Uma teoria para a História da Literatura no Brasil




Regina Zilberman
PUCRS




      É o livro de Sílvio Romero, História da Literatura Brasileira, editado em 1888, em dois volumes, pela Garnier, que assume explicitamente, desde o título, a tarefa de narrar, desde o início até a atualidade do autor, a trajetória da produção literária nacional. Mas, como se sabe, ele trilhou uma picada aberta originalmente pelos românticos, que, sem usar – talvez ousar – o nome, tinham pesquisado os dados fundamentais necessários à sistematização do passado da literatura brasileira, não apenas ordenando os fatos conhecidos, mas, e principalmente, criando esses mesmos fatos, ao descobrir autores, obras, inéditos.

      Ao realizarem esse trabalho, os românticos passaram pela etapa dos parnasos, com suas variantes (modulações, mosaico, meandro, harmonias, florilégios e grinaldas), e seus estudos tomaram os nomes de bosquejo, cursos e resumos. Mas, quando faziam isso, a história da literatura na Europa consolidava-se e fornecia a eles idéias e inspirações. Se não se atreveram a escrever a "história da literatura brasileira", deram as coordenadas básicas para que seus sucessores, ainda que adversários do Romantismo, tivessem condições de adotar a denominação própria que o gênero tinha desde o início do século.

      Não que a denominação fosse desconhecida: o alemão Friedrich Bouterwek já tinha publicado a História da Poesia e da Eloqüência, entre 1801 e 1819, cujo quarto volume, editado em 1805, dedicou à literatura em língua portuguesa; e Simonde de Sismondi já tinha escrito De la Littérature du Midi de l’Europe, de 1813, em que também se examinam autores de Portugal e do Brasil. É que talvez eles desejassem expressar sua filiação a Almeida Garrett, organizador do Parnaso Lusitano, de 1826, cuja introdução intitula-se "Bosquejo da história da poesia e língua portuguesa", estudo que oferece as linhas mestras para a definição dos critérios de reconhecimento e análise dos escritores brasileiros, bem como o recorte cronológico que vai predominar nos primeiros ensaios de historiografia da literatura nacional. A hipótese é a de que talvez seja esse o lugar onde nasce a teoria da história da literatura brasileira, pois Joaquim Norberto segue com fidelidade os passos do poeta português, e do romântico brasileiro saem as principais idéias para a formulação, até nossos dias, dos princípios de construção da história nacional da literatura brasileira.

      No "Bosquejo", Almeida Garrett propõe o seguinte recorte da matéria poética de que se constitui a literatura portuguesa:

Seqüência Época Julgamento
Primeira época literária Fins do séc. XIII até os princípios do XVI -
Segunda época literária Desde os princípios do séc. XVI até os do XVII Idade de ouro da poesia e da língua
Terceira época literária Começo até o fim do séc. XVII Principia a corromper-se o gosto e a declinar a língua
Quarta época literária Fins do séc. XVII, até meados do séc. XVIII Idade de ferro; aniquila-se a literatura, corrompe-se inteiramente a língua
Quinta época literária Meio do século XVIII, até o fim Restauração das letras em Portugal
Época (sic) - Segunda decadência da língua e literatura; galicismo e traduções


      Considerando as épocas e a análise de Almeida Garrett, verifica-se que:



      Essa sintonia aparece igualmente quando se examina o principal critério de análise e crítica dos autores, que, para ele, é a constatação, nas obras, a presença ou falta do "espírito nacional". Embora o nativismo ou a cor local sejam conceitos semeados e difundidos pelo Romantismo, a começar por Madame de Staël, princípios que, em tese, deveriam contar exclusivamente para a produção do período, Garrett vale-se dele para examinar e legitimar a produção do passado. Assim, condena a maior parte dos escritores do século XVI português por faltar neles a representação da natureza local e imediata:



     O Tejo, o Mondego, os montes, os sítios conhecidos de nosso país e dos que nos deu a conquista, figuram em seus poemas; porém raro se vê descrição que recorde algum desses sítios que já vimos, que nos lembre os costumes, as usanças, os preconceitos mesmos populares; que daí vem à poesia o aspecto e feições nacionais, que são sua maior beleza. 1



      Ou:




     Com elas todas medrou e cresceu a poesia na delicadeza, na harmonia, no gosto; porém desmereceu muito, demasiado na originalidade, no caráter próprio, que perdeu quase todo, na nacionalidade, que por mui pouco se lhe ia. Todos os deuses gregos tomaram posse do maravilhoso poético, todas as imagens, todas as idéias; todas as alusões do tempo de Augusto ocuparam as mais partes da poesia; e mui pouco ficou para o que era nacional, para o que já tínhamos, para o que podíamos adquirir ainda, para o que naturalmente devia nascer de nossos usos, de nossas recordações, de nossa arqueologia, do aspecto de nosso país, de nossas crenças populares, e enfim de nossa religião.




      Ou:




     O público preferia (e com razão também) o com que fora criado, o que o interessava, o que o divertia, e antes queria rir com as grosserias dos autos populares, que bocejar e adormecer-se com as finuras da arte e correções dessas comédias, que tudo tinham, menos interesse, onde todo o espírito havia, menos o nacional.

     Se houveram Sá de Miranda e Ferreira escolhido assuntos portugueses, se houveram pintado os costumes nacionais, e apresentado ao público, em vez de quadros italianos, um espelho em que se ele visse a si e aos seus usos, e se risse de seus próprios defeitos; fico em que houveram reformado o teatro em vez de lhe empecer (...).




      É conforme o mesmo critério que faz a crítica aos brasileiros do século XVIII:



     E agora começa a literatura portuguesa a avultar e enriquecer-se com as produções dos engenhos brasileiros. Certo é que as majestosas e novas cenas da natureza naquela vasta região deviam ter dado a seus poetas mais originalidade, mais diferentes imagens, expressões e estilo, do que neles aparece: a educação européia apagou-lhes o espírito nacional: parece que receiam de se mostrar americanos; e daí lhes vem uma afetação e impropriedade que dá quebra em suas melhores qualidades.



      Por essa razão condena Gonzaga:



     Gonzaga, mais conhecido pelo nome pastoril de Dirceu, e pela sua Marília, cuja beleza e amores tão célebres fez naquelas nomeadas liras. (...) Se houvesse por minha parte de lhe fazer alguma censura, só me queixaria, não do que fez, mas do que deixou de fazer. Explico-me: quisera eu que em vez de nos debuxar no Brasil cenas da Arcádia, quadros inteiramente europeus, pintasse os seus painéis com as cores do país onde os situou. Oh! e quanto não perdeu a poesia nesse fatal erro! se essa amável, se essa ingênua Marília fosse, como a Virgínia de Saint-Pierre, sentar-se à sombra das palmeiras, e enquanto lhe revoavam em torno o cardeal soberbo com a púrpura dos reis, o sabiá terno e melodioso, – que saltasse pelos montes espessos a cotia fugaz como a lebre da Europa, ou grave passeasse pela orla da ribeira o tatu escamoso, – ela se entretivesse em tecer para o seu amigo e seu cantor uma grinalda não de rosas, não de jasmins, porém dos roxos martírios, das alvas flores dos vermelhos bagos do lustroso cafezeiro; que pintura, se a desenhara com sua natural graça o ingênuo pincel de Gonzaga!



      E valoriza Basílio da Gama:



     Justo elogio merece o sensível cantor da infeliz Lindóia que mais nacional foi que nenhum de seus compatriotas brasileiros. O Uraguai de José Basílio da Gama é o moderno poema que mais mérito tem na minha opinião. Cenas naturais mui bem pintadas, de grande e bela execução descritiva; frase pura e sem afetação, versos naturais sem ser prosaicos, e quando cumpre sublimes sem ser guindados; não são qualidades comuns. Os brasileiros principalmente lhe devem a melhor coroa de sua poesia, que nele é verdadeiramente nacional, e legítima americana.



      O mesmo critério leva-o a condenar as traduções:



     Mas de traduções estamos nós gafos: e com traduções levou o último golpe a literatura portuguesa; foi a estocada de morte que nos jogaram os estrangeiros. Traduzir livros de artes, de ciências é necessário, é indispensável; obras de gosto, de engenho, raras vezes convêm; é quase impossível fazê-lo bem, é míngua e não riqueza para a literatura nacional. Essa casta de obras estuda-se, imita-se, não se traduz. Quem assim faz acomoda-as ao caráter nacional, dá-lhes cor de próprias, e não só veste um corpo estrangeiro de alfaias nacionais (como o tradutor), mas a esse corpo dá feições, gestos, modo, e índole nacional: assim fizeram os latinos, que sempre imitaram os gregos e nunca os traduziram; assim fizeram os nossos poetas da boa idade. Se Virgílio houvera traduzido a Ilíada, Camões a Eneida, Tasso Os Lusíadas, Milton a Jerusalém, Klopstock o Paraíso perdido; nenhum deles fora tamanho poeta, nenhuma dessas línguas se enriquecera com tão preciosos monumentos: e todavia imitaram uns dos outros, e dessa imitação lhes veio grande proveito.



      Bem como a aconselhar um poeta de seu tempo:



     Eu por mim tomarei a confiança de pedir ao ilustre poeta, em nome da literatura portuguesa, que na segunda edição de sua tão útil obra não desdenhe de aproveitar os muitos e riquíssimos ornatos que habilmente pode tirar de nossas festas rurais, de nossas usanças (como feiras, serões, desfolhas, etc.), das descrições de nosso formoso país; com que decerto fará mais nacional e interessante seu estimável poema.



      Dois importantes textos medeiam o "Bosquejo" de Almeida Garrett e o de Joaquim Norberto: o Résumé de l’Histoire Littéraire du Brésil, de Ferdinand Denis, também de 1826; e o "Ensaio sobre a história da literatura do Brasil", de Domingos José Gonçalves de Magalhães, publicado em 1836 na revista Niterói. Ambos os estudos foram editados em Paris, embora o segundo fosse escrito em português, patrocinado pelos brasileiros que residiam na capital francesa.

      Mas Joaquim Norberto segue principalmente a lição de Garrett, de quem retira os elementos principais para construir a história da literatura brasileira, projeto que acalentou por vinte anos e que o levou aos ensaios escritos entre 1859 e 1862, base da periodologia empregada por Ferdinand Wolf, em Le Brésil Littéraire, de 1863. Esse projeto nasce com a publicação de Modulações Poéticas, em 1841, livro em que, tal como o Parnaso Lusitano, do poeta português, a seleção dos poemas é precedida por um "Bosquejo", no caso, o da "história da poesia brasileira".

      Norberto endossa o princípio do "espírito nacional", que, tal como seu inspirador, tem dificuldade de encontrar na poesia do passado produzida no Brasil:



     Então vieram novos brasileiros, filhos dos conquistadores portugueses, que bem que inspirados pelas pitorescas paisagens brasílicas, pelo céu dos trópicos, pelo sol fulgente da América, não os souberam cantar, antes exemplo abriram, que por desgraça seguido foi por longo tempo. Quando deviam se apoderar dos pátrios costumes, das usanças e dos preconceitos populares, das tradições das tribos, que as nossas florestas povoaram, com que dessem cores e feições nacionais à poesia, abraçaram as idéias do grego politeísmo, que as nossas praias abordaram com as armas portuguesas; deixaram-se fascinar das belezas dos gregos e romanos poetas, e imitar procuraram de Camões, de Bernardes, de Caminha, de Fernão Alvares do Oriente e tantos outros bucólicos portugueses, e metamorfoseados em pastores iam às margens de Tejo, do Mondego ou do Douro, pascer seus rebanhos! 2



      Ao avaliar a literatura de Portugal, reproduz os julgamentos de Almeida Garrett, valendo-se dos mesmos argumentos e exemplos similares:



     Antes que o jugo de ferro dos tiranos Felipes subjugasse a Lusitânia, poetas e escritores houve, bem que em não notável número, que surdos aos brados de Ferreira, escreveram em estrangeiros idiomas e principalmente no castelhano, como ninguém ignora pelas obras que o comprovam; porém depois que Portugal sentiu o peso dos grilhões, que lhe lançara a prepotência espanhola, e viu domado o valor de seus soldados e cabos, portugueses apareceram, – aliás beneméritos! – que não se envergonharam de honrar a língua de seus opressores, menos rica e suave do que a sua; – falha de patriotismo, falha vergonhosa de pundonor nacional!



      Com suas conseqüências na produção literária brasileira da época:



     E essa epidemia, que no pobre e envilecido Portugal grassava, não deixou de acometer aos poetas brasileiros. Verdade é que dois ou três de nossos autores em castelhano compuseram, mas outros vieram que acharam que se lhes não levaria em mal o escrever em diversas línguas, como Cláudio Manuel da Costa, que cabalmente conhecendo o português, brindou por vezes o italiano com bonitas cançonetas e sonetos; como Manuel Botelho de Oliveira, que querendo dar provas de saber português, castelhano, latim e italiano deu à luz um volume de poesias nestes idiomas escritas, a fim de estimar-se, quando não pela elegância dos conceitos ao menos pela multiplicidade das línguas! E como outros muitos que se entregaram de todo ao latim, olvidando-se de honrar o português com as suas composições, por ir aumentar o exército de latinos poetas, e alguns sabe Deus como!...



      Quando examina Gonzaga, repete os juízos do autor português, reiterando formas de expressão características dele:



     Gonzaga (...) eternizou sua paixão ardente, mas cândida, em belas poesias, porém sendo de todos os nossos poetas dessa época o mais elegante, feiticeiro e harmonioso, foi o que menos brasileiro se mostrara em suas composições.



      O mesmo pode-se dizer de seus julgamentos sobre a epopéia de Santa Rita Durão, Caramuru:



     Santa Rita Durão não soube aproveitar-se dos mais poéticos quadros que em tão dilatado número lhe oferecia a pátria; e a vingança horrível dos tupinambás, incitada pela gentil Paraguaçu, contra os ferozes soldados do brutal Coutinho, com que poderia pomposamente fechar seu poema, apenas tocada foi!



      Por outro lado, Joaquim Norberto foi igualmente leitor de Ferdinand Denis, cuja previsão sobre o futuro radiante da cultura brasileira endossa e repete com entusiasmo:



      Sim, Mr. Ferdinand Denis tinha predito – que o Brasil, que sentira a necessidade de adotar instituições diferentes das que lhe impusera a Europa, – que o Brasil conhecia também a necessidade de ir beber suas inspirações poéticas à fonte que lhe verdadeiramente pertence; – que o Brasil coroado com o esplendor de sua nascente glória publicaria dentro em pouco tempo as primorosas obras desse primeiro entusiasmo que atesta a galhardia e mocidade de qualquer povo; – sim, a profecia cumpria-se e essa época de glória literária vem raiando!



      Mas o recorte que faz do passado brasileiro, valendo-se da linha de tempo, acompanha quase literalmente a divisão de Almeida Garrett: localiza seis épocas que se estendem do começo – o descobrimento – até a atualidade,


Seqüência Época Julgamento
- Desde o descobrimento do Brasil até fins do século XVII -
Segunda época - Do começo até meado do século XVIII
Terceira época [Restauração das letras em Portugal] Do meado até fins do século XVIII
Quarta época - Do começo do século XIX até a proclamação da independência nacional
Quinta época - Desde a proclamação da independência nacional até a reforma da poesia
Sexta época - Da reforma da poesia



embora omita as avaliações das épocas, que, na maior parte, tomam a denominação escolhida pelo português, conforme se verifica neste quadro comparativo:


Almeida Garrett Almeida Garrett Almeida Garrett Joaquim Norberto Joaquim Norberto
Primeira época literária - Fins do séc. XIII até os princípios do XVI  
Segunda época literária Idade de ouro da poesia e da língua Desde os princípios do séc. XVI até os do XVII Desde o descobrimento do Brasil até fins do século XVII -
Terceira época literária Principia a corromper-se o gosto e a declinar a língua Começo até o fim do séc. XVII - Primeira época
Quarta época literária Idade de ferro; aniquila-se a literatura, corrompe-se inteiramente a língua Fins do séc. XVII, até meados do séc. XVIII Do começo até meado do século XVIII Segunda época
Quinta época literária Restauração das letras em Portugal Meio do século XVIII, até o fim Do meado até fins do século XVIII Terceira época
Época (sic) Segunda decadência da língua e literatura; galicismo e traduções   Do começo do século XIX até a proclamação da independência nacional Quarta época
  Desde a proclamação da independência nacional até a reforma da poesia Quinta época
  Da reforma da poesia Sexta época



      A diferença é que para chegar às seis épocas, Norberto teve de repartir o século XIX em três faixas de curta duração, para compensar a grande extensão temporal da primeira época, equivalente a duas, no recorte de Garrett.

      A outra diferença é mais significativa e vai marcar a peculiaridade da história proposta por Norberto, a partir de então freqüente na historiografia da literatura nacional. Como se disse, Almeida Garrett termina seu estudo de modo negativo, ainda que formulando augúrios de um futuro auspicioso. Diz o último parágrafo de seu "Bosquejo":



     A literatura portuguesa não mostra presentemente grandes sintomas de vigor: mas há muita força latente sob essa aparência; o menor sopro animador que da administração lhe venha, ateará muitos luzeiros com que de novo brilhe e se engrandeça.



      Esta não é a perspectiva com que Norberto encerra seu estudo; ainda que considere o "porvir" como "a esperança do Brasil!", reconhece que a reforma da poesia já aconteceu, razão por que o "presente" é "esplêndido". O final do "Bosquejo" é apoteótico:



     O porvir! – Eis a esperança do Brasil! – Eis a época que vislumbra com brilho e majestade através de seu véu! – Que esse porvir se converta em esplêndido presente! – Que essa esperança não seja sempre sonho mas realidade! – Que essa época venha de raiar e que em bem nos fade o céu! Tais são os votos que nós cheios de esperança no futuro da pátria, com o coração palpitante pelo amor de glória, com a mente repleta dos mais patrióticos pensamentos, e encedido de entusiasmo por tudo quanto é belo, útil, grande, sublime, santo e justo, fazemos ao terminar esta mal esboçada história da poesia brasileira.



      Nesse momento principia a história da literatura nacional do Brasil, com seus critérios e recortes próprios. Afinada com as preocupações da historiografia portuguesa, mas adaptada às necessidades e anseios da geração romântica, a pesquisa do passado era o projeto mais atualizado e moderno que nossos intelectuais podiam oferecer naquele momento.




Notas:


1 As citações estão sendo retiradas de: Almeida Garrett. Bosquejo da história da poesia e língua portuguesa. In: ___. Parnaso lusitano. Paris: J. P. Aillaud, 1826. Atualizamos a ortografia original.

2 As citações estão sendo retiradas de: Silva, Joaquim Norberto de Sousa. Bosquejo da história da poesia brasileira. In: ___. Modulações poéticas. Rio de Janeiro: Tipografia Francesa, 1841. Atualizamos a ortografia original.