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CIÊNCIAS HUMANAS/SOCIAIS

CIÊNCIAS EXATAS

INSTITUCIONAIS


Capa do livro
TONALIDADES AFETIVAS EM EL ASTILLERO, de J. C. Onetti

Máximo Daniel Lamela Adó

ISBN 978-85-7430-814-2

EDIPUCRS - 2008




      A presente pesquisa tem como objetivo mostrar o tema da tonalidade afetiva heideggeriana na literatura do escritor uruguaio Juan Carlos Onetti, em especial no romance El Astillero. Parte do pressuposto heideggeriano de que a transcendência do Dasein só encontra sentido próprio em seus existenciais. Sendo um existencial constitutivo do Dasein, assim como a compreensão e o discurso, a disposição afetiva (Stimmung) não pode ser interpretada como um psicologismo, ou estado anímico do ente, mas, sim, implicada em seu agir como ser-no-mundo. Nisso, retoma-se a idéia heideggeriana de que a essência do Dasein reside em sua existência, e a tonalidade afetiva é um modo constitutivo desse existir.
      Destarte recorre-se à filosofia heideggeriana para, através dessa noção, discorrer a respeito da atmosfera de El Astillero, enquanto Stimmung histórica do tédio profundo. E, também, a interpretação de algumas personagens afinadas, correlativamente, a essa atmosfera e a outras tonalidades afetivas de destaque na filosofia heideggeriana, assim como o temor e a angústia, enquanto Stimmung da decisão autêntica de viver na presença da morte.

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