07/12/2018 - 13h47

Instituto do Cérebro vai triplicar de tamanho com obras de ampliação

Gerar impacto social, desenvolvimento e melhorias para a Capital e o Estado sempre foram um traço marcante da PUCRS. No mês do seu aniversário, além de celebrar os fatos relevantes que integram os 70 anos de história, a Universidade comemora lançando importantes iniciativas em três dimensões: saúde, mobilidade urbana e educação. Na saúde, a expansão do Instituto do Cérebro do RS (InsCer) consolida a referência que é na área da neurociência no Brasil e no exterior. Na mobilidade urbana é a construção de uma ponte sobre o Arroio Dilúvio, em Porto Alegre, para facilitar o acesso ao Hospital São Lucas, e também melhorar o fluxo do trânsito nessa região da cidade. Com relação ao ensino, a Universidade apresenta um novo prédio no coração do campus totalmente voltado a metodologias inovadoras de ensino, além de espaços de convivência e estudo para os estudantes.

As obras serão lançadas oficialmente no jantar de aniversário da Universidade, no dia 9 de novembro. “Nosso jeito de celebrar todos estes anos de contribuições nas áreas de ensino, pesquisa, inovação e extensão, é renovando o compromisso que temos com o desenvolvimento do Estado, anunciando novos e representativos legados à comunidade”, frisa o reitor Ir. Evilázio Teixeira.

Expansão do Instituto do Cérebro do RS

Iniciativa voltada ao ensino, à assistência e à promoção da saúde, de maneira integrada e multidisciplinar, a ampliação do InsCer é a primeira obra prevista do Campus da Saúde da PUCRS. Este ambiente congrega as Escolas de Ciências da Saúde e Medicina da PUCRS, com seis empreendimentos dedicados a essa área: além do InsCer, o Hospital São Lucas, o Parque Esportivo, o Centro de Reabilitação, o Centro Clínico e o futuro Healthcenter Care, um centro com serviços diferenciados voltados à saúde e ao bem-estar, que está em fase de desenvolvimento. “Com o Campus da Saúde, o paciente vai ter um atendimento completo. É uma mudança de modelo, de paradigma, com integração entre todas as unidades e circulação facilitada”, destaca o vice-reitor da PUCRS e diretor do InsCer, Jaderson Costa da Costa.

A expansão do InsCer vai custar um total de R$ 66.837 milhões, sendo que R$ 60.154 milhões vem de um empréstimo da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o primeiro a ser enquadrado na linha de financiamento – Inovação Crítica da Finep, em 2018. A linha é destinada a propostas que expressem a necessidade de desenvolvimento tecnológico para atendimento a prioridades nacionais de interesse estratégico. Os outros R$ 6.683 milhões são contrapartida da PUCRS, o equivalente a 10% do valor total.

Já iniciadas, as obras têm previsão de conclusão para abril de 2020 e irão triplicar o tamanho do Instituto. Durante este período, o InsCer terá uma nova entrada para o acesso de colaboradores e clientes, e todas as atividades atuais serão mantidas: os exames feitos no Centro de Imagem, as pesquisas clínicas e pré-clínicas e a produção de radiofármacos. Os clientes não terão nenhum prejuízo em relação aos atendimentos realizados.

Atualmente, o Instituto ocupa uma área de 2.549 metros quadrados, correspondendo a aproximadamente 40% da área originalmente projetada. A ideia da ampliação é completar a área correspondente ao projeto original, chegando a área total de 9.335 metros quadrados.

Aumento da produção de radiofármacos e as novas estruturas

Com a nova estrutura, o Centro de Produção de Radiofármacos vai ter sua capacidade de desenvolvimento ampliada e todo o processo de produção destes novos produtos vai ocorrer dentro do InsCer, desde a pesquisa básica para descobrir novos biomarcadores, até a aplicação em pacientes. Denominado de Pesquisa Translacional, este ciclo de início, meio e fim vai ser dar em uma nova e ampla estrutura, totalmente focada nas pesquisas e no atendimento ao paciente. Estes novos produtos são voltados às doenças neurodegenerativas e oncológicas, que têm despertado grande interesse no mundo inteiro em função da expressiva ocorrência na população.

Também estão previstos sete laboratórios altamente equipados que vão ser construídos e representam um avanço para as pesquisas translacionais, com espaços que favorecem a interação entre os pesquisadores. Os ambientes serão dedicados exclusivamente às pesquisas experimentais em neurociências, incluindo o Centro de Memória, onde atua o renomado pesquisador Ivan Izquierdo.

O ambulatório de pesquisa aplicada terá nove espaços dedicados a pacientes das pesquisas desenvolvidas no InsCer; duas suítes de polissonografia e uma sala para o simulador de ressonância, equipamento usado em pacientes que tem fobias. O Centro de Imagem, onde são realizados os exames, vai ser expandido, com a aquisição de um novo equipamento de ressonância magnética de ponta e outro equipamento de tomografia, duplicando os exames oferecidos à comunidade.

A recepção vai ser renovada, oferecendo maior conforto aos clientes, que também vão contar com um bistrô para alimentação e um moderno auditório com 240 lugares para uso da comunidade científica, acadêmica e da população.

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