Estudo Comparativo da Evolução das Células Nervosas 

Entre os Diversos Filos do Reino Animalia

Introdução

Filo Porifera
Filo Cnidaria
Filo Platyhelminthes
Filo Aschelminthes
Filo Annelida
Filo Arthropoda
   Classe Crustacea
   Classe Arachida
   Classe Chilopoda
   Classe Insecta
Filo Mollusca
Filo Echinodermata
Filo Chordata
   Classe Cyclostomata
   Classe Osteichthyes
   Classe Chondrichthyes
   Classe Amphibia
   Classe Reptilia
   Classe Aves
   Classe Mammalia

Contatos

Bibliografia

 

Características Gerais dos Poríferos:

Posição Sistemática:

Reino Animalia

            Sub reino Parazoa

Filo Porifera

Subfilo Cellularia

Classe Calcarea

Classe Demospongiae

Subfilo Symplasma

Classe Hexactinellida

Número de espécies:

No mundo: 7.000

No Brasil: 300

 

Características Gerais:

           

Animais aquáticos, predominantemente marinhos, que geram uma corrente unidirecional de água através de seu corpo, da qual se nutrem e por intermédio da qual se reproduzem. O plano de construção dos poríferos é relativamente simples, com ampla mobilidade celular e constante reorganização do sistema aqüífero.

As esponjas, durante a vida embrionária só apresentam dois folhetos germinativos e devido a isso são diploblásticas. Não apresentam órgãos, cabeça, boca ou cavidade gástrica. Sua estrutura corporal está organizada num sistema de canais e câmaras por onde circula a água.

Podemos descrever o corpo de uma esponja como um pequeno barril completamente perfurado e atravessado pela água, sempre encontrado fixo sobre um substrato. Seu corpo é provido de milhares de poros (ou óstios), orifícios pelos quais a água pode penetrar no corpo. Todo o corpo do animal é organizado ao redor de um sistema interno de passagem de água, o que garante a sua vida pela chegada de alimentos e de oxigênio em todas as suas células.

Os poros comunicam o meio interno com canais que percorrem o corpo da esponja. Esses canais, por sua vez, abrem-se no átrio (ou espongiocele), uma cavidade interna. Não se trata de uma cavidade digestiva, uma vez que não ocorrem processos digestivos em seu interior. Há esponjas cujos canais passam por câmaras dilatadas incrustadas na parede do corpo, antes de se abrirem no átrio central.

O átrio se comunica com o exterior por meio de orifícios maiores e bem menos numerosos que os poros. São os ósculos.

Internamente a essa camada superficial de células, há uma substância gelatinosa, constituída predominantemente por proteínas, chamada mesênquima. Mergulhadas no mesênquima, são encontradas células amebóides, os amebócitos. Também no mesênquima estão as espículas, elementos que garantem a sustentação do corpo das esponjas.

Os amebócitos têm capacidade fagocítica e são responsáveis pela digestão de alimentos. Nas esponjas, a digestão é exclusivamente intracelular. Uma vez que não há um sistema digestivo, todo o processo de fragmentação dos alimentos se dá no interior das células.

O átrio é revestido por coanócitos. São células que possuem um flagelo circundado, em sua base, por um "colarinho" constituído por algumas dezenas de filamentos retráteis. O batimento desses flagelos é o principal responsável pelo movimento contínuo da água pelo corpo das esponjas. Os coanócitos também são as células responsáveis pela captação dos alimentos.

            As trocas gasosas (obtenção de O2 e eliminação de CO2) acontecem por difusão simples, assim como a eliminação de resíduos metabólicos. O papel de um sistema circulatório é parcialmente executado pela cavidade interna e também pelos amebócitos que, ao se deslocarem pelo mesênquima, auxiliam na distribuição de substâncias.

 

 
Sistema Nervoso Células Nervosas