07/01/2019 - 17h27

Avaliação da permeabilidade da barreira hemato-encefálica em modelo experimental da síndrome da encefalopatia reversível posterior através de exames de neuroimagem

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PROJETO DE PESQUISA CONCLUÍDO.

Coordenador do Projeto: Luiz Carlos Porcello Marrone, MD, PhD e Jaderson Costa da Costa, MD, PhD

Resumo do Trabalho: A Síndrome Encefalopatia Reversível Posterior (Posterior Reversible Encephalopathy Syndrome – PRES) é uma entidade clinico-radiológica caracterizada por cefaléia, alteração do nível de consciência, crises convulsivas e alteração visual e está associada a um edema vasogênico na substância branca encefálica, predominantemente afetando os lobos occipitais e parietais. A fisiopatogenia do PRES permanece desconhecida em sua totalidade. Duas teorias são mais destacadas: teoria vasogênica e teoria citotóxica.

A teoria citotóxica sugere que o aumento intenso e súbito da pressão arterial causaria vasoconstrição cerebral, levando a dano endotelial causado por hipóxia, seguido de vasoespasmo e formação de edema citotóxico. Entretanto, a reversibilidade das lesões vai contra essa hipótese. A teoria vasogênica resultaria de comprometimento da autoregulação cerebral, a qual ocasionaria vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, ruptura da barreira hematoencefálica causando edema vasogênico. A fisiopatologia do PRES também mantém íntima relação com disfunção endotelial, principalmente nos casos sem hipertensão grave, como pré-eclâmpsia ou terapias citotóxicas. Vários fatores podem desencadear essa síndrome, mais comumente: elevação aguda da pressão arterial, alteração da função renal e terapia imunossupressora.

Outras possíveis etiologias ou fatores relacionados são: eclâmpsia, lúpus eritematoso sistêmico (LES), transplantes, neoplasia e seu tratamento, infecções sistêmicas, doença renal aguda ou crônica. Em projeto anterior, foi realizado o estudo anatomo-patológico de modelos expeimentais, os quais foram submetidos a procedimento cirúrgico com intuito de mimetizar um quadro de PRES. Nesse estudo doram evidenciadas alterações na permeabilidade da barreira hemato-encefálica em alguns animais submetidos a procedimento cirúrgico; no entanto, não foi possível comprovar a reversibilidade da lesão cerebral. Não existe um modelo experimental definido de PRES que comprove a reversibilidade.

O objetivo do estudo é desenvolver um modelo experimental de PRES que prove a reversibilidade da permeabilidade da barreira hemato-encefálica. Será desenvolvido modelo experimental de PRES através da técnica cirúrgica de Redução da Pressão de Perfusão Uterina com a colocação de clipe de prata na Aorta e artérias uterinas. Os modelos submetidos a esse procedimento serão avaliados por exame de neuroimagem a cada 48 horas para que seja avaliada a reversibilidade do edema. Será elaborado um banco de dados e realizada análise estatística dos resultados com uso de Epi-Info.

Através do estabelecimento do modelo experimental de reversibilidade do edema cerebral, novas possibilidades de pesquisas se abrem na área com o intuito de reverter mais precocemente o edema.

Confira os artigos publicados sobre o tema:

Blood-Brain Barrier Breakdown in Reduced Uterine Perfusion Pressure: A Possible Model of Posterior Reversible Encephalopathy Syndrome

Posterior Reversible Encephalopathy Syndrome in a Child with Acute Lymphoblastic

Posterior reversible encephalopathy syndrome: differences between pregnant and non-pregnant patients

Posterior Reversible Encephalopathy Syndrome Associated with FOLFOX Chemotherapy

Posterior Reversible Encephalopathy Syndrome Following a Scorpion Sting

Posterior reversible encephalopathy syndrome

Gemcitabine Monotherapy Associated with Posterior Reversible Encephalopathy Syndrome

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