Acervos:



Manoelito de Ornellas

(Itaqui, RS, 1903; Porto Alegre, RS, 1969).
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1903 Nasce Manoelito de Omellas, o penúltimo filho de uma prole de sete, em ltaqui, às margens do rio Uruguai, Rio Grande do Sul, no dia 17 de fevereiro. Seus pais são Manoel Pedro de Ornellas, descendente de portugueses da ilha da Madeira, e Anna Guglielmi, de ascendência italiana e francesa, nascida no Uruguai.

1914 Vai estudar, aos 11 anos de idade, no Ginásio Santa Maria, na cidade de mesmo nome, onde permanece apenas uma ano.

1915 Volta ao convívio da família.

1917 Inicia a formação de sua biblioteca com Os sertões de Euclides da Cunha. É emancipado pelo pai, a fim de tomar conta dos negócios da família, pois Manoel Pedro encontra-se doente nessa época.

1918 Presta exames escolares nas cidades de ltaqui e de Uruguaiana e conclui o Ginásio com aprovação máxima na maioria das disciplinas.

1920 Morre Humberto, seu irmão mais velho, e a família toma novos rumos.

1922 Muda-se, com a família, para Tupanciretã, região do Planalto médio.

1927 Morre Anna Guglielmi, mãe de Manoelito, no dia 4 de abril.

1928 Publica pela Emp. Gráfica Ltda., de São Paulo, seu primeiro livro: Rodeio de estrelas, poesias.

1930 E redator do Jornal da Manhã e, após, redator-chefe de A Federação. Publica o livro de poesias, Arco Íris, pela Livraria do Globo, e Dois discursos, pela mesma editora.

1931 Casa-se com Lucy Pinto de Ornellas, prima de Aureliano e José Figueiredo Pinto, amigos de Manoelito.

1932 Nasce Lília Pinto de Omellas.

1934 Muda-se, com a família, para Santa Maria. Publica pela São Paulo Editora uma monografia sobre a historia da região missioneira do Estado, Tupanciretã, trabalho que rende, ao autor, uma cadeira de membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.

1935 Muda-se, com a família, para Porto Alegre.

1937 Recebe a condecoração Cavaleiro da Ordem da Coroa de Itália, em 21 de setembro.

1938 É nomeado diretor da Biblioteca Pública. Em seguida, é eleito presidente da Associação Riograndense de lmprensa (ARl) em substituição ao escritor Érico Veríssimo. Publica seu primeiro livro de ensaios, Vozes de Ariel, pela Globo.

1939 E nomeado, respectivamente, diretor da lmprensa Oficial e do Jornal do Estado, órgão este que traduzia o pensamento do Governo. Nessa época escreve editoriais de repercussão nacional.

1940 Publica Tradições e símbolos. É agraciado com a Medalha de Prata do 50º aniversário da Proclamação da República, em 20 de maio.

1942 Assume o cargo de diretor do Departamento de lmprensa e Propaganda, órgão do Governo brasileiro no Rio Grande do Sul.

1943 Publica, com êxito total de crítica, o livro de ensaios Símbolos bárbaros pela Livraria do Globo. Mais tarde lança O Brasil nos destinos da América.

1944 lnicia uma campanha, por todo o território sul-rio-grandense, pela volta ao regime democrático. Profere conferências e lança o estudo Caminhos originais do Brasil.

1945 Deixa a direção do Departamento de lmprensa e Propaganda e assume a direção do Arquivo Público.

1948 Publica, pela Editora Globo, o romance histórico Tiaraju. Também sai Gaúchos e beduínos - a origem étnica e a formação social do Rio Grande do Sul, pela José Olympio, além do ensaio Uma viagem pela Literatura do Rio Grande do Sul, separata da Revista Atlântico, de Lisboa. Traduz e prefacia o romance Ariadne, de Claude Anet, e Tabaré, o poema de Juan Zorrilla de San Martín.

1951 Assume, como professor interino, as disciplinas de Literatura Hispano-Americana e Cultura lbérica da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sendo efetivado em 21 de dezembro.

1952 Lança pela editora Arte no Rio Grande A filigrana árabe nas tradições gaúchas.

1954 E afastado do corpo docente da UFRGS e ingressa na Faculdade de Filosofia de Florianópolis, onde passa a lecionar História da Arte. Publica O Rio Grande do Sul tradicionalista e brasileiro e Cadernos de Portugal e Espanha.

1955 Edita, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, A poesia crioula na sátira política. E agraciado com a Medalha lmperatriz Leopoldina, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, em 05 de novembro.

1956 Publica A gênese do gaucho brasileiro - Cadernos de Cultura, pelo Ministério de Educação e Cultura.

1957 Lança Uma viagem pela literatura do Rio Grande do Sul, reedição da Revista Vértice de Lisboa. Em 08 de outubro recebe a Medalha do Pacificador, outorgada pelo Ministério do Exército.

1958 É condecorado com a Medalha Sílvio Romero, do antigo Distrito Federal (Rio de janeiro), em 29 de agosto.

1959 É incluída oficialmente, no índice Histórico Español, sob a orientação de Guilhermino Cespedes, catedrático da Faculdade de Letras de Sevilha, a obra Gaúchos e beduínos.

1960 Publica o livro A cruz e o alfange pela editora Progresso de Salvador, Bahia. Em 07 de abril é homenageado com a Comenda de Alfonso X, EI Sábio, distinção máxima do Governo espanhol a intelectuais estrangeiros.

1961 E laureado com a Medalha Olavo Bilac por seus estudos sobre a Espanha.

1963 E eleito, pelos líderes da sociedade sul-rio-grandense, como a Personalidade do Ano na área da Cultura e das Letras. Recebe o Prêmio da Sociedade Pedro l pelo livro Máscaras e murais de minha terra.

1964 Edita, em plaqueta, a monografia Bolívar escritor e Tardes e noites brasileiras de cultura. E nomeado adido cultural do Brasil no Uruguai.

1965 Lança Máscaras e murais de minha terra editado pela Livraria do Globo.

1967 Publica, pela EDART, de São Pauto, Um bandeirante da Toscana, livro encomendado por Assis Chateaubriand, que versa sobre a vida de um ilustre italiano que restaurou a indústria açucareira de São Paulo.

1968 Recebe o Prêmio Joaquim Nabuco, da Academia Brasileira de Letras, entregue pelo acadêmico lvan Lins, pela obra Máscaras e murais de minha terra. E homenageado com o título de Membro Honorário da Academia Catarinense de Letras.

1969 Edita, pela Livraria Sulina, Terra xucra, livro de memórias que formaria uma trilogia com Mormaço e Estuário, este inacabado. Os amigos e intelectuais de Sâo Paulo promovem um lançamento especial para Terra xucra, em junho, época que Manoelito pronunciou várias conferências. No dia 8 de julho, morre o escritor que dedicou sua vida e obra ás causas da terra onde nasceu.

Bibliografia

ORNELLAS, Manoelito de Rodeio de estrelas. São Paulo: Emp Gráfica Ltda., 1928.

______Rodeio de estrelas (inédito).

______Arco-íris. Porto Alegre: Globo, 1930.

______Dor's dlscursos. Porto Alegre: Globo, 1930. Tupanciretã. São Paulo: São Paulo Editora Ltda., 1934.

______Vozes de Ariel. Porto Alegre: Globo, 1938.

______Tradições e símbolos. Porto Alegre: Globo, 1940.

______Símbolos bárbaros. Porto Alegre: Globo, 1943.

______ O Brasil nos desfinos da Amerìca. Porto Alegre: s/ed., 1943.

______ Os caminhos originaìs do Brasil. Porto Alegre: lmprensa Oficial do Estado, 1944.

______Tiaraju. Porto Alegre: Globo, 1948.

______2 ed. Porto Alegre: Globo, 1960.

______3 ed. Porto Alegre: Globo, 1966.

______Gauchos e beduínos - a origem étnica e a formação social do Rio Grande do Sui. Com prefácio do autor. Rio de Janeiro: José Olympio, 1948.

______Com prefácio do autor. 2 ed. Rio de Janeiro. José Olympio, 1956.

______Com prefácio de Erico Verissimo. 3 ed. Rio de Janeiro: José OÍympro, 1976.

______A filigrana árabe nas tradições gauchas. Porto Alegre: Editora Arte no Rio Grande. 1952.

______O Rto Grande do Sul tradicionalisfa e brasìieìro. Porto Alegre: Globo, 1954.

______Cadernos de Portugal e Espanha. Porto Alegre: Sulina, 1954.

______ A gênese do gaúcho brasìleiro. Rio de Janeiro: MEC, 1955.

______A cruz e o alfange. Salvador: Livraria Progresso Editora, 1961.

______Bolívar escrìtor. Edição de plaqueta.Porto Alegre: sled., 1964.

______Máscaras e murais de minha terra. Porto Alegre: Globo, 1966.

______Um bandeirante da Toscana. São Paulo: EDART. 1967.

______Um bandeirante da Toscana íinédito)

______ Terra Xucra. Porto Alegre: Sulina, 1969.

______Mormaço. Porto Alegre: Sulina, 1972.

______Mormaço (inédito).

______Paineìs e perfis de Hìspano-America (inédito)