06/09/2018 - 09h40 - Por: Bárbara Macchi - Consultora de Carreira

É planejando que também se erra (e tudo bem)

Sabemos da importância do planejamento de maneira geral, para a vida. Para conseguirmos cumprir com os afazeres do dia a dia, quando temos uma viagem de férias marcada, para organização de nossa agenda. Nós sabemos da importância do planejamento. Por que então, por vezes, não o fazemos? Por que nos demanda tempo, paciência, investimento e pressupõe, acima de tudo, dar conta dele. Ninguém faz um planejamento para não segui-lo, não é?

Se você leu até aqui e respondeu “sim”, sinto informar: na maioria das vezes o faremos e não conseguiremos cumpri-lo. E o meu objetivo com esse texto não é passar a visão do “copo meio vazio” do mundo; muito pelo contrário, é a do copo meio cheio. Meio cheio porque significa que a metade que já está dentro do copo é o que estipulamos pra nós, o que já definimos como objetivo. E meio vazio porque temos toda outra metade como oportunidade de errar, e isso por incrível que pareça, é um presente. As circunstâncias da vida nos presenteiam frequentemente e, na maioria das vezes, não sabemos valorizar.

É difícil pensar nisso porque o desejo mais comum em relação ao erro é que ele simplesmente não aconteça. Mas ele vai acontecer, independente do quanto nos preparemos ou queiramos. Então valorizá-lo significa obter aproveitamento total da experiência: do planejar, do errar e o que faremos a partir disso. É ele que nos coloca fora da famosa zona de conforto e nos exige inovação e resiliência, muitas vezes nos promovendo ainda mais desenvolvimento do que o previsto inicialmente.

O ato de planejar (afazeres, férias, agenda e carreira) é o que nos dá uma direção inicial do que fazer para atingir os objetivos propostos e saber identificar o estágio em que os erros acontecerão e reconhecer a importância de aproveitá-los são etapas importantes; pois são estes os momentos que nos fazem repensar, questionar e refazer os planos. Mas tão importante quanto ter um planejamento é o quanto somos capazes de flexibilizá-lo para conseguirmos reprogramar a rota quando necessário; pois dificilmente conseguiremos seguir exatamente o que nos propomos, da maneira que queremos, e está tudo bem. Para você que continuou a leitura: estar em movimento de forma consciente das nossas escolhas é tão importante quanto chegar lá.

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