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7. ORGANIZAÇÃO ESCOLAR: em busca da cidadania planetária94

      1. INTRODUÇÃO

      Visibilidade associada à velocidade são termos sínteses do novo mundo que tem sua dinâmica exaltada no e pelo tempo real95. Assim, profundas transformações instauradas nos meios de comunicação, informação e transmissão (NTIC96), fundadas nos códigos da digitalidade, impõem rupturas à organização escolar que tem no fazer pedagógico, o processo de produção que lhe distingue como campo educativo, frente aos demais campos que constituem o espaço social.
      Em torno dessa problemática, investigada através de pesquisa em ato, pretende-se demonstrar como a organização escolar vem desenvolvendo suas práticas de gestão voltadas a processos de formação de competências, a partir de:
  1. diagnóstico - realizado para verificar o tipo de levantamento, sistematização e armazenamento de informações relativas ao conjunto de saberes dos inúmeros agentes que atuam na escola, enquanto produzem / participam de práticas pedagógicas, desenvolvidas em tais entidades: do estudante, diretor, professores, funcionários, aos pais dos estudantes;
  2. construção, proposição e implementação de modalidades de comunicação (imagem, identidade, visão de mundo) e de organização da informação e respectiva transmissão do conjunto de práticas que constituem o fazer pedagógico das organizações escolares investigadas (banco de dados informatizado, homepage, lista de discussão, e-mail, internet, boletins eletrônico, impressos - do livro ao boletim), com base em indicadores vinculados ao tipo de gestão capaz de materializar a complexidade do tempo real: a gestão estratégica de competências (GEC).
      2. QUEM SOMOS?

      É, sem dúvida, a organização escolar a que enfrenta a situação mais premente e crucial nesse novo mundo marcado por transformações profundas. Frente a tais desafios, movimentos produzidos por interesses complementares possibilitaram o encontro de organizações escolares que se associam com o intuito de, juntas, enfrentarem o ´vendaval´ que vem assolando o campo educacional, em especial, devido à sua lentidão no que tange ao agir pro-ativamente face ao conjunto de demandas que a sociedade espera serem por ele supridas.
      O centro de gravitação dessa parceria gira em torno do projeto integrado "Gestão estratégica de competências e a formação do cidadão do século XXI" (PICEG)97 e a organização escolar privilegia essa análise - Escola estadual Germano Witrock (EEGW), que se dedica ao ensino fundamental (anexo 1). A condição básica que constitui o vetor/o desencadeador dessa relação, bem como de toda e qualquer outra relação que se venha a estabelecer entre uma organização social e o PIGEC, é a seguinte:
* Desejo, querer - essa escola, ao tomar conhecimento do PIGEC, manifestou, de imediato, seu interesse em participar como uma unidade da pesquisa por encontrar-se em uma situação limite: ou mudava sua dinâmica ou corria o risco de ser fechada.
      O feliz encontro entre duas organizações do mesmo campo social que vivem, na prática, em mundos espacialmente separados, mas muito próximos no agir pedagógico, envolve pesquisadores vinculados à equipe do PIGEC, estudantes, comunidade, professores e direção da EEGW. E, instigados pela dúvida radical - "quem somos?" -,estabeleceu-se uma relação capaz de fortalecer reciprocamente competências e habilidades de todos os envolvidos.
      Ou seja, é melhor desvendar o que papel social que temos a desempenhar hoje, decodificando-os ao materializá-los em práticas inovadoras os principais sinais emitidos por essa sociedade tão complexa ao campo educacional, o PIGEC vem realizando seu propósito, à medida que aprofunda competências e habilidades da comunidade escolar vinculada à EEGW, estreitamente relacionadas com a GEC.
      Nesse sentido, a EEGW constitui caso exemplar dentre as organizações investigadas, pois contém em sua singularidade, os principais elementos que configuram o processo de gestão estratégica de competências desencadeados pelo PIGEC em outras organizações. A seguir, será exposta a dinâmica desse frutífero encontro, que se iniciou em junho de 2000.

      3. O QUE FAZER?

      O primeiro encontro entre pesquisadores do PIGEC, direção e professores da EEGW, teve como objetivo primeiro, diagnosticar sentimentos e emoções98 de cada um dos agentes dessa escola. Construíram cenários projetando para o ano de 2005 suas representações associadas aos seus desejos relativos aos seus estudantes, à escola e à sua própria atuação nessa escola. Para tanto, lançaram mão de imagem, desenho, poesia, texto, música, mímica, teatro, etc.
      Esse tipo de diagnóstico possibilitou uma identificação mais acurada das expectativas, apreensões e fragilidades do corpo docente que, por serem difusas e/ou reprimidas, tendem a subverter e/ou obstaculizar os movimentos que se pretende ´racionalmente´ instaurar nessa escola. Ao final dessa dinâmica, professores e direção foram convidados a construir um tipo de slogan para balizar as práticas a serem desencadeadas nessa organização. Consensualmente, decidiram relacionar:
  • escola      novo caminhar
  • estudante      sou capaz
  • professor(a)      mudança
      A partir dessa tomada de posição, nos encontros mensais até o final desse ano de 2000, num total de cinco encontros em modalidade de oficina, elaborou-se o planejamento estratégico (anexo 2) centrado na gestão estratégica de competências, em torno de projetos, tais como: marketing, formação pedagógica, cultural, pesquisa e documentação.

      4. OS PRESSUPOSTOS

      Afinal, por que insistir com os agentes da EEGW (ou de qualquer outra organização) para expressarem seus desejos em relação ao futuro dessa escola, ao futuro de seus atuais estudantes, bem como a sua condição como formador(a) no futuro?
      A seguir, utilizo-me de respostas apontadas por Humberto Maturana, consensuadas por outros pesquisadores:
  1. ..."nós, seres humanos, fazemos o mundo que vivemos em nosso viver. Ele surge conosco. Então, como poderíamos especificar um futuro que não nos pertencerá porque será feito no viver de nossos filhos e filhas e não por nós mesmos? (...) Os seres humanos vivem no presente; o futuro é um modo de estar no presente, e o passado também"99.
  2. pesquisas têm demonstrado que "é a emoção que define o domínio no qual uma ação - um movimento ou uma postura interna - acontece. Por exemplo, "a emoção fundamental que especifica o domínio de ações no qual a ciência - conhecimento científico - acontece como uma atividade humana, é a curiosidade, sob a forma de desejo ou paixão pelo explicar..."100.
  3. a humanidade avança, aprimora-se somente a partir e através das transformações que cada agente social instaura em seu próprio ser social que se constrói na relação com o outro. Então, as tecnologias têm apenas a possibilidade de contribuir com a transformação social, desde que seja ´autorizada´, ou seja, implementada/acionada por cada um de nós que somos quem efetivamente detém tal poder. Esta é uma das formas de realização do movimento auto-eco-organizativo que se baseia obviamente no grau de auto-conhecimento.
  4. ..."As transformações tecnológicas não me impressionam, a tecnologia biológica não me impressiona, a internet não me impressiona. Não digo isto por arrogância. Sem dúvida, muito do que fazemos irá mudar se adotarmos as opções tecnológicas à nossa disposição, mas nossas ações não mudarão, a menos que nosso emocionar101 mude". ..."A tecnologia não é a solução para os problemas humanos, porque os problemas humanos pertencem ao domínio emocional..."102.
      Associada à necessidade de aprofundar o conhecimento de si mesmo, a operacionalização das demandas do contexto atual para o âmbito de uma prática pedagógica constitui, igualmente, uma exigência básica. Aponta-se, no quadro em anexo 3, alguns dos possíveis deslocamentos ao conjunto de relações que mobilizam todo o empreendimento que, mesmo no tempo presente, ao realizar seu processo de produção tende a orientar suas ações mais para o passado ou para o futuro. Agora, quando se pretende instaurar um novo caminhar, movido por mudanças que confirmam o quanto somos capazes, conforme é o desejo manifesto pela comunidade escolar - EEGW, como um todo, a tendência é a de se lançar/projetar as práticas em direção ao futuro.

          4.1 NOVOS DESAFIOS

              4.1.1 Novas trilhas para um novo caminhar

      No decorrer de 2001, os quatro subprojetos constituíram novos espaços de possibilidades a toda comunidade escolar, quando passou a experimentar situações que instauraram saberes e competências bem mais articuladas com o ´vendaval´ de transformações e decorrentes exigências enfrentadas por essa organização escolar.
      Isso fica bastante evidente num folder (anexo 4) distribuído em campanha para eleição ao cargo de direção da escola, no caso, a atual diretora tentando sua reeleição.

              4.1.2 Novo Regimento escolar

      A implementação do novo Regimento da EEGW teve início em 2002, o qual prevê profundas transformações nos âmbitos administrativo, de formação e de interação com a comunidade escolar como um todo.
  1. no âmbito administrativo - a dinâmica das relações de poder se constitui em torno de gerências: diretiva e pedagógica, integradas por um conselho com participação de pais. O organograma, em anexo 5, construído para expressar o novo regimento permite vislumbrar algumas das rupturas na dinâmica organizacional da EEGW.
  2. no âmbito pedagógico - as práticas desenvolvem-se a partir de equipes transdisciplinares, em torno de um projeto temático, do tipo ´guarda-chuva´, denominado Projeto VIDA (anexo 5), que origina e abarca inúmeros sub-projetos de todas as turmas da EEGW, que se propõem a investigação um fenômeno social relevante para os estudantes e seu respectivo contexto, na perspectiva das teorias do caos, da complexidade e da auto-eco-organização. Cada subprojeto é construído em torno de uma situação-problema cuja pesquisa visa atingir resultados que se materializem em produtos finais transferíveis.
                  4.1.2.1 Parceiros Voluntárias

      A presença na EEGW de quase vinte voluntários vinculados à ONG Parceiros Voluntários, quantidade aproximada ao número de professores lotados na escola, provocou mudanças que atingiram a rotina como um todo: a biblioteca, secretaria, locais de circulação, recreio e, igualmente, as práticas desenvolvidas mais estritamente no espaço da sala de aula. Essa mini-revolução deveu-se à diversidade de saberes que passam a circular, difundir-se e tensionar o fazer pedagógico até esse momento, através das áreas de atuação dos voluntários, que vai da comunicação, língua estrangeira, informática, artes cênicas, psicologia, enfermermagem, arquitetura, além de estudantes da graduação e do nível médio.

                  4.1.2.2 Outras parcerias

      Dentre os vários projetos que mobilizaram a EEGW, desde o ano escolar de 2001, a Biblioteca é reativada com a designação de uma professora para desenvolver uma proposta de ampliação desse serviço através de uma parceria, em andamento, com a Fundação ABRINQ, através do Projeto "Crer para ver".
      O Laboratório de Informática começa a se tornar uma realidade. Há uma sala disponível para a instalação de 10 máquinas em espaço projetado para tal fim. A campanha junto à sociedade civil já surtiu efeito. Encaminhado o Projeto "Formação do cidadão digital", pela equipe diretiva da EEGW para organizações do 2º e 3º setores, bem como para organizações não governamentais e fundações com o intuito de ampliar os apoios voltados à montagem do referido Laboratório, já recebeu os equipamentos, possibilitando a abertura de tal laboratório, em março de 2003.

          4.2 GESTÃO ESTRATÉGICA - UMA CONDIÇÃO BÁSICA À FORMAÇÃO DE COMPETÊNCIAS

              4.2.1 Categoria central e análise

      Gestão estratégica de competências está sendo aqui concebida como o modo de "transcender as fissuras de cada setor", ao definir as macro-competências da organização, bem como as micro-competências individuais. Isso implica dizer que esse tipo de gestão, é cada vez mais decisiva para se atingir mudanças, pois não importa apenas a soma de competências (macro ou micro), mas a maneira como elas estão articuladas, observando que sua difusão e aprendizagem, são igualmente indispensáveis para o sucesso de todo empreendimento, face à velocidade que ocorrem as mudanças, nesse final de século103.
      Os principais indicadores privilegiados para investigar organizações sociais escolares e não escolares, constam a seguir:
  • tipo de planejamento;
  • grau de informação sobre os agentes e saberes que integram tais processos;
  • critérios de seleção para ingresso em tais entidades;
  • mapeamento das competências estratégicas;
  • tipos de difusão das competências estratégicas: distribuição, alocação, rotação;
  • tipo de incentivo à atualização e aquisição de novas competências;
  • avaliação continuada dos resultados referentes ao desempenho dos agentes sociais envolvidos diretamente no processo de formação (direção, formadores, formandos);
  • plano de formação contínua;
  • plano de carreira baseado nas competências;
  • política salarial associada ao desenvolvimento de competências;
      Esse conjunto de indicadores tem orientado a construção das práticas pedagógicas que dinamizam o dia-a-dia da EEGW.

              4.2.2 Quando a GEC instaura competências voltadas ao "saber cuidar de si, do outro e da natureza"

Instaurar uma gestão estratégica voltada à construção de competência significa, igualmente, desenvolver processos centrados no saber-ser, que se fundamenta no princípio de que o cidadão é um ser complexo que se forma:
  • desde o período da fecundação
  • através de relações que se constroem em torno de práticas
  • a partir de sua capacidade auto-eco-organizativa, que confirma sua condição de ´ser aprendente´
  • em relações de disputa interativa e conflitiva, que envolvem poder e interesses diversos
  • ao desenvolver suas múltiplas dimensões como ser complexo, porém uno, e integrado pela emoção e razão
  • desenvolvendo e expressando competências associadas à sensibilidade solidária com o suprimento das condições humanas básicas
  • em rede de relações dinâmicas.
              4.2.3 Transdisciplinaridade: a forma de viver a vida como ela é

      Uma formação autêntica não privilegia a abstração em suas práticas. Instiga o(a) formando(a) a contextualizar, concretizar e globalizar. A formação transdisciplinar por natureza reavalia o papel da intuição, da imaginação, da sensibilidade e do corpo na produção de saberes e competências.
      O reconhecimento da existência de diferentes níveis de realidade, regidos por lógicas diferentes é inerente à atitude transdisciplinar. Qualquer tentativa de reduzir a realidade a um único nível regido por uma única lógica não se situa no campo da transdisciplinaridade e tão pouco no da temporalidade.
      Rigor, abertura e tolerância são características fundamentais da atitude e da visão transdisciplinar. O rigor na argumentação, que leva em conta todos os dados, é a barreira às possíveis distorções. A abertura comporta a aceitação do desconhecido, do inesperado e do imprevisível. A tolerância é o reconhecimento do direito às idéias e verdades contrárias às nossas.
      Nessa perspectiva, a gestão estratégica de competências na EEGW desenvolve problemáticas construídas em torno do Projeto VIDA, temática privilegiada para toda a escola no ano de 2002 (anexo 6), a partir de uma triagem junto aos estudantes no tocante aos seus desejos e interesses, realizado de forma sistemática por um(a) professor(a) representante de cada equipe. A partir desses dados, constrói-se a problemática de um módulo, diagrama em anexo 7, em torno da qual se elabora o planejamento por equipe, seguindo a modalidade proposta (anexo 8), que subsidiará os respectivos planos de ação (anexo 9) de cada professor(a) que compõe essa dinâmica, organizada em equipes transdisciplinares.

      5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

      Efetivamente, instaurar mudança com vistas a um novo caminhar pautada no princípio de que somos capazes, significa interferir nos tempos sociais expressos no tipo de relações que se estabelecem entre os inúmeros agentes que atuam no âmbito de uma organização, pois são elas - as relações - quem detêm o poder, a força, a energia para acelerar e/ou deter o movimento do tempo. Nesse sentido, Bachelard é categórico: "o que permanece e o que dura no tempo é apenas e tão somente aquilo que tem razões para recomeçar".
      E, afinal, quem constrói tais razões?
      Elas são pensadas e vividas nas relações que cada agente desencadeia no contexto em que se insere e se constitui como ser coletivo.
      Logo, trata-se de um processo complexo, de produção da história que se sustenta cada vez mais por dinâmicas auto-eco-organizativas, em que as temporalidades incorporadas por cada cidadão, em sua trajetória de vida, para não se tornarem obstáculos epistemológicos ao movimento, própria da História, dependem de tensionamentos constantes, mediados por uma exposição a diversos meios e práticas que intensificam e disseminam novos saberes.
      Michel Serres considera que o tempo produz a contradição e não o inverso, conforme Hegel. Afirma que "só o tempo pode tornar co-possíveis duas coisas contraditórias, por exemplo, sou jovem e velho, ao mesmo tempo". Por isso, entende que o "tempo se assemelha muito mais a uma variedade amassada, do que a uma variedade plana, excessivamente simplificada". Nessa perspectiva, observa que "o arcaico encontra-se sempre ao nosso lado, enquanto que, aqui e ali, Lucrécio, está, como se diz, na crista da onda!". Prossegue comentando que "somos arcaicos em três quartos de nossas ações; poucas pessoas, um número menor ainda de pensamentos estão em toda parte, presentes na sua própria época". Todavia, destaca que "arcaísmo não é necessariamente sinônimo de algo prejudicial"104.
      Dessa forma, torna-se cada vez mais imprescindível desencadear os novos mecanismos que têm a capacidade de acelerar os tempos vividos em uma organização, porque dispõem / ´carregam´ / comportam, como um caleidoscópio, o múltiplo do tempo - as incontáveis temporalidades que constituem a realidade.
      Em tempo movido pelo caos, uma organização que se deixa levar pelo acaso não sobrevive. Nesse cenário, transformação e planejamento são condições indissociáveis para enfrentar com maior grau de êxito, as exigências e necessidades impostas a todos os campos sociais.
      Por isso, a construção de novas práticas depende de um planejamento estratégico voltado ao desenvolvimento de processos de formação de novas competências, fundamentadas essencialmente nas dimensões que constituem o saber-ser. E, deste modo então, ampliam-se as possibilidades de aprofundamento da inteligência coletiva - "a arte de suscitar coletivos inteligentes e valorizar ao máximo a diversidade das qualidades humanas"105.
      Os principais resultados dessa pesquisa referem-se:
  1. ao grau de fortalecimento dessas organizações, à medida que decidem adotar / recorrer a meios que podem funcionar como ´aceleradores´, dando-lhes mais velocidade ao detectarem seus limites e oportunidades frente às necessidades e demandas associadas às transformações, decorrentes das NTIC aprofundando a globalização da sociedade;
  2. aos novos dispositivos implementados na formação que tendem a apresentar uma sintonia mais afinada com o futuro dos jovens cidadãos que nelas se formam. Assim, constata-se que tais organizações, ao admitirem e se reconhecerem no tempo passado, situam-se / relacionam-se mais articuladamente com o tempo presente & futuro;
  3. à aquisição, apesar de gradual, das ferramentas e códigos associados aos meios e formas hoje dominantes e que materializam a epistemologia da era digital, especialmente tangente à comunicação, informação e transmissão. Com tais iniciativas, a organização escolar incorpora ´aceleradores´ decisivos à sua construção mais articulada com nosso tempo presente, movido pela visibilidade & velocidade.
  4. aos processos que distinguem e diferenciam a organização escolar que se constroem, cada vez mais, na transdisciplinaridade mediada pela gestão estratégica de competências, que se fundam na fluidez da comunicação - multiplicidade de saberes, caminhos e opções. Desse modo, ao socializarem seus produtos, ampliam os possíveis à construção de uma cidadania planetária que visa o desenvolvimento da sensibilidade solidária, tendo no "saber cuidar" o pressuposto e o vetor para tal movimento, em busca de mudanças pautadas na responsabilidade social.
  5. ao significativo número de organizações escolares atingidas por essa pesquisa, situadas nos três estados da Região Sul do Brasil (PR, SC, RS), através do Projeto Integrado "Gestão estratégica de competências e a formação do cidadão do século XXI", ligado ao Plano Sul - CNPq / FAPERGS / Instituições de Ensino Superior (IES) e parcerias com a sociedade civil, o que tende, igualmente, a destacar a importância desses resultados no âmbito do campo educativo que, invariavelmente, estende-se aos demais campos do espaço social.



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