Laboratório de Arqueologia tem novas linhas de pesquisa

Professor Édison Hüttner coordena estudos sobre Arte-Sacra Jesuítico-Guarani.


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Os sítios arqueológicos são espaços em que grupos de populações humanas viveram em um curto ou longo período de tempo. Nesses locais são encontradas evidências de materiais arqueológicos: restos de alimentação, artefatos inteiros ou fragmentos, estruturas arquitetônicas, ruínas, fogueiras, sepultamentos. Os materiais são resultado de ocupações antigas como as quilombolas, as pré-históricas e as históricas. Porém, muitas vezes podem vir de mais recentes ocupações: as indígenas, as coloniais e as urbanas.

Ao longo dos anos, no laboratório de arqueologia da Escola de Humanidades da PUCRS, pesquisadores e arqueólogos podem analisar e interpretar as evidências recolhidas (resgatadas ou salvas) dos sítios arqueológicos. A Coleção de Arqueologia já possui mais de 2.000 escavações, que têm gerado conhecimento sobre a cultura e modo de vida das sociedades passadas, auxiliando, através de processos históricos, na compreensão do momento atual.

A partir de 2018, o pesquisador e professor da Escola de Humanidades da PUCRS Édison Hüttner coordena um novo grupo de pesquisa no laboratório, com foco na Arte Sacra Jesuítico-Guarani e Luso-Brasileira. Desde 2005, o pesquisador percorre o Rio Grande do Sul em busca de relíquias da Arte-Sacra: objetos religiosos que pertenceram às reduções dos padres jesuítas que viveram no Sul do continente, a partir do século 17, para catequizar os índios no Brasil, na Argentina, no Paraguai e no Uruguai.

Dentre as inúmeras relíquias encontradas pelo historiador, estão a cruz de aço que ocupava o campanário da redução de São Miguel e estava localizada numa gruta no município de Camaquã, edificada no século 18; a identificação do sino jesuíta mais antigo da história do Rio Grande do Sul, fabricado em 1684 (Santa Maria) e a escultura de São Pedro Missioneiro. A peça de madeira chegou ao pesquisador por intermédio da família Frizzo, do município de Santo Augusto.

Além do grupo de pesquisa sobre a Arte Sacra Jesuítico-Guarani e Luso Brasileira, foram criados mais dois núcleos de pesquisa: o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígena.