07/01/2019 - 17h39

Emprego do 18F-FDG em PET/CT no SUS

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Projeto de pesquisa concluído.

Coordenador: Dr. Cezar Fritscher

Integrantes: Carlos Barrios, PhD; Gustavo Werutsky, PhD; Mara Zanini, PhD; Eduardo Berdichevski, MSc; Vinicius da Silva, PhD; Leandro Fritscher, PhD; Bruno Hochhegger, PhD; Maria Teresa Tsukazan, PhD; Cristina Matushita, MD, MSc; José Pinto, PhD; Laura Voelcker, Raíra Maschmann, Louise Hartman, MSc.

O câncer de pulmão é uma doença de distribuição universal, que afeta ambos os sexos, figurando entre as primeiras causas de morte em todos os continentes. Atualmente existem algumas alternativas terapêuticas as quais dependem, em princípio, do estadiamento clínico e patológico da doença, assim como da expressão de alguns biomarcadores. Aqueles pacientes com melhor estadiamento TNM, têm, em princípio, maiores chances de sobrevida e até de cura. O desenvolvimento de técnicas para melhorar o processo de avaliação da extensão anatômica do câncer, ou seu estadiamento, impactaria de forma positiva num melhor manejo dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) dos pacientes com câncer de pulmão.

Dentre as tecnologias da Medicina Nuclear disponíveis existem o PET e o SPECT, que necessitam da administração do radiofármaco ao organismo a ser estudado.

A realização de um PET/CT no processo de estadiamento de pacientes com câncer de pulmão é capaz de modificar em até 30% das vezes a conduta terapêutica a ser proposta. Na maior parte das vezes a mudança acontece em pacientes que apresentam indicação cirúrgica quando estadiados pelos métodos convencionais, como por exemplo, a Tomografia Computadorizada. Quando avaliados por PET/CT, o exame pode detectar a doença em outros locais, tanto no tórax quanto fora dele (metástases), o que contraindicaria o procedimento cirúrgico, evitando-se assim uma cirurgia que não teria benefício real para aquele paciente.

Pesquisadores do InsCer, Hospital São Lucas e LACOG, estão realizando estudos em PET/CT contrastada, com o radiofármaco 18F-FDG, no protocolo de PET/CT para estadiamento linfonodal.

A realização de exames PET/CT pode trazer informações de grande utilidade para o manejo clínico de pacientes com diversas patologias, podendo modificar o prognóstico em diversos casos. Isso permitirá melhorar o acesso dos pacientes do SUS a técnicas de alta tecnologia diagnóstica e contribuir para o aumento da sobrevida dos pacientes, que é um dos princípios do tratamento do câncer.

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