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Estudo Comparativo da Evolução das Células Nervosas Entre os Diversos Filos do Reino Animalia |
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Filo Porifera |
Introdução: Os órgãos
sensitivos e o sistema nervoso são responsáveis por todo recebimento,
processamento e armazenamento de informações e pelo controle e coordenação de muitas ações de músculos e glândulas, algumas ações sendo influenciadas pelas glândulas endócrinas. O funcionamento dos tecidos nervosos e de todo o sistema é de vital importância e tem sido moldado pelas mais diversas pressões evolutivas. Por exemplo, um sapo faminto que vê um inseto lança sua língua para pegá-lo. Qualquer
mal funcionamento no recebimento ou no processamento desta informação, ou na própria ação, acarretará em um erro do alvo.
Fisiologia do Neurônio:
Dentro de um neurônio existe uma alta concentração de íons de potássio
e uma baixa concentração de íons de sódio. A nível extracelular a
concentração dos íons se inverte. Esse desequilíbrio é mantido pelas
características físicas da membrana junto com seu sistema enzimático, a
bomba de sódio, que retira sódio de dentro da célula. Controlando esse
balanço, os neurônios em seu estado “dormente” tem um
potencial elétrico interno que é negativo em relação ao meio
externo, em torno de –70 milivolts (mV) em grandes neurônios. Quando um
estímulo provoca uma despolarização, o potencial de membrana é
revertido de –70 para +40 mV. Na escala evolutiva, o sistema nervoso dos animais se desenvolve a partir dos poríferos (esponjas marítimas), nos quais já existe um "sistema nervoso" constituído por nodos sensitivos dispersos pelo corpo do animal e interligados por feixes nervosos muito parecidos com os nervos dos animais superiores. Os primeiros animais a apresentar um sistema nervoso central são os peixes, já entre os cordados (animais que apresentam a notocorda, mesmo que apenas na fase embrionário, como no caso dos humanos). Nos peixes aparece apenas o arquicórtex que comanda todas as funções orgânicas e instintivas do animal, sendo estas transmitidas através do genótipo dos pais aos alevinos. Nos anfíbios já aparece o paleocórtex e nos Répteis já pode ser encontrado traços de neocórtex. Nas aves o neocórtex é um pouco mais evidente e nos mamíferos ele preenche grande parte dos hemisférios cerebrais. No homem, o arquicórtex aparece no hipocampo, o paleocórtex no giro para-hipocampal, enquanto o neocórtex preenche as demais regiões do cérebro, indo desde o giro do cíngulo (centro das emoções e comportamentos cognitivos) até a zona cortical exterior, onde são comandados os sentidos. Está provado que o arquicórtex está envolvido com os comportamentos instintivos, que são transmitidos geneticamente, pois são inerentes a uma espécie – a humana, no caso. O paleocórtex lida com informações mistas, tanto aprendidas como transmitidas geneticamente e o neocórtex lida essencialmente com informações aprendidas, sendo nessa zona do cérebro que se processam os estímulos elétricos eliciadores dos movimentos que dependem do aprendizado, bem como está envolvido também com a percepção da dor, do frio, do tato, etc. Poderíamos facilmente dividir, utilizando as teorias da psicanálise, o Behaviorismo, a bioenergética e demais áreas da psicologia, o cérebro humano da seguinte forma:
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