Osmar Norberto de Souza

osmarOsmar Noberto de Souza, professor do corpo docente da PUCRS, cursou a graduação de Física na Universidade Federal de Minas Gerais (1983). O interesse pela área surgiu quando ele estava no início do segundo grau. “Eu achava que queria ser um filósofo natural. Então, fiquei entre Medicina e Física. Fiz o vestibular para os dois e passei nos dois. Mas no final, a física falou mais forte. E, sendo assim, fui cursar a graduação de Física na UFMG”, declarou Osmar.

Na época da graduação, Osmar não tinha aproximação com a informática. “A forma como se fazia computação naquela época, as aulas que nos tínhamos na Física eram bem diferentes. A gente não digitava, não escrevia programas como se vê as pessoas fazendo. Nós fazíamos num papel e passávamos para umas folhas, o cartão perfurado”. A dificuldade, então, para Osmar era visível. O professor sofria com as limitações da época. “Não funcionava sentar e escrever um programa. Naquela época não funcionava dessa forma. O pessoal da informática tinha mais proximidade. Mas hoje você encontra computador em qualquer canto: universidade, lan house e até padaria”.

Atualmente, o professor Osmar desenvolve o projeto no Laboratório de Alto Desempenho para simular o comportamento realístico das moléculas, como ocorre no dia-a-dia. “Às vezes, você olha para a figura de uma proteína em um livro de biologia e você a vê linda. Mas, na realidade, no nosso corpo, ela está se movendo. Nós não podemos olhar para a proteína como um objeto rígido, porque ela é flexível.E olhar a flexibilidade desses objetos não é algo simples de se fazer na bancada. Então, a modelagem em simulação computacional existe e pode ser aplicada para complementar o estudo”, comentou Osmar sobre a importância do Laboratório na produção científica.

A respeito dos resultados do projeto, Osmar destaca a estrutura do LAD e a relação com o professor De Rose, da FACIN. “Desde 2001/2002, nós, com a participação do De Rose e do grupo, construímos o cluster chamado Ombrófila. E com esse cluster, nós começamos o nosso trabalho, mas usamos também toda a infra-estrutura do LAD. Afinal, as simulações que realizamos não demoram 10 segundos ou 15 segundos. Às vezes, para fazer uma simulação de interesse científico, nós precisamos ficar rondando naqueles supercomputadores durante seis, oito ou 10 meses, 24 horas por dia”. O LAD tornou-se essencial para pesquisadores de diversas unidades da PUCRS, pois, com ele, foi viabilizado o processo de cálculos e simulações. O professor Osmar confirma: “Antes, sem aqueles computadores não havia como realizar as simulações. Hoje, tudo se tornou viável com o LAD”.