02/06/2016 - 09h49 - Por: Redação Tecnopuc

PUCRS, Universidade Feevale e FK Biotec firmam convênio

Objetivo é desenvolver pesquisas sobre os vírus Zika, Dengue e Chikungunya

2016_06_02-parceria_pucrs_feevale_fk-biotecbruno_todeschini907x532A PUCRS, a Universidade Feevale e a FK Biotec, empresa instalada no Tecnopuc, formalizaram nesta quinta-feira, dia 2, parceria para aprofundar pesquisas sobre o mosquito Aedes Aegypti e os diferentes tipos de vírus que podem ser transmitidos por ele. Estiveram presentes os reitores da PUCRS e da Universidade Feevale, Joaquim Clotet e Inajara Vargas Ramos, respectivamente; a pró-reitora de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento da PUCRS, Carla Bonan; Fernando Kreutz, diretor do Grupo FK Biotec e professor da PUCRS; e o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado, Renato de Oliveira.

“Este é o resultado da sinergia entre as duas Universidades trabalhando para o bem estar e pela saúde”, ressalta Clotet. Inajara aponta que as universidades tem o papel de buscar soluções e respostas às demandas da sociedade. “Esta é uma grande oportunidade para trazer as respostas que a população espera em termos de saúde pública”, considera.

Em março deste ano, a FK Biotec, que também tem unidade no Feevale TechPark, já havia anunciado parceria com o Laboratório Farmacêutico do Rio Grande do Sul (Lafergs), com a Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico (BahiaFarma), e com o Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe) para o desenvolvimento de um teste rápido para diagnóstico do Zika vírus, Dengue e Chikungunya. Recentemente a empresa também lançou o Biovech, primeiro larvicida biológico contra o mosquito transmissor dos vírus Zika, Dengue e Chikungunya.

Com a palavra, os especialistas:

Fernando Kreutz, diretor da FK Biotec e professor da PUCRS

“O mundo vive um problema que teve seu epicentro no Brasil: o Zica Virus. Além dos impactos imediatos da doença, não sabemos ainda que outras repercussões teremos sobre gerações pela frente. Nosso desafio é transformar a ciência em inovação, em produto e em soluções para a sociedade. E temos um país carente de soluções. Somente quando transformarmos ciência em produto, estaremos ajudando a combater problemas graves como este. A exemplo de outros países, temos que nos transformar em protagonistas, criando produtos que ajudem realmente a nossa sociedade, agregando tecnologia aos nossos processos.”

Carla Bonan, pró-reitora de pesquisa, inovação e desenvolvimento da PUCRS

“Estamos vivendo quase uma epidemia de casos de dengue e de zika, com impacto significativo na nossa saúde pública. Fomentar a pesquisa científica e tecnológica, envolvendo empresas em busca dessas questões, expressam o papel das Universidades no século XXI. Além disso, termos a possibilidade de desenvolver parcerias com essa características tem papel fundamental na formação dos nosso estudantes, que passam a ter essa visão inovadora.”

Renato de Oliveira, secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul

“Além dos avanços possíveis com essa parceria, temos que destacar hoje a figura do empreendedor, representada por Kreutz. Figura rara entre nós. O cientista empreendedor sabe enfrentar descrenças e situações que certamente fariam com que muitos pesquisadores puros teriam desistido de escrever e que fariam muitos empreendedores sem lastro na ciência terem mudado de ramo. Significa uma conquista de visão no meio acadêmico que temos que fomentar. Essa é a sociedade que funciona e a qual o estado brasileiro vai ter que se adaptar, superando as instituições políticas. Também é muito significativo que esteja sendo celebrado no âmbito de duas universidades realmente tecnológicas, que funcionam como uma guarda avançada da ciência e da tecnologia no ambiente da inovação. Isso é o que nos falta no Brasil. Formatos de articulações institucionais, transformando ciência em produto, não são incentivadas pelos instrumentos que regulam a nossa vida acadêmica. Espero que a crise que vivemos nos estimule também a revisar a relação entre a universidade e o ambiente produtivo.”

Ana Lígia Bender, diretora da Faculdade de Farmácia da PUCRS

“A união das diferentes competências é um passo importante para transformação dessa realidade. Certamente, no contexto, o grupo formado terá condições não somente de ação propositiva no que se refere a sistemas diagnósticos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes, mas também em outros processos envolvidos na questão. A PUCRS, no período de 2013 a 2015, depositou 12 patentes relacionadas a questões diagnósticas e terapêuticas. Com infraestrutura e pesquisadores reconhecidos internacionalmente, podemos colaborar em todos os objetos constitutivos do Consórcio, em especial no desenvolvimento e validação de testes de base imunotecnológica (produção de antígenos recombinantes, anticorpos mono e policlonais para uso em imunoensaios) e desenvolvimento de repelentes.”

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