se as concentrações séricas, as quais estimam a quantidade da droga no SNC. A determinação da concentração sérica é um instrumento importante na individualização dos regimes terapêuticos, pois evita o risco de um efeito tóxico ou uso de doses subterapêuticas. Foi objetivo deste trabalho observar a adequação dos níveis sangüíneos à faixa terapêutica.
     No período de setembro de 1998 a julho de 1999, foram encaminhadas ao setor de Imunologia do Laboratório Clínico do Hospital São Lucas 50 amostras de pacientes, nas quais foram realizadas dosagens de antidepressivos tricíclicos. As amostras foram analisadas pelo método de fluorescência polarizada através do sistema de automação TDx (Abbott). Foram encontradas 50% das dosagens em níveis subterapêutico, 34% em níveis terapêutico e 16% em níveis tóxico. Apesar do número reduzido de amostras, foi observado que um percentual significativo dos resultados (66%) estava fora da faixa terapêutica. Entretanto, não foi possível verificar o motivo do afastamento do nível terapêutico, uma vez que o tamanho da amostra não permitiu fazer estas associações e, em alguns casos, não tivemos acesso a variáveis como: data do início do tratamento, horário da coleta, possíveis interações medicamentosas e alterações fisiológicas.

Revista Brasileira de Toxicologia. São Paulo, Sociedade Brasileira de Toxicologia, 1999; v.12. p.55


Detecção de Cocaína e seus Metabólicos em Urina por Cromatografia em Camada Delgada de Alta Eficiência, Precedida de Extração em Fase Sólida

João Carlos Rybarcyk Jr.¹ ², Leandre Wilot¹ ², Angelita Leal¹, Rafael Linden3, Flavia Thiesen¹ ²
¹Instituto de Toxicologia, ²Faculdade de Farmácia/PUCRS, 3Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul

     O experimento foi realizado com amostras de urina provenientes do Departamento Médico Legal de POA (DML-POA), previamente analisadas por imunofluorescência polarizada (TdxFLx-Abbott). As concentrações de cocaína e seus metabólitos situavam-se no intervalo de 306,1ng/mL a 3069,8 ng/mL. Para a EFS utilizou-se colunas Bond Elut C18 (Varian). Foi avaliada a recuperação para volumes de amostra de 3,0; 4,5 e 6,0 ml. O eluente empregado foi diclorometano : isopropanol (8:2) com 2% de amônia a 25%. Após a eluição, os extratos foram evaporados à secura e ressuspendidos com 100 uL de metanol. Na cromatografia, empregaram-se placas de sílica gel 60GF254 para CCDAE (Merck). Os padrões de cocaína e benzoilecgonina utilizados foram sintetizados no laboratório do Instituto de Toxicologia da PUCRS, segundo metodologia descrita por Chasin (1990). Como fase móvel foram avaliados três sistemas de eluição: ciclohexano : tolueno : dietilamina (75:15:10); clorofórmio : metanol (1:1) e metanol : amônia (100:1,5). Os agentes cromogênicos empregados foram Dragendorff iodado e iodoplatinato fortemente ácido. Após a EFS, a urina remanescente foi novamente analisada por imunofluorescência polarizada, e a recuperação média encontrada foi de 84,4 + 11,6%. Não houve diferença significativa na recuperação quando compararam-se os volumes de amostras utilizados. Dentre os eluentes avaliados, o sistema metanol : amônia (100:1,5) apresentou melhores resultados, e a revelação mais adequada foi obtida com Dragendorff iodado, seguido de iodoplatinato fortemente ácido.
     A metodologia empregada possui uma boa sensibilidade, permitindo a identificação do uso de cocaína mesmo nas amostras com concentração próxima ao valor de corte (300 ng/mL). Esta técnica demonstrou ser efetiva como método de triagem, podendo ser uma alternativa para aqueles laboratórios que não possuem rotina suficiente para a utilização de imunofluorescência polarizada. Sua desvantagem é exigir mais tempo de trabalho.

Anais do VII Encontro Estadual de Farmacêuticos e Bioquímicos, V Congresso Catarinense de Farmacêuticos e Bioquímicos. Florianópolis, outubro de 1998.


Alterações Comportamentais e Eletroencefalográficas Causadas por Inibidores da Colinesterase

Thiesen, F. V.; Barros, H.; Susin, R.; Ribeiro, V; Thannhauser, S..

     A exposição a inibidores da colinesterase pode causar alterações comportamentais e eletroencefalográficas sem que existam sinais clínicos evidentes de intoxicação. Os autores fazem uma revisão sobre os inibidores da colinesterase, analisando as alterações neurocomportamentais e eletroencefalográficas provocadas por exposições subagudas e crônicas a estes compostos.

Revista Brasileira de Toxicologia, V. 11, n.1, p. 27-30, 1998.


Níveis Séricos de Anticonvulsivantes em Pacientes do Hospital São Lucas da PUCRS

João Carlos Rybarczyk Jr.¹ ², Cristina F. Ishikawa¹ ², Ana Lígia Bender², Flavia V. Thiesen¹ ²
¹Instituto de Toxicologia, ²Faculdade de Farmácia - PUCRS

     O efeito dos fármacos anticonvulsivantes sobre o sistema nervoso central (SNC) depende de sua concentração nos sítios de ação. Uma vez que não é possível determinar estes níveis, utilizam-se as concentrações plasmáticas, as quais estimam a quantidade da droga no SNC. A determinação da concentração plasmática é um instrumento importante na individualização dos regimes terapêuticos, pois evita o risco de toxicidade. Foi objetivo deste trabalho observar a adequação dos níveis séricos à faixa terapêutica. No período de maio a outubro de 1997, foram coletadas amostras de 119 pacientes, nas quais foram realizadas 168 dosagens de anticonvulsivantes. As amostras foram analisadas pelo método de fluorescência polarizada através do sistema de automação TDx (Abbott). Foram encontradas 30,9% das dosagens em níveis subterapêuticos, 62,5% em níveis terapêuticos e 6,6% em níveis tóxicos.

     Em pacientes com politerapia, observou-se um maior percentual de dosagens fora da faixa terapêutica do que naqueles em uso de monoterapia; isso pode ser devido a interações medicamentosas. Na monoterapia não foi possível verificar o motivo do afastamento do nível terapêutico, uma vez que não obtivemos acesso a variáveis como: dose, horário da coleta, forma farmacêutica, via de administração e alterações fisiológicas.

Resumos da Revista Brasileira de Análises Clínicas. V.30, n.2, p.126, junho de 1998.


Behavioral Changes and Cholinesterase Activity of Rats Acutely Treated with Propoxur

F.V. Thiesen, M. Tannhauser, H.M.T. Barros, S. L.
Instituto de Toxicologia - PUCRS

     Tannhauser Early assessment of neurological and behavioral effects is extremely valuable for early identification of intoxications because preventive measures can be taken against more severe or chronic toxic consequences. The time course of the effects of an oral dose of the anticholinesterase agent propoxur (8,3 mg/Kg) was determined on behaviors displayed in the open-field and during an active avoidance task by rats and on blood and brain cholinesterase activity. Maximum inhibition of blood cholinesterase was observed within 30 min after administration of propoxur. The half-life of enzyme-activity recovery was estimated to be 208.6 min. Peak brain cholinesterase inhibition was also detected between 5 and 30 min of the pesticide administration, the half-life for enzyme activity recovery was much shorter, in the range of 85 min. Within this same time interval of the enzyme effects, diminished motor and exploratory activities and decreased performance of the animals in the active avoidance task was observed.
     Likewise, behavioral normalization after propoxur followed a time frame similar to that of brain cholinesterase. These data indicate that behavioral changes that occur during intoxication with low oral doses of propoxur may be dissociated from signs characteristic of a cholinergic over-stimulation but accompany brain cholinesterase activity inhibition.

Japanese Journal of Pharmacology, V.79, p.25-31, 1999.


Atividade da colinesterase e Alterações Comportamentais em Ratos Tratados com Propoxur

Flavia Valladão Thiesen, Helena M.T. Barros, Mario Tannhauser, Ruth G.A. Susin, Vinicius W. Ribeiro & Semíramis L. Tannhauser.
Instituto de Toxicologia - PUCRS

     Os sintomas de super-estímulo colinérgico causados por uma intoxicação aguda por propoxur são bem conhecidos; entretanto, pouco se sabe sobre as alterações comportamentais provocadas por doses que não ocasionam o surgimento de sinais clínicos evidentes. Foi objetivo deste trabalho verificar a existência de alterações na atividade motora, grau de aprendizado e memória em ratos tratados com uma dose de 8,3 mg/kg de propoxur, via oral. Foi investigada também a possibilidade de haver uma relação entre o surgimento das alterações comportamentais e a atividade da colinesterase sangüínea e cerebral. Para a avaliação destes parâmetros foram utilizados o campo aberto, a esquiva ativa de duas vias e o método de Ellmann. Um máximo de inibição da colinesterase sangüínea foi observado no intervalo compreendido entre 5 e 30 minutos após a administração do propoxur. A meia-vida de recuperação foi estimada em 208,6 minutos. A inibição da colinesterase cerebral foi detectada entre 5 e 30 minutos após a ingestão do pesticida, com meia-vida de recuperação de 85,6 minutos. Neste mesmo período foram identificadas diminuições no desempenho dos animais na esquiva ativa. Também houve diminuição da atividade motora e exploratória, com uma curva de recuperação da normalidade dos comportamentos semelhante à da colinesterase cerebral. Estes dados indicam que manifestações comportamentais significativas podem estar presentes independentemente do surgimento de sinais periféricos característicos de uma super-estimulação colinérgica por propoxur.

Anais do X Congresso Brasileiro de Toxicologia Salvador, novembro de 1997.


Avaliação dos Níveis de Ácido Hipúrico na Urina de Trabalhadores da Indústria do Rio Grande do Sul

Karina Faccio Mello¹ ²; Angelita Leal¹; Flavia Valladão Thiesen¹ ².
¹Instituto de Toxicologia, ²Faculdade de Farmácia - PUCRS

     O tolueno, após inalação, provoca irritação das vias aéreas e depressão do sistema nervoso central. A exposição crônica pode causar distúrbios psíquicos e danos renais. O Rio Grande do Sul possui um grande número de indústrias nas quais este solvente é amplamente utilizado. O objetivo deste trabalho foi verificar se a exposição ao tolueno se encontra dentro dos níveis estabelecidos pela Norma Regulamentadora nº 7 (NR7), não acarretando em riscos à saúde dos trabalhadores. Foram realizadas análises para determinação de ácido hipúrico, metabólito do tolueno em 1177 trabalhadores oriundos de diversos setores da indústria gaúcha. Foram obtidos os seguintes resultados: 94,6% das amostras estavam abaixo do valor de referência (VR), 4,2% dos trabalhadores apresentaram níveis entre o VR e o índice biológico máximo permitido (IBPM) e em 1,3% da população estudada foram encontrados valores acima do IBPM. Desta forma, observou-se que uma pequena parcela da população avaliada está exposta a concentrações de tolueno que acarretam em riscos a sua saúde.

Anais do 1o Seminário de Toxicologia Analítica do Cone Sul Porto Alegre, julho de 1997.


Análise de Medicamentos não Empregados sob Prescrição Médica por Cromatografia a Gás com Coluna Megabore

Tatiana Schimidt Lucas¹ ²; Karen Kolberg¹ ²; Rosane Maria Salvi¹; Denize Duarte Pereira¹; Flavia Valladão Thiesen¹ ².
¹Instituto de Toxicologia, ²Faculdade de Farmácia - PUCRS

     Atualmente, são vendidas, sem qualquer restrição, formulações para emagrecimento referidas como "medicamentos naturais". Dada a sintomatologia apresentada por diversos pacientes, procuramos verificar se estas fórmulas possuíam derivados anfetamínicos e benzodiazepínicos. Estas classes de medicamentos têm sido empregadas com o objetivo de inibir o apetite e reduzir a excitabilidade provocada pelos anorexígenos, respectivamente. Nosso objetivo foi padronizar um método por cromatografia a gás para verificar a presença de fármacos psicoativos em cápsulas para emagrecer vendidas livremente em nosso meio. Definiu-se como condições ideais para a análise destas substâncias: temperatura do injetor 250ºC, temperatura do detector 270ºC e temperatura da coluna de 150 a 250ºC, aumentando 25ºC/minuto. Foi utilizada coluna megabore DB-5 e fluxo de nitrogênio 15 ml/min. Analisando cápsulas obtidas em diversos estados do país, verificamos que, dentre as 23 amostras investigadas, 21 possuíam derivados anfetamínicos e 16, benzodiazepínicos. Estes dados apontam para a necessidade de um controle realmente efetivo da venda destas formulações, bem como de uma conscientização da população quanto ao risco de utilizar indiscriminadamente substâncias ditas naturais.

Anais do 1o Seminário de Toxicologia Analítica do Cone Sul Porto Alegre, julho de 1997.


Correção dos Valores de Ácido Hipúrico Urinário pela Creatinina e Densidade.

Elisa Costabeber¹ ²; Márcio Antônio Nedel¹ ²; Angelita Leal¹; Flavia Valladão Thiesen¹ ².
¹Instituto de Toxicologia, ²Faculdade Farmácia - PUCRS

      A partir da publicação da Portaria nº 24 da Norma Regulamentadora nº 7, da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho, o ácido hipúrico, indicador de exposição ao tolueno, passou a ter sua concentração urinária corrigida pelo teor de creatinina. A legislação anterior orientava que o ajuste fosse realizado pela densidade. Os parâmetros de normalidade e níveis máximos permitidos não foram alterados, apenas a unidade gramas por litro foi substituída por gramas por grama de creatinina. Nosso objetivo foi analisar a repercussão desta nova forma de ajuste da concentração urinária na avaliação de risco de uma população ocupacionalmente exposta ao tolueno. Comparando os resultados de 390 amostras corrigidas pela creatinina e pela densidade, verificou-se que em 6,9% dos casos ocorreu alteração na interpretação dos resultados, que se aproximam mais dos valores reais quando ajustados pela creatina.

Anais do 1o Seminário de Toxicologia Analítica do Cone Sul Porto Alegre, julho de 1997.