O ácido acético é usado para a obtenção direta de ésteres de acetato, por exemplo, acetato de celulose e acetato de etila, isso corresponde a 20 % do seus uso na Europa. Também ele é utilizado para síntese de acetato de vinila (~35%), anidrido acético (~20%) ácido cloro-acetico (~10%) e o restante para intermediários na industria farmacêutica.

SÍNTESE DE ACETATO DE ETILA

 

O método sintético para obtenção do acetato de etila depende da disponibilidade de etanol. A esterificação é realizada continuamente em um reator da coluna empacotado com um catalisador ácido – uma mistura de etanol e de acetato de etila sai no topo da coluna e a água é retirada por baixo, o rendimento é ~99%.

 

 

 

 

 

Um processo alternativo, é a reação de Tischenko, é usado na Alemanha e no Japão.

Essa reação envolvem oxidações e reduções  simultâneas do acetaldeido na temperatura de  0-5°C sobre um catalisador de acetato de alumínio. O rendimento é de ~95% mas a água produzida em uma reação lateral desativa rapidamente o catalisado. Mundo

 

No mundo a produção por ambos os métodos é de  ~1M de tolenadas/ano.

 

SÍNTESE DO ACETATO DE VINILA

 

O acetato de vinila é  monomer para a manufatura do pol(vinilacetate) [ PVA ]. Inicialmente  era obtido pela adição de ácido acético ao eteno, mas agora o processo principal usado é  a acetoxilação do etileno com cloreto do paládio, esse método é responsável por 90% da obetençção desse acetato. Os produtores principais são Hoescht, ICI, Bayer e Celanese.

O PdCl2 reage com ácido acético para dar ânion [PdCl2(OAc)]- que forma um complexo  com eteno. Na segunda etapa ocorre um rearranjo e logo a seguir forma-ser o complexo p vinil acetato-PdHCl2 o qual se decompõe em acetato de vinila e Pd0. O Pd0 reoxidado a Pd2+ com Cu2+, desse modo, regenerando o catalisado. Esse processo ocorre em fase líquida numa temperatura de 110-1300 ºC e numa pressão de 30-40 atm. Com uma seletividade de (baseada no ácido acético) de ~93%. O maior problema do processo é a corrosão por HCl. Uma alternativa para esse método é a reação em fase gasosa que usa Pd(OAc)2 como catalisador (suportado em sílica) numa temperatura de 175-200°C e numa pressão de 5-10 atm. O O2 é utilizado para oxidar o pádio. Não envolve sais de cloreto evitando a corrosão. Entretanto a taxa de conversão em um ciclo é baixa ~10 % são necessários vários ciclos para obter elevado rendimento.

 

SÍNTESE DO ANIDRIDO ACÉTICO

 

Em torno de 1,5 M toneladas/ano são produzido desse composto. Dois processo são utilizados: a) oxidação acetaldeído (usando como catalisador Mn e Cu), b) desidratação do ácido acético. Esse último método é responsável por ~60%  do anidrido produzido na Europa.  Nesse processo o ácido acético é termicamente dissociado em ceteno e água por aquecimento a 700-750 ºC na presença de fostato de trietila sob pressão reduzida. A conversão é de 80 %.

O reativo ceteno reage rapidamente com ácido acético na temperatura de 45-44 ºC sob pressão reduzida (~0,a atm) para obter anidrido acético. O rendimento desse etapa é virtualmente quantitativo.