

Oswaldo Goidanich nasceu no dia 29 de outubro de 1917, na cidade de Porto Alegre. Foi o sexto filho dos sete que tiveram Quintino Goidanich e Maria Jovelina Defanti. A tradição da família tendia a dirigir os filhos para o comércio. Entretanto, Goidanich, desde cedo, era visivelmente atraído pela música, pelas artes plásticas e pelo turismo, ainda em fase de desenvolvimento no Rio Grande do Sul. Jovem de iniciativa e vontade, Oswaldo foi autodidata em todas as áreas de seu apreço. Dessa maneira, ingressou precocemente no meio profissional aos 14 anos de idade.
Em 1935, aos 18 anos, saiu de casa, após ser admitido em seu primeiro emprego como auxiliar de escritório no Touring. Esse seria o primeiro emprego de uma série de outros encargos que viria a acumular como profissional do setor das artes e do turismo gaúcho. Já no ano seguinte, em 1936, Goidanich passou de auxiliar geral para a gerência da seção do Rio Grande do Sul do Touring¹. Foi o responsável pela criação do primeiro folheto turístico editado no estado com o slogan “Onde vamos veranear”. Criou a sede do Touring no Rio Grande do Sul, inaugurada em 1971, na Avenida João Pessoa, em Porto Alegre. Em 1959, foi nomeado diretor do SETUR – Serviço Estadual de Turismo, no qual se destacou pelo trabalho de publicidade adotado. Pela primeira vez, desenvolveu-se um trabalho de marketing com a intenção de vender a imagem turística do estado para o Brasil e os países do Prata. Iniciativas como um extenso stand de cem metros em todas as exposições no Parque Ibirapuera, em São Paulo, e de ampliações fotográficas com aspectos característicos do pampa gaúcho, espalhadas por mais de cem churrascarias de todo o país, ilustram a mobilização durante esses quatro anos de gestão. Mas o projeto e a realização que veio a marcar a gestão de Oswaldo Goidanich, no SETUR, foi o Parque Zoológico Estadual, situado em Sapucaia do Sul.
No dia 6 de janeiro de 1981, foi contratado pela EMBRATUR – Empresa Brasileira de Turismo, onde atuou nos dois primeiros anos como diretor-adjunto de planejamento, de nível A e, de 1983 em diante, como consultor técnico da Presidência, de Nível B. Como realizações nesse ofício, destacam-se um levantamento do patrimônio histórico da capital gaúcha, visando a implantação de um Centro de Eventos. Nesse estudo, defendeu o aproveitamento da antiga Usina do Gasômetro, até então desativada e abandonada, mas localizada num ponto estratégico da cidade.
Desde 1935, Goidanich escrevia e editava a Revista do Touring, no Rio Grande do Sul. Em maio de 1937, foi contratado pelo jornal O Estado do Rio Grande para ser cronista esportivo. Após o anúncio do Golpe de Estado, proclamado pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas, no dia 10 de novembro de 1937, uma série de medidas quanto à liberdade de expressão em vários setores da sociedade foram tomadas. Dentre elas, a demissão de muitos jornalistas. Dessa maneira, o emprego de Goidanich em O Estado do Rio Grande não durou mais do que quatro meses. O jornalista só voltaria a trabalhar na imprensa em 1940. Ao encontrar Damasso Rocha, Goidanich aceitou o pedido do jornalista em trabalhar na redação do jornal A Nação. Atuou durante um ano e meio como redator, ao lado de nomes como Josué Guimarães, Ernesto Cruz Valdez, João de Souza Ribeiro e Frederico Renato Mota.
Ingressou e permaneceu como redator do periódico Diário de Notícias, durante o período de um ano e meio, quando decidiu aceitar uma proposta oriunda da Companhia Caldas Júnior para trabalhar no jornal Correio do Povo.
Ao longo da sua carreira profissional, Goidanich agiu diretamente como promotor cultural, como é o caso da criação do suplemento cultural “Caderno de Sábado”, do jornal Correio do Povo, em 1967, incentivando artistas e pensadores das mais variadas artes a manifestarem suas idéias e criações. Atuou como Diretor de Atividades Culturais da Assembléia Legislativa e fez parte de conselhos estaduais da Secretaria da Cultura, durante as décadas de 1960 e 1980. Foi, também, coordenador, no ano de 1971, da Comissão Especial de Estudos de Levantamento e Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Rio Grande do Sul. Destaca-se também a sua atuação como Diretor da Associação Riograndense dos Festivais de Coros, na década de 1960, e Membro da Comissão de construção do Auditório Araújo Viana, no Parque da Redenção, em 1964. Goidanich elaborou, ainda, o Projeto dos Estatutos da Fundação Theatro São Pedro.
Goidanich ingressou na Associação de Artes Plásticas Francisco Lisbôa nos seus primeiros anos de atividade, através do amigo, artista plástico e um dos fundadores da associação, Edgar Koetz. Ao manter um contato mais próximo com a classe artística, em conjunto com representantes da associação, Oswaldo ajudou a montar um dos mais controversos salões de artes plásticas do estado. Intitulado 1º Salão Moderno de Artes Plásticas, realizado no início do ano de 1942.
Goidanich foi o quinto presidente na história da OSPA – Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Permaneceu no cargo por sete anos, de 1973 a 1980, no período considerado o mais difícil da instituição, aquele que se sucedeu à morte do seu inolvidável criador, o maestro húngaro Pablo Komlós.