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Porto Alegre, 16 de outubro de 2009. |
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Newsletter N° 12 |
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| Darwin no Pampa Gaúcho |
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Após a exploração das ilhas Malvinas, o Beagle e os outros barcos voltaram a Montevidéu para reparos e provisões. Darwin esperou em Maldonado, mas acabou ficando depressivo. Em 2 de Abril de 1833 iniciou uma expedição de 12 dias para o interior com dois guias e um grupo de 12 cavalos. Ao longo do caminho coletou um grande número de insetos, aves e répteis e viu muitas emas nos pampas. Durante o trajeto, Darwin teve pouco interesse em contatar com as pessoas. Na vila de Las Minas, ele encontrou soldados gaúchos pela primeira vez e ficou impressionado com a sua aparência e polidez. Ficou admirado com as boleadeiras usadas para caçar e pediu que o ensinassem a usá-las. Darwin retornou para Maldonado com sua coleção de espécimes aumentada consideravelmente: 80 espécies de aves tropicais, nove espécies de serpentes, um veado, oito espécies de ratos, uma capivara e um tuco-tuco.
No início de Agosto de 1833 a expedição chegou ao Rio Negro, onde Darwin iniciou uma nova campanha para o interior. Nesta excursão foi acompanhdo de um guia, o Sr. Harris, que tinha residência na vila de Paragones, e cinco gaúchos. Deslocaram-se pelo vasto Pampa e encontravam muitos guanacos, veados e roedores. Darwin maravilhou-se com a planura do Pampa. As noites ocorriam momentos de camaradagem e diversão, quando o grupo se reunia para conversar, beber, fumar cigarros e cantar canções com os gaúchos. Eles atingiram o Rio Colorado em 13 de Agosto e Darwin apresentou seu passaporte e uma carta de recomendação do governo de Buenos Aires a um posto militar próximo a rio, comandado pelo Gal. Juan Manuel de Rosas, que tinha como dever manter controle sobre as tribos indígenas locais. Em seguida, continuou a viagem ao longo do Rio Colorado e chegou à Bahia Blanca em 17 de Agosto.
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A vida a bordo do Beagle
Vice-Almirante da Reserva Armando de Senna Bittencourt |
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Darwin ocupava, com outro companheiro, a cabine de popa do Beagle. Era um pequeno espaço, com uma mesa. Não se poderia esperar muito das acomodações de um pequeno navio veleiro. Dormiam em macas penduradas nas anteparas desse compartimento.
Os marinheiros do Beagle cuidavam do navio quando o tempo estava bom. Quando o vento mudava de direção, ou o navio de rumo, eram chamados ao convés para as manobras com as velas, às vezes no meio da noite. Quando o vento aumentava muito de intensidade, era preciso reduzir rapidamente a superfície vélica do navio, recolhendo algumas velas. No início das tempestades repentinas essa manobra podia ser muito perigosa e exigia muita coragem. No alto dos mastros, com o navio balançando havia muito risco de cair. A queda no convés podia ser fatal. No caso de queda no mar, com mau tempo, nem sempre era possível manobrar com o navio e arriar uma embarcação para prestar socorro à vítima, que era deixada para trás e morria afogada.
Visite a exposição (R)Evolução de Darwin e veja a réplica em escala 1:3 do Beagle e a réplica em escala real da cabine de popa onde Darwin morou durante toda a viagem ao redor mundo.
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| Darwin e os Gaúchos |
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Darwin passou quase um ano fazendo excursões para o interior dos Pampas. Neste período ele teve muito contato com os gaúchos e a sua cultura. Uma extensa parte do diário de viagem de Darwin descreve os hábitos, costumes e as características sócio-políticas do povo, cujos limites territoriais nesta época não eram ditados pelas fronteiras, mas pela identidade cultural.
Uma área da exposição (R)Evolução de Darwin é dedicada a mostrar as impressões de Charles Darwin registradas em seu diário. O visitante fica surpreso ao verificar que muitas das observações que ele fez ainda são muito atuais. Para as pessoas que quiserem aprofundar mais este aspecto, recomendamos assistir à conferência “O Olhar do antropólogo Charles Darwin” (veja a agenda de eventos abaixo).
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| Agenda para Outubro / Novembro |
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OUTUBRO 2009
| Dia |
Evento |
Nome do Evento |
Palestrante |
Local |
| 21 |
Conferência |
“Olhar do antropólogo
Charles Darwin ” |
Prof. Dr. Klaus Hilbert
(MCT-PUCRS) |
Anfiteatro
Museu |
| 27 |
Palestra |
Biodiversidade e evolução |
Prof. Dr. Eduardo Eizirik
(PUCRS) |
Auditório
Prédio 05 |
| 31 |
Exposição |
“Mural Evolutivo” |
Artistas Gaúchos |
Térreo
do Museu |
NOVEMBRO 2009
| Dia |
Evento |
Nome do Evento |
Palestrante |
Local |
| 09 |
Curso de
Extensão |
A Dieta de Darwin |
Juliana Machado Severo
e Raquel da Luz Dias |
19h30min
Prédio 41 |
| 24 |
Palestra |
A atualidade da discussão
sobre a Eugenia |
Prof. Dr. José Roberto Goldim (PUCRS/UFRGS) |
18h30min
Auditório
Prédio 50 |
| 25 |
Conferência |
“Fósseis e evolução” |
Drª. Cláudia Malabarba
(MCT-PUCRS)
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Anfiteatro
Museu |
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| Contribuições |
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