Acervos:



Luiz de Miranda

(Uruguaiana, RS, 1945)

Poeta, autor da obra poética mais extensa em Língua Portuguesa. Além de prêmios de destaque no Brasil, foi premiado nos Estados Unidos, na Itália, no Paraguai e no Panamá. Seu nome é verbete da Enciclopédia de Literatura Biblos, da Europa. Dentre suas publicações, as de maior destaque são: Memorial (1973); Porto Alegre – roteiro da paixão (1985); Amor de amar (1986); Livro dos meses (1992); Livro do pampa (1995); Trilogia do azul, do mar, da madrugada e da ventania (2000); Cantos de sesmaria (2003); Nunca mais seremos os mesmos (2005); Monolítico (2009).



Cronologia de Vida


1945 - Nasce, em 6 de abril, Luiz Carlos Goulart de Miranda, filho de Francisca e Alurino, em Uruguaiana.

1950 - Inicia seus estudos com professores particulares da vizinhança e, aos sete anos, ingressa no Colégio Júlio de Castilhos, em Uruguaiana.

1955 - José Newton, único irmão de Miranda, morre em um acidente. Antes de completar 10 anos, Miranda ingressa no Colégio Romaguera Correia.

1958 - Cursa o ginasial e o científico, no Ginásio Estadual Dom Hermeto, concluído em 1965.

1962 - Com a professora Domingas Faraco, da disciplina de Língua Portuguesa, a quem Miranda reconhecerá como “mestra”, aprende o gosto pela língua e pela literatura.

1963 - Inicia sua colaboração literária no jornal A Platéia, de Santana do Livramento.

1966 - Ingressa no curso de Zootecnia, em Uruguaiana. Viaja a Porto Alegre e, posteriormente, a São Paulo, interrompendo o curso.

1967 - Ingressa no curso de Teologia, em São Paulo.

1968 - Seu Poema da Terra é publicado na primeira página do Caderno de Sábado, com ilustração de seu conterrâneo Vasco Prado.Participa ativamente da política em oposição ao regime militar. Em São Bernardo, São Paulo, no dia primeiro de maio, atua na peça de sua autoria Povo, palavra, amor, liberdade. Os espetáculos são suspensos, já que a peça é proibida pela censura. Devido a perseguições políticas, deixa São Paulo e refugia-se em Alegrete, onde dirige a parte interna de um orfanato para meninos.Por temer punições pelo AI-5, refugia-se clandestinamente no Uruguai.

1969 - Retornando à terra natal, ingressa no curso de Filosofia. É preso em Uruguaiana.  Aparece no número 23 dos Cadernos do Extremo Sul, de Alegrete,  Andança, a primeira coletânea de poemas do autor.

1970 - Em Porto Alegre, retoma o curso de Filosofia, na PUCRS.

1971 - Como ator, trabalha no Teatro de Arena e, como redator, trabalha para o programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha. Ganha o Prêmio Estadual de Poesia, promovido pelo DCE-UFRGS.

Durante a apresentação de A irresistível ascensão de Arturo Ui, de Bertold Brecht, é preso no Teatro de Arena.

1972 - Viaja pela América Latina. Trabalha como redator na Símbolo Propaganda, de Porto Alegre. Abandona definitivamente a Faculdade de Filosofia.Publica seus poemas em várias revistas e suplementos literários brasileiros.

1973 - Publicação de Memorial. O pintor Waldeny Elias realiza uma exposição com seus poemas em Uruguaiana.

1975 - Miranda se muda para Buenos Aires e passa a conviver com diversos brasileiros, dentre eles Ferreira Gullar, que, na ocasião, escreve o prefácio de Solidão Provisória.

1976 - Em Porto Alegre, os poemas de Miranda são apresentados na forma de gravuras, desenhos, pinturas e fotografias de diversos artistas, na mostra Sobreavida. Muda-se para o Rio de Janeiro, onde passa a trabalhar no jornal O Globo.

1978 - Publicação de Solidão Provisória.

1979 - Representando o Brasil, Miranda participa do XX Festival Internacional da Canção, com Palavra, sua parceria com Kleiton Ramil. Volta a residir em Porto Alegre. Tem seus poemas estudados na Universidade do Novo México, sob a orientação do professor e escritor John Tolman.
Dirige o espetáculo Porto de Luz, no Teatro Renascença.

1981- Publicação de Estado de Alerta.

1982 - Miranda participa da fundação da Associação Gaúcha de Escritores, em que é eleito seu primeiro presidente.

1983 - Traduz Últimos poemas, da Pablo Neruda.Participa do Musicanto. Muda-se para o Rio de Janeiro.Coordena os espetáculos de seu Amigo Alceu Valença e viaja em  sua companhia por todo o país.

1985 - Miranda retorna, outra vez, a Porto Alegre. Publica Porto Alegre – roteiro da paixão. Recebe o Prêmio de Literatura de 1985, do Jornal The Brazilians, de Nova Iorque, no First Brazilian Independence Day Street Festival, pela obra Porto Alegre – roteiro da paixão. Recebe o Prêmio Expresión Cultural, do Panamá. Recebe o Prêmio Excelência Literária en Las Americas, do programa americano Cita con las Americas, de Nova Iorque. Participa do III Musicanto com Pampa de Luz, canção em parceria com Pery Souza.

1986 - ­Publica de Amor de Amar. Dirige a Divisão de Cultura de Porto Alegre e recebe uma condecoração do Instituto Panamenho de Turismo, da República do Panamá, por sua gestão.

1987 - Eleito para a Academia Rio-Grandense de Letras, ocupa a vaga deixada por Dyonélio Machado. Publicação de Antologia Poética. Recebe, da Câmara Municipal de Porto Alegre, o Prêmio Érico Veríssimo. Recebe o Prêmio Poesia 1987, outorgado pelo jornal Kronica e Epatur.

1988 - Recebe o Prêmio Clave de Sol, conferido pelo Clube dos Compositores do Rio Grande do Sul. Recebe outra vez o prêmio Valores culturales de las Américas, concedido pelo programa de televisão Cita con las Américas, de Nova Iorque.

1991- Em um especial para a RBS/TV, participa de Roteiro de uma paixão, de Geraldo Flach, recitando três poemas. Participa, em Montevidéu, do seminário Políticas Culturais no Marco da Integração Regional do Mercosul.

1992 - Publica Livro do Passageiro, Livro dos Meses e poesia Reunida.
É escolhido o patrono da 18ª Feira do Livro de Uruguaiana, a 3ª Binacional - Brasil/Argentina. Sua música Pampa de Luz, em parceria com Pery Souza, é gravada em espanhol pelo cantor argentino Claudio Bustos.

1993 - É premiado pelo Governo do Paraguai, pela obra Poesia reunida. Recebe o prêmio Literature and Family: The Noblest Desire, na Feira do Livro Infantil de Bolonha, na Itália, pela obra Livro dos Meses. A mesma obra ganha o título  de "altamente recomendável", pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

1994 - Participa de Letras de Espanha, encontro de escritores organizado pelo Governo Espanhol, em Montevidéu, Uruguai.

1995 - Publicação de Livro do pampa. Acontece o evento 50 anos/80 Músicos, no dia 6 de abril, aniversário de Miranda. Recebe a Medalha de Ouro, a maior honraria de Uruguaiana.

1996 - Publicação de Amores Imperfeitos e de Incêndios Clandestinos. Viaja à Europa, onde escreve Balada de Lisboa, Balada de Madrid, Balada de Paris.Participa com quatro poemas em espanhol e em português, de Tradução Poética e Plurilinguismo, obra com poetas de todo o mundo e de todas as épocas.

1997 - Publicação de Nova Antologia Poética, obra que marca os 30 anos de poesia de Miranda. Recebe o título de Cidadão de Porto Alegre, por votação unânime dos vereadores.

1998 - O verbete Luiz de Miranda, feito por Regina Zilberman, é incluído na Enciclopédia de Literatura Biblos, a pedido da universidade de Coimbra, Portugal.

1999 - Publicação de Quarteto dos mistérios, amor e agonias.

2000 - Publicação de Trilogia do Azul, do Mar, da Madrugada e da Ventania.

2001 - Recebe o Grande Prêmio Nacional de Poesia da Academia Brasileira de Letras. Representa o Brasil no 11º Festival Internacional de Poesia de Medellin, na Colômbia. É finalista do Prêmio Jabuti.

2002 - Publicação de Trilogia da Casa de Deus. É indicado para Patrono da Feira do Livro de Porto Alegre. É Patrono da Feira do Livro de Santa Cruz do Sul.

2003 - Publicação de Cantos de Sesmaria e de Poesia das Capitais. É indicado novamente para Patrono da Feira do Livro de Porto Alegre.

2005 - Publicação de Nunca Mais Seremos Os Mesmos.

2006 - Escreve Velas de Portugal, longo poema em louvor à terra lusitana.

2007 - Escreve Salve a Argentina, poema em louvor à Pátria-Irmã. É criado o Instituto Cultural Poeta Luiz de Miranda, primeiro órgão associativo do Rio Grande do Sul em torno da poesia, das artes e da obra do poeta. O Instituto Literario Y Cultural Hispanico elege Luiz de Miranda como Membro de Honra.

2008 - Escreve Rio de Janeiro, Canto de Amor e Esperança, primeiro canto-livro à Cidade Maravilhosa. É eleito Acadêmico Honorífico, da Real Academia de Letras. É eleito Príncipe dos Poetas do Rio Grande do Sul, na tradição que começou em 1916 quando Olavo Bilac coroou Zeferino Brasil. Torna-se o primeiro poeta brasileiro vivo a ter um busto dentro de um estádio de futebol – Estádio dos Álamos, sede do Sá Viana Futebol Clube.

2009 - Publicação de Monolítico. No dia 10 de novembro, o poeta doa sua fortuna crítica e seus manuscritos, além de objetos pessoais ao DELFOS – Espaço de Documentação e Memória Cultural da PUCRS.

2010 - Traduz para o francês o livro Trilogia do Azul, do Mar, da Madrugada e da Ventania, publicada pela Yvelinédition, de Paris.



Bibliografia do Autor


Memorial. Porto Alegre: A Nação/IEL, 1973. 
Solidão Provisória. São Paulo: Alfa-Ômega, 1978. 
Estado de Alerta. Porto Alegre: Movimento, 1981. 
Porto Alegre: roteiro da paixão. Porto Alegre: Tchê, 1985. 
Amor de Amar. Porto Alegre: LP&M, 1986.
Antologia Poética. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1987. 
Livro do Passageiro. Porto Alegre: Cultura Contemporânea, 1992. 
Livro dos Meses. São Paulo: FTD, 1992. 
Poesia Reunida. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira/IEL, 1992. 
Livro do Pampa. Porto Alegre: Sulina, 1995. 
Amores Imperfeitos. Porto Alegre: Sulina, 1996. 
Incêndios Clandestinos. Porto Alegre: Coleção Petit-Poa, SMC, 1996. 
Nova Antologia Poética. Porto Alegre: Sulina, 1997. 
Quarteto dos Mistérios, Amor e Agonias. Porto Alegre: Sulina, 1999. 
Trilogia do Azul, do Mar, da Madrugada e da Ventania. Porto Alegre, Sulina, 2000. 
Trilogia da Casa de Deus. Porto Alegre: Sulina, 2002. 
Cantos de Sesmarias. Porto Alegre: Sulina, 2003. 
Poesias das Capitais. São Paulo: FTD, 2003. 
Nunca Mais Seremos os Mesmos. Porto Alegre: Nova Prova, 2005.  
Monolítico. Jaraguá do Sul: Design, 2009.
Melhores poemas. São Paulo: Global, 2010.
Trilogie du Bleu, de la Mer, de Laube et Grands Vents. Paris: Yvelinédition, 2010.