Quem Somos

     Este projeto, intitulado Egiptomania no Brasil, é apoiado pelo Conselho Nacional de Pesquisa ( CNPq). O marco inicial desta pesquisa ocorreu em outubro de 1995. Ela investiga a reutilização de motivos do antigo Egito na criação de objetos, elementos decorativos arquitetônicos e logotipos contemporâneos. Na primeira etapa, a investigação centrou-se no Rio Grande do Sul e, aos poucos, foi se estendendo a outros estados brasileiros.

     Toda a pesquisa sobre egiptomania constitui-se em um trabalho de egiptologia, na medida em que promove o estudo do antigo Egito, sua escrita, técnicas e diferentes formas de manifestação artísticas. Por egiptomania entendemos a apropriação e a reinterpretação de elementos da cultura egípcia, com vistas a criação de novos significados e usos. Em outras palavras, a egiptomania é mais que uma mania, é um fenômeno que se constitui na transculturação, isto é, na apropriação de elementos de uma cultura por outra, fato que implica, sempre, mudança, transformação de conteúdo ou de expressão.

     O estudo da egiptomania é objeto de interesse da egiptologia, ciência que investiga o Egito antigo, pelos quatro gêneros precisos de atividades que exercita:

     O primeiro passo desse projeto foi o estabelecimento de critérios básicos para a circunscrição, análise e registro da gênese, da produção e da qualificação técnica e estética dos objetos/monumentos passíveis de identificação como resultantes de práticas de egiptomania. A "função narrativa é prática antes de ser cognitiva ou estética, razão pela qual, longe de poder negar-se qualquer relação entre o discurso narrativo e a realidade, a narrativa histórica mantém relações necessárias e estreitas com o seu objeto social real"(CARDOSO, C. e VAINFAS,R, 1997,p. 21).

     Os exemplos de práticas de egiptomania que encontramos até o momento são um estímulo para a continuação desta pesquisa. Eles ainda evidenciam, através dos questionamento sobre as razões de sua produção, a importância da escola para a permanência de elementos do antigo Egito no imaginário brasileiro.

     Acredita-se que a investigação de tais práticas seja capaz de gerar novos conhecimentos sobre a compreensão da extraordinária atração que pirâmides, monólitos, templos e outros objetos egípcios ainda exercem na atualidade.