18/04/2018 - 16h11 - Por: Natalia Thormann - Consultora de Carreira

O Percurso Também Importa

Artigo de opinião desenvolvido pela consultora de carreira Natalia Thormann

  Você já nasceu andando? Não, né? Quando você nasceu não conseguia nem engatinhar, imagina andar. Mas aprendeu após alguns meses que era possível superar e aprender. É sobre esses tombos que quero falar hoje. A maioria de nós tem uma vergonha imensa e não costuma falar sobre seus fracassos. Confesso que tenho uma certa implicância com o termo “fracasso”. Se colocarmos no dicionário o que significa, lemos: “falta de êxito, derrota, condição de não atingir o objetivo”. Meu incômodo ao ler essa definição vem por perceber o peso negativo que está associado à ideia de fracassar.

  Já concordamos que ninguém nasce andando. Mas então por que escondemos o nosso percurso? Os tombos são necessários para que possamos aprender a como caminhar. Os erros ou fracassos fazem parte da nossa trajetória, inclusive, normalmente são pontos importantes para nossa carreira.

  Carreira, diferente do que muitos pensam não está somente atrelada à trajetória profissional. Ela é composta por todas as nossas experiências de vida e como costuramos todas as vivências e nos tornamos quem somos. E esse é um ponto super importante! Não somos formados apenas por experiências positivas, a realidade é que muitos dos marcos significativos de nossas vidas podem ter sido, num primeiro momento, encarados como negativos. Quantas vezes você já entendeu o significado de uma dificuldade só depois de um bom tempo?

  Apesar de muitos esconderem os obstáculos que enfrentaram, existe alguns exemplos de pessoas que expõem sobre isso nos mostrando como é essencial ressignificar os tropeços e não desistir logo de cara. Ficou curioso?

  Qual você imagina que seja a história de uma banda que na primeira pesquisa no Google é descrita como “grupo musical mais bem-sucedido e aclamado da história da música popular”? Você diria que os Beatles tocaram por anos para pouquíssimas pessoas em bares pequenos e não foram aprovados para gravar CD antes de ficarem mais conhecidos? Acreditaria se eu dissesse que Steven Spielberg foi recusado 3 vezes para entrar na faculdade de Arte, Cinema e Teatro? Que Albert Einstein não conseguia se expressar claramente e foi considerado mentalmente limitado quando criança? Que Paola Carossela já teve dívidas de milhões de reais, e que mesmo com seu restaurante lotado não se sentia feliz durante muito tempo? Que no primeiro vídeo da Jout Jout ela não consegue nem falar?

  Enquanto Escritório de Carreiras, acreditamos que um bom planejamento começa com autoconhecimento. Se o autoconhecimento é importante para planejarmos o futuro, como iremos ignorar nossos “tombos”? Quando os reconhecemos, fica mais fácil aprender e ressignificar. Quando erramos ou fracassamos, aprendemos. E se aprendemos, fica mais fácil fazer de novo, pois já sabemos para aonde ir, temos uma direção. Ao longo do tempo, talvez nem vejamos mais estes erros ou fracassos dessa forma, mas sim como um impulso para o sucesso ou simplesmente uma parte da nossa trajetória. Então fica aqui o convite para olharmos para nossos tombos com mais tranquilidade e menos autocobrança. Quem topa?

Compartilhe

Leia Mais Veja todas