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     COLEÇÃO DE ABELHAS
   
 
        O acervo da coleção contempla a apifauna do Rio Grande do Sul, onde se verifica alta biodiversidade e casos de endemismo, além de espécies raras e ameaçadas de extinção. Como o Estado representa o limite sul de distribuição de várias espécies, o acervo constitui importante fonte de referência para a comunidade científica.
 
   RESPONSÁVEL
Betina Blochtein
betinablpucrs.br
 
 
       TAMANHO      
 
       Número de espécimes: 30.456

       O material encontra-se preparado a seco. Os espécimes apresentam-se montados em alfinetes entomológicos distribuídos em pequenas caixas padronizadas dispostas em gavetas com tampa de vidro. O material é mantido em armários em sala climatizada.
     
       ALCANCE GEOGRÁFICO      
 
        A coleção reprenta a fauna de abelhas da Região sul do Brasil, da qual a maioria dos exemplares são oriundos do Rio Grande do Sul. Além de amostras dispersas no território rio-grandense, destacam-se amostragens amplas, resultantes de trabalhos de mestrado e/ou doutorado), nas regiões central (Porto Alegre, Viamão, Guaíba), nordeste (São Francisco de Paula, Osório) e sul (Candiota) do Estado.
 
 
 
       PRINCIPAIS GRUPOS REPRESENTADOS      
 
        Na coleção de abelhas são representadas 6 famílias: Colletidae, Andrenidae, Halictidae, Megachilidae e Apidae. Nesta última família destacam-se 22 espécies de Meliponini, conhecidas como abelhas sem ferrão, as quais são sociais e produzem e armazenam mel. Quatro espécies desta tribo estão ameaçadas de extinção no Rio Grande do Sul, além de uma outra Apidae (Epicharis dejeanii), uma Andrenidae (Arhysosage cactorum) e três Colletidae (Bicolletes franki; Bicolletes pampeana; Leioproctus fulvoniger).
 
 
 
 
       MATERIAL-TIPO      
 
     
       A COLEÇÃO E O ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL      
 
         A Coleção de Abelhas tem sido utilizada por pesquisadores como coleção de referência da fauna do sul do Brasil. Também se destaca pela importância dos dados documentados sobre as plantas visitadas. Estas informações são preciosas, especialmente no que se refere aos aspectos de conservação das espécies de abelhas - no delineamento de manejos e políticas conservacionistas, pois as fontes alimentares são fundamentais para a manutenção das populações de abelhas. Outro aspecto a ser destacado está relacionado ao potencial polinizador das abelhas, tanto para a flora nativa quanto para cultivos agrícolas. A polinização efetuada pelas abelhas tem sido progressivamente valorizada na medida em que este serviço ambiental é contabilizado em termos econômicos e as tecnologias de manejo tornam-se possíveis.