O desenvolvimento das competências gerenciais nas dimensões individual e coletiva: uma análise sobre a participação de gestores em grupos institucionais.
Luciane Najar Smeha - Mestrado
Resumo
O presente trabalho é fruto de uma pesquisa qualitativa realizada durante o curso de mestrado em Psicologia Social na PUCRS. O cenário da educação inclusiva no Brasil, carece de pesquisas que possam auxiliar a escola, na construção e sustentação de uma prática efetivamente inclusiva.Portanto, com o objetivo de conhecer as relações interpessoais estabelecidas entre alunos com Síndrome de Down e os demais colegas de classe essa pesquisa buscou uma contribuição à temática.. Os dados foram coletados em uma escola municipal de ensino fundamental na cidade de Santa Maria -RS.O estudo de caso ocorreu em uma turma da segunda série do ensino regular, composta por 18 alunos com idades entre 7 e 13 anos, sendo que dois alunos da sala são portadores de Síndrome de Down.O grupo foi observado durante seis dias letivos, no penúltimo dia de observação foi aplicado teste sociométrico, os dados obtidos no teste foram utilizados na construção de um mapa denominado Sociograma, conforme Moreno(1992). A análise dos dados foi realizada com base na Teoria da Complexidade e método proposto por Morin(2002). Os resultados apontam que os movimentos de aproximação e rejeição entre as crianças é significativamente influenciado pelo discurso do professor que, enuncia ao grupo o comportamento adequado e o que deve ser rechaçado.Segundo os alunos, a Síndrome de Down não determina escolhas ou rejeições, o que as determina são as singularidades, explicitadas no comportamento considerado adequado ou inadequado.O grupo reage à estranheza distanciando-se do colega que apresenta comportamento muito diferente, independentemente do diagnóstico de deficiência.