Voluntariado

A Universidade, através do Centro de Pastoral e Solidariedade, coordena o Projeto Voluntariado PUCRS, com o objetivo de contribuir na construção da Cultura de Solidariedade.

Os universitários, diplomados e colaboradores que desejam dedicar parte de seu tempo, sem remuneração, a diversas atividades de educação e bem-estar social podem participar deste projeto, que há mais de vinte anos colabora com o exercício e promoção da cidadania.

Para isso, opta-se pelo voluntariado educativo, onde o voluntário também é desafiado a investigar, questionar, criar, aprender com as diversidades sociais e efetivar alternativas diante dos contextos das periferias territoriais e existenciais.

Dessa forma, há uma possibilidade viável para que o voluntariado, diante do desafio da formação integral, possa ter uma maior interação entre as pessoas de distintas realidades, comunidades, instituições sociais e espaços da missão Marista.

O projeto atua especialmente nas áreas de saúde, educação, assistência social e direitos humanos, através de ações destinadas às crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência e famílias em situação de vulnerabilidade social.

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Ficou com alguma dúvida?
Consulte a página de Dúvidas Frequentes,
envie um e-mail para voluntariado@pucrs.br,
ou entre em contato pelo telefone (51) 3320-3576.

 

Conheça as histórias dos voluntários

Experiência Voluntariado Marista | Julia Torres

Experiência Voluntariado Marista | Augusto Alvim

Experiência Voluntariado Marista | Suliane Cardoso

Experiência Voluntariado Marista | Brenda Menine

Experiência Voluntariado Marista | Rodrigo Augusto

Para tirar outras dúvidas fale com a gente através do e-mail: voluntariado@pucrs.br, ou pelo telefone (51) 3320-3576.

 

1. Quem pode participar do projeto de voluntariado da PUCRS?

Podem participar todos os que possuem vínculo direto com a Universidade: alunos de graduação e pós, colaboradores e alumni (diplomados).

2. Como faço para realizar a inscrição?

No início de cada semestre, junto com o início das aulas, colocamos a disposição pelo site da pastoral o link de inscrições.

Esse link fica à disposição para inscrições por um período médio de 10 dias, mas também está condicionado a quantidade de vagas que colocamos a disposição.

Também informamos neste período a data do Encontro de Apresentação do voluntariado, que é obrigatório para quem deseja ser voluntário e participar do processo.

É importante lembrar que a pessoa que deseja fazer voluntariado deve declarar que não está gozando de nenhum benefício previdenciário do INSS, ou qualquer outro amparo em lei, decorrente de afastamento ou inaptidão para atividades laborais.

3. Quais são as instituições que posso desenvolver as atividades voluntárias?

Aqui você pode encontrar exemplos de locais que recebem nossos voluntários. Todavia, a cada Encontro de Apresentação as instituições disponíveis podem variar em função das vagas disponíveis.

4. Posso sugerir instituições sociais para integrar ao projeto?

Sim, estamos abertos para receber indicações de instituições. Cada sugestão submetida passará por um processo de validação junto a Avesol (ONG que viabiliza o convênio com as instituições). Tendo obtido um parecer favorável, a indicação entrará em nossa lista.

5. Por quanto tempo posso ser voluntário?

Solicitamos que o interessado tenha disponibilidade de, no mínimo, um semestre para desenvolver suas atividades como voluntário. O tempo máximo dependerá da disponibilidade de cada um, sendo que o termo de adesão às atividades voluntárias é renovado a cada ano.

6. Quantas horas de atividades voluntárias posso desenvolver por semana?

Cada um pode fazer no máximo quatro horas de atividades voluntárias por semana. Essas horas podem ser realizadas em apenas um turno ou divididas em outros períodos, conforme acordo com a instituição social que irá desenvolver as atividades.

7. As atividades podem ser contabilizadas como horas complementares?

Sim, oferecemos certificação para quem realizar a partir de 40 horas de atividades.
Essa certificação pode ser validada como atividade complementar conforme regulamento de cada Escola.

8. Quais são os tipos de atividades desenvolvidas pelo voluntário?

As atividades são variadas, indo desde reforço escolar até atividades de comunicação.
As instituições parceiras atuam nas áreas de saúde, educação, assistência social e direitos humanos. No dia do Encontro de Apresentação do Voluntariado essas instituições apresentam as possibilidades de atividades e projetos.

Políticas do voluntariado marista

O programa apresenta as bases teóricas do voluntariado na Rede Marista, bem como suas parcerias e interfaces, com um leque de possibilidades e interações no âmbito provincial e interprovincial.

O documento está disponível para download aqui: Políticas do Voluntariado Marista

Caminhos de solidariedade marista nas Américas

O Documento surge à luz de uma reflexão e do compromisso assumido pelas Províncias e Distritos da América em trabalhar de maneira decidida e articulada em prol dos direitos das crianças e dos jovens do Continente.

Apresenta os cenários da infância, adolescência e juventude nas Américas e as referências Institucionais, Eclesiais e Internacionais de Solidariedade; resgata os itinerários de solidariedade Marista nas Américas; escuta as vozes das crianças, adolescentes e jovens; e oferece alguns princípios orientadores para a defesa dos direitos da infância e da juventude nas Américas.

Caminhos de Solidariedade Marista nas Américas está disponível para download aqui: Caminhos de Solidariedade Marista nas Américas 

Código Ético do Voluntariado - International Association for Volunteer Effort (Iave)

A International Association for Volunteer Effort (Iave), fiel ao seu ideal de promover os valores humanos em todos os âmbitos da sociedade, nas quatro Jornadas Universitárias de Voluntariado Social e Cooperação para o Desenvolvimento, ocorridas em Madrid nos dias 23, 24 e 25 de abril de 1998, convocou voluntários que desenvolvem a sua atividade em mais de 60 Organizações Não Governamentais para a elaboração de um código ético do voluntariado. Confira as conclusões:

Introdução

Um código ético do voluntariado é muito mais que um mero elenco de direitos e deveres, constitui um instrumento eficaz para expressar a identidade ética do voluntariado. O presente código ético é fruto desse ideal comum nascido da nossa experiência de trabalho voluntário. Foi legitimado por aqueles que, em representação de um número de voluntários das suas organizações, participaram e dialogaram numa experiência profundamente humana e enriquecedora. Nasce com um claro objetivo de difusão entre todas as pessoas que realizam ações voluntárias através de qualquer organização, por isso está aberto ao compromisso moral de qualquer pessoa que queira expressar a sua conformidade com ele no futuro. Pretende assim servir de guia que oriente os voluntários e voluntárias a dar o melhor de si mesmos. Em relação à forma dos textos, importa assinalar que a numeração dos artigos não pretende demonstrar nenhum tipo de prioridade entre eles.

 

Deveres do voluntário em relação ao público alvo

1. Entrega generosa do melhor de si mesmo, atuando com profissionalismo, humanidade e eficácia nas tarefas solicitadas.

2. Prestar ao público alvo uma ajuda gratuita e desinteressada sem esperar aceitar qualquer tipo de compensação material.

3. Reconhecer, respeitar e defender ativamente a dignidade pessoal do público alvo, conhecendo e acatando a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

• Confidencialidade e descrição na utilização de dados
• Criar um clima de respeito mútuo, evitando posturas paternalistas.
• Fomentar no público alvo o sentido de crescimento pessoal e a sua autonomia
• Informar o público alvo de forma objetiva, tendo em conta as circunstâncias e necessidades pessoais.
• Denunciar qualquer violação dos Direitos Humanos.

4. Potencializar o desenvolvimento integral do público alvo
• Conhecer e compreender as necessidades e problemas do público alvo
• Potenciar no público alvo competências que lhe permitam ser ator do seu desenvolvimento pessoal
• Ser paciente ao esperar-se resultados das ações realizadas.

 

Deveres do voluntário em relação à Organização

1. Conhecer e assumir, o código ético, estatutos, finalidades, programas, normas de funcionamento e métodos de trabalho da organização.

2. Respeitar a organização sem utilizá-la em benefício próprio:
• Confidencialidade e descrição
• Ser responsável na utilização dos bens materiais que a organização disponibilize ao voluntário.
• Utilizar devidamente a confiança que a organização deposita no voluntário
• Interromper a colaboração quando a organização justificadamente o solicite.

3. Comprometer-se de forma consciente, livre e responsável, cumprindo os compromissos assumidos e realizando com seriedade as tarefas propostas.
• Solicitar e participar em atividades de formação necessárias para a qualidade do serviço prestado;
• Informar-se, antes de se comprometer, sobre as tarefas e responsabilidades que se assumirá e considerar se pode disponibilizar tempo e energia para tal.
• No caso de pretender desistir, comunicar com antecedência suficiente para evitar prejuízos ao público alvo ou à organização
• Atitude cooperante e aberta ás indicações da organização.

4. Participar de forma criativa na Organização.
• Informar sobre as necessidades não satisfeitas do público alvo e ainda sobre as deficiências na aplicação dos programas
• Dar conta da possível inadequação dos programas
• Denunciar possíveis irregularidades detectadas

5. Colaborar de forma gratuita e desinteressada.

 

Deveres do voluntário em relação aos outros voluntários

1. Respeitar a dignidade e liberdade dos outros voluntários, reconhecendo o valor do seu “saber fazer”, quer sejam da própria organização ou de outras.
• Adoptar uma atitude de abertura e escuta ativa face ao outro.

2. Fomentar o trabalho de equipa, potenciando uma comunicação fluida e um clima de trabalho e convivência agradável.
• Fazer um intercâmbio de sugestões, ideias, propostas e experiências numa atitude de respeito mútuo com o objetivo de obter a máxima eficácia do trabalho que se leva a cabo.
• Tornar claro e assumir com responsabilidade os compromissos do grupo.

3. Facilitar a integração, formação e participação de todos os voluntários, especialmente dos novos, em condições de igualdade.
• Fazer um acolhimento caloroso e sincero a quem inicia o voluntariado.

4. Promover o companheirismo para evitar a competitividade, o desejo de protagonismo, as tensões e rivalidades.

5. Criar laços de união entre voluntários das diferentes organizações.

 

Deveres do voluntário para com a sociedade

1. Promover a justiça social, fomentando uma cultura de solidariedade rica em valores humanos e difundindo o voluntariado.

2. Conhecer a realidade sociocultural, para torná-la melhor, respondendo a necessidades e intervindo em situações de injustiça.

3. Ter como referência da própria atividade a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

4. Complementar a ação social das diferentes organizações públicas, para dar um melhor serviço à sociedade, sem que esta constitua um pretexto para que as organizações não atendam às suas responsabilidades.
• Comunicar às instituições pertinentes situações de exclusão e / ou marginalização e exigir atitudes para as combater.

5. Procurar que o voluntariado não impeça a criação de emprego.

6. Transmitir, com as suas atitudes, ações e palavras aqueles valores e ideais que pretende alcançar com o seu trabalho voluntário.
• Ser coerente com a atitude voluntária no dia a dia.

Lei nº 13.297, de 16 de junho de 2016 - Voluntariado

Dispõe sobre o serviço voluntário e dá outras providências

Art. 1° – Considera-se serviço voluntário, para os fins desta Lei, a atividade não remunerada prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza ou a instituição privada de fins não lucrativos que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência à pessoa.

Art. 2° – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Michel Temer
Brasília, 16 de junho de 2016; 195º da Independência e 128º da República.

Declaração Universal do Voluntariado

A Declaração Universal do Voluntariado (Paris, 1990) estabeleceu alguns critérios para a ação voluntária, definindo como:

I – O VOLUNTARIADO:
– É baseado numa escolha e motivação pessoal, livremente assumida;
– É uma forma de estimular a cidadania ativa e o envolvimento comunitário;
– É exercido em grupos, geralmente, inseridos em uma organização;
– Valoriza o potencial humano, a qualidade de vida e a solidariedade;
– Dá respostas aos grandes desafios que se colocam para a construção de um mundo melhor e mais pacífico.

II – O VOLUNTÁRIO PÕE EM PRÁTICA OS SEGUINTES PRINCÍPIOS:
– Reconhece a cada homem, mulher e criança o direito de se associar, independente de raça, religião, condição física, social e econômica;
– Respeita a dignidade e cultura de cada ser humano;
– Oferece seus serviços, sem remuneração, dentro do espírito de solidariedade e esforço mútuo;
– Detecta necessidades e estimula a atuação da comunidade para solução de seus próprios problemas;
– Está aberto a crescer como pessoa, através do voluntariado, adquirindo novas habilidades e conhecimentos, desenvolvendo seu potencial, autoconfiança, criatividade e capacitando outras pessoas para a transformação de sua realidade de exclusão;
– Estimula responsabilidade social e promove solidariedades familiares, comunitárias e internacionais.

III – CONSIDERANDO ESTES PRINCIPIOS, O VOLUNTÁRIO DEVE:
– Encorajar o comprometimento individual nos movimentos coletivos;
– Procurar o fortalecimento de sua organização, informando-se e aderindo a suas metas e políticas;
– Empenhar-se no cumprimento das tarefas definidas em conjunto, levando em conta as suas aptidões pessoais, tempo disponíveis e responsabilidades aceitas;
– Cooperar com os outros membros da organização, dentro do espírito de mútua compreensão e respeito;
– Empenhar-se nas atividades de formação e capacitação quando necessário;
– Guardar a confidencialidade de aspectos específicos, das suas atividades.