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Porto Alegre, 13 de junho de 2009.
Newsletter N° 09
O Beagle chega à Terra do Fogo
Em 24 de novembro de 1832, Darwin mandou seu segundo carregamento de espécimes e notas ao Rev. Henslow. A coleção consistia de dentes de um roedor gigante, uma mandíbula superior e a cabeça de um grande animal (talvez um Megatherium), uma mandíbula inferior de outro animal grande, alguns dentes de roedores, muitas conchas marinhas, uma ave estranha, algumas serpentes e lagartos, uma rã, muitos crustáceos, plantas secas, peixes, sementes e, naturalmente, besouros.
O Beagle deixou Montevidéu em 27 de novembro de 1832, rumando em direção ao sul. A Terra do Fogo foi avistada em 18 de dezembro e os três fueguinos que estavam no navio ficaram excitados por estarem próximo da sua terra natal. Quando o Beagle contornou o Cabo São Diego, dezenas de nativos apareceram ao longo das barrancas florestadas e seguiram o navio ao longo do estreito, gritando por horas a fio. À tarde eles navegaram através do estreito de La Maire e ancoraram na baía de Bom Sucesso. Um pequeno grupo de fueguinos encontrou-se com o pessoal do navio junto à praia. Depois de um breve contato, a tripulação presenteou os índios com algumas roupas vermelho-brilhante e logo ficaram amigos. Os fueguinos iniciaram o diálogo com leves pancadas no peito dos marinheiros, um sinal de amizade. Um estranho diálogo seguiu-se, com os fueguinos Jemmy e York Minster, que estavam viajando no Beagle, como intérpretes. Aparentemente, os fueguinos tinham muita habilidade nas mímicas para comunicação, mas repetiam todas as frases que os ingleses diziam. Darwin e os outros marinheiros ficaram perplexos com aquela situação, enquanto os fueguinos ficaram espantados pelas barbas feias e a pele clara dos europeus.
Olhar de Marinheiro
A réplica do Beagle que está na exposição da (R)Evolução de Darwin foi feita em escala 1:3, ou seja, tem um terço do tamanho real. Muitas pessoas se admiram que um navio tão pequeno tenha atravessado oceanos e se perguntam como seria a vida a bordo. Para esclarecer estas dúvidas, nada melhor que um marinheiro. Assim, a partir deste número do Diário de Bordo, contaremos com informações sobre estes aspectos fornecidas pelo Vice-Almirante da Reserva Armando de Senna Bittencourt, Diretor do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (clique aqui para saber mais sobre o autor).
“O Beagle era um brigue de 10 canhões da Marinha Real britânica. Era um navio veleiro relativamente pequeno, de madeira. Os brigues têm, em geral, dois mastros, mas, os desenhos mostram que instalaram no Beagle um terceiro mastro, menor, na popa, para que ele pudesse manobrar melhor, com o vento.
As manobras com as velas exigiam um número relativamente elevado de tripulantes. A vida a bordo do Beagle não podia ser muito confortável. Os marinheiros dormiam em macas, um tipo de rede, que era pendurada à noite. Dormia-se em muitos lugares do interior do navio, ou, em noites quentes, no convés. Pela manhã, as macas eram recolhidas e guardadas, deixando o espaço livre para as atividades de bordo.”
NÃO PERCA: No próximo número do Diário de Bordo, vamos saber como era a alimentação a bordo.
Exposição (R)Evolução: primeiros meses
Desde a sua inauguração no dia 25 de março passado até o último dia 7 de junho, a exposição (R)Evolução de Darwin recebeu 44.132 visitantes.
E você? Já veio conferir?
Darwin no Twitter
Agora você pode acompanhar todos os acontecimentos da (R)Evolução de Darwin: é só ser um seguidor do Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS no Twitter.
Agenda de Junho
Dia
Evento
Nome do Evento
Local
3
Conferência
“A evolução do cérebro”
Prof. Dr. Jaderson Costa da Costa (PUCRS)
sala 602
prédio 40
17
Conferência
“A evolução da memória”
Prof. Dr. Iván Izquierdo
(PUCRS)
Anfiteatro
Museu
21
Performance
Artística
Mural Evolutivo
Pintura do Mural com
o artista DSM
Exposição
do Museu
28
Exposição
Encerramento +APTO
Encerramento da mostra coletiva de
telas em street art (arte de rua)
3° andar
do Museu
Links
Veja onde você pode obter mais informações sobre a Teoria da Evolução, a vida e a obra de Charles Darwin, dentre outros temas relacionados:
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