Estudo Comparativo da Evolução das Células Nervosas 

Entre os Diversos Filos do Reino Animalia

Introdução

Filo Porifera
Filo Cnidaria
Filo Platyhelminthes
Filo Aschelminthes
Filo Annelida
Filo Arthropoda
   Classe Crustacea
   Classe Arachida
   Classe Chilopoda
   Classe Insecta
Filo Mollusca
Filo Echinodermata
Filo Chordata
   Classe Cyclostomata
   Classe Osteichthyes
   Classe Chondrichthyes
   Classe Amphibia
   Classe Reptilia
   Classe Aves
   Classe Mammalia

Contatos

Bibliografia

 

Introdução:

          Os órgãos sensitivos e o sistema nervoso são responsáveis por todo recebimento, processamento e armazenamento de informações e pelo controle e coordenação de muitas ações de músculos e glândulas, algumas ações sendo influenciadas pelas glândulas endócrinas. O funcionamento dos tecidos nervosos e de todo o sistema é de vital importância e tem sido moldado pelas mais diversas pressões evolutivas. Por exemplo, um sapo faminto que vê um inseto lança sua língua para pegá-lo. Qualquer mal funcionamento no recebimento ou no processamento desta informação, ou na própria ação, acarretará em um erro do alvo.

          A Morfologia de um Neurônio:

          A unidade fundamental do sistema nervoso é a célula nervosa, o neurônio. Embora os neurônios exibam uma vasta variedade estrutural, muitos trocam características anatômicas semelhantes. Basicamente o neurônio é composto por um corpo celular ou pericário, axônio e dentritos.
          A célula do pericário contém o núcleo e as mesmas organelas encontradas nas outras células, mas contém em grande quantidade retículo endoplasmático rugoso. No neurônio isto é chamado de "Corpúsculo de Nissl", e sua concentração indica a capacidade de grande taxa metabólica, particularmente uma alta taxa de incorporação de aminoácidos e de síntese de proteínas.
          Cada neurônio possui apenas um axônio, parte que tem por característica carregar o impulso nervoso do núcleo para longe. A parte onde o axônio se une a célula do corpo é chamada de Cone de Implantação. O axônio contém microtúbulos, microfilamentos e um pouco de mitocôndrias. As porções laterais dos axônios são chamadas de colaterais, e tanto as suas extremidades quanto a do axônio terminam em Placas Motoras, as quais transimitirão os estímulos às fibras musculares estriadas.
           Cada neurônio possui muitos ou nenhum dentrito. Dentritos são, geralmente, menores e mais ramificados que os axônios. A sua estrutura interna é similar ao corpo celular, e possui Corpúsculos de Nissl em sua porção inicial. Um neurônio sem dentritos é chamado unipolar, o que apresenta somente um dentrito é chamado bipolar e o que apresenta mais de dois multipolar.            

            Fisiologia do Neurônio:

            Dentro de um neurônio existe uma alta concentração de íons de potássio e uma baixa concentração de íons de sódio. A nível extracelular a concentração dos íons se inverte. Esse desequilíbrio é mantido pelas características físicas da membrana junto com seu sistema enzimático, a bomba de sódio, que retira sódio de dentro da célula. Controlando esse balanço, os neurônios em seu estado “dormente” tem um  potencial elétrico interno que é negativo em relação ao meio externo, em torno de –70 milivolts (mV) em grandes neurônios. Quando um estímulo provoca uma despolarização, o potencial de membrana é revertido de –70 para +40 mV.

           Na escala evolutiva, o sistema nervoso dos animais se desenvolve a partir dos poríferos (esponjas marítimas), nos quais já existe um "sistema nervoso" constituído por nodos sensitivos dispersos pelo corpo do animal e interligados por feixes nervosos muito parecidos com os nervos dos animais superiores. Os primeiros animais a apresentar um sistema nervoso central são os peixes, já entre os cordados (animais que apresentam a notocorda, mesmo que apenas na fase embrionário, como no caso dos humanos). Nos peixes aparece apenas o arquicórtex que comanda todas as funções orgânicas e instintivas do animal, sendo estas transmitidas através do genótipo dos pais aos alevinos. Nos anfíbios já aparece o paleocórtex e nos Répteis já pode ser encontrado traços de neocórtex. Nas aves o neocórtex é um pouco mais evidente e nos mamíferos ele preenche grande parte dos hemisférios cerebrais. No homem, o arquicórtex aparece no hipocampo, o paleocórtex no giro para-hipocampal, enquanto o neocórtex preenche as demais regiões do cérebro, indo desde o giro do cíngulo (centro das emoções e comportamentos cognitivos) até a zona cortical exterior, onde são comandados os sentidos.

           Está provado que o arquicórtex está envolvido com os comportamentos instintivos, que são transmitidos geneticamente, pois são inerentes a uma espécie – a humana, no caso. O paleocórtex lida com informações mistas, tanto aprendidas como transmitidas geneticamente e o neocórtex lida essencialmente com informações aprendidas, sendo nessa zona do cérebro que se processam os estímulos elétricos eliciadores dos movimentos que dependem do aprendizado, bem como está envolvido também com a percepção da dor, do frio, do tato, etc.

           Poderíamos facilmente dividir, utilizando as teorias da psicanálise, o Behaviorismo, a bioenergética e demais áreas da psicologia, o cérebro humano da seguinte forma:

  • Arquicórtex = inconsciente.

  • Paleocórtex = pré-consciente

  • Neocórtex = consciente.