Estudo Comparativo da Evolução das Células Nervosas 

Entre os Diversos Filos do Reino Animalia

Introdução

Filo Porifera
Filo Cnidaria
Filo Platyhelminthes
Filo Aschelminthes
Filo Annelida
Filo Arthropoda
   Classe Crustacea
   Classe Arachida
   Classe Chilopoda
   Classe Insecta
Filo Mollusca
Filo Echinodermata
Filo Chordata
   Classe Cyclostomata
   Classe Osteichthyes
   Classe Chondrichthyes
   Classe Amphibia
   Classe Reptilia
   Classe Aves
   Classe Mammalia

Contatos

Bibliografia

 

Células Nervosas dos Cnidários:

 

Rede nervosa nos celenterados. O intervalo entre as fibras nervosas, representado em detalhe no retângulo, é a posição de um corpo celular.

Fonte: Bullock, Theodore Holmes.


           As células nervosas e sensitivas dos Cnidários requerem métodos especiais de coloração para a sua demonstração. As células nervosas tem processos delicados de vários tipos, que freqüêntemente conduzem impulsos em ambas as direções e não em uma única direção como nos animais superiores. Estes processos (dendritos e axônios) unem-se através de sinapses a outras células nervosas e a fibras contráteis de células epitélio-musculares. A combinação constitui um mecanismo sensitivo-neuromotor, e as células nervosas conduzem impulsos e as fibras contráteis reagem aos últimos. Excluindo organelas neuromotoras de alguns protozoários este é o primeiro e o mais simples mecanismo neural encontrado entre os animais. Provê a coordenação dos movimentos do corpo e tentáculos. Não há gânglio central ou cérebro como ocorre em platelmintos e metazoários superiores.

             Os mesentérios de anêmonas-do-mar têm inúmeros neurônios bipolares grandes, com uma orientação vertical, os quais provêm uma via rápida de condução direta. Em Hydra, grupos de neurônios dentro de cada rede podem ser distinguidos pela produção de diferentes peptídeos (uma célula pode expressar primeiro um peptídio e depois o outro). Além disso, duas redes nervosas distintas podem estar presentes no mesmo epitélio .

             Medusas de cifonozoários (por exemplo: Aurelia) têm um certo número de gânglios ao redor da margem da umbrela. Os gânglios recebem informações sensoriais da "rede nervosa difusa", mas provêm informações motoras aos músculos da natação, através de condução mais rápida, a "rede nervosa de fibras gigantes" – a primeira rede a ser descrita, por E. A. Schafer, em 1879. As duas redes cobrem praticamente as mesmas áreas da subumbrela, mas não se comunicam diretamente.

             As redes nervosas de Anthozoa e Scyphozoa diferem grandemente das de Hydrozoa. No primeiro caso, os neurônios de uma determinada rede comunicam-se através de sinapses químicas, principalmente simétricas (i.e. nas duas direções), as sinapses elétricas e o epitélio de condução não estão presentes. Em Hydrozoa, todas as células constituintes da rede nervosa estão eletricamente acopladas (e a condução epitelial é abrangente). A transmissão entre as redes, nos três grupos é feita principalmente por sinapses químicas polarizadas.

            Em hidromedusas, dois anéis nervosos estão localizados próximos à margem da umbrela. O interno tem caráter medular, com corpos celulares (principalmente bipolares) difusamente distribuídos pelo anel e cujas fibras se estendem paralelamenteumas às outras.

 
Características Gerais Sistema Nervoso