Acervos:



Oswaldo Goidanich

(Porto Alegre, RS, 1917; Porto Alegre, RS, 1995).

Oswaldo Goidanich nasceu no dia 29 de outubro de 1917, na cidade de Porto Alegre. Foi o sexto filho dos sete que tiveram Quintino Goidanich e Maria Jovelina Defanti. A tradição da família tendia a dirigir os filhos para o comércio. Entretanto, Goidanich, desde cedo, era visivelmente atraído pela música, pelas artes plásticas e pelo turismo, ainda em fase de desenvolvimento no Rio Grande do Sul. Jovem de iniciativa e vontade, Oswaldo foi autodidata em todas as áreas de seu apreço. Dessa maneira, ingressou precocemente no meio profissional aos 14 anos de idade.

Goidanich e o Turismo Gaúcho

Em 1935, aos 18 anos, saiu de casa, após ser admitido em seu primeiro emprego como auxiliar de escritório no Touring. Esse seria o primeiro emprego de uma série de outros encargos que viria a acumular como profissional do setor das artes e do turismo gaúcho. Já no ano seguinte, em 1936, Goidanich passou de auxiliar geral para a gerência da seção do Rio Grande do Sul do Touring¹. Foi o responsável pela criação do primeiro folheto turístico editado no estado com o slogan “Onde vamos veranear”. Criou a sede do Touring no Rio Grande do Sul, inaugurada em 1971, na Avenida João Pessoa, em Porto Alegre. Em 1959, foi nomeado diretor do SETUR – Serviço Estadual de Turismo, no qual se destacou pelo trabalho de publicidade adotado. Pela primeira vez, desenvolveu-se um trabalho de marketing com a intenção de vender a imagem turística do estado para o Brasil e os países do Prata. Iniciativas como um extenso stand de cem metros em todas as exposições no Parque Ibirapuera, em São Paulo, e de ampliações fotográficas com aspectos característicos do pampa gaúcho, espalhadas por mais de cem churrascarias de todo o país, ilustram a mobilização durante esses quatro anos de gestão. Mas o projeto e a realização que veio a marcar a gestão de Oswaldo Goidanich, no SETUR, foi o Parque Zoológico Estadual, situado em Sapucaia do Sul.

No dia 6 de janeiro de 1981, foi contratado pela EMBRATUR – Empresa Brasileira de Turismo, onde atuou nos dois primeiros anos como diretor-adjunto de planejamento, de nível A e, de 1983 em diante, como consultor técnico da Presidência, de Nível B. Como realizações nesse ofício, destacam-se um levantamento do patrimônio histórico da capital gaúcha, visando a implantação de um Centro de Eventos. Nesse estudo, defendeu o aproveitamento da antiga Usina do Gasômetro, até então desativada e abandonada, mas localizada num ponto estratégico da cidade.

1 No dia 6 de janeiro de 1981, foi contratado pela EMBRATUR – Empresa Brasileira de Turismo, onde atuou nos dois primeiros anos como diretor-adjunto de planejamento, de nível A e, de 1983 em diante, como consultor técnico da Presidência, de Nível B. Como realizações nesse ofício, destacam-se um levantamento do patrimônio histórico da capital gaúcha, visando a implantação de um Centro de Eventos. Nesse estudo, defendeu o aproveitamento da antiga Usina do Gasômetro, até então desativada e abandonada, mas localizada num ponto estratégico da cidade.

Goidanich e o Jornalismo

Desde 1935, Goidanich escrevia e editava a Revista do Touring, no Rio Grande do Sul. Em maio de 1937, foi contratado pelo jornal O Estado do Rio Grande para ser cronista esportivo. Após o anúncio do Golpe de Estado, proclamado pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas, no dia 10 de novembro de 1937, uma série de medidas quanto à liberdade de expressão em vários setores da sociedade foram tomadas. Dentre elas, a demissão de muitos jornalistas. Dessa maneira, o emprego de Goidanich em O Estado do Rio Grande não durou mais do que quatro meses. O jornalista só voltaria a trabalhar na imprensa em 1940. Ao encontrar Damasso Rocha, Goidanich aceitou o pedido do jornalista em trabalhar na redação do jornal A Nação. Atuou durante um ano e meio como redator, ao lado de nomes como Josué Guimarães, Ernesto Cruz Valdez, João de Souza Ribeiro e Frederico Renato Mota.

Ingressou e permaneceu como redator do periódico Diário de Notícias, durante o período de um ano e meio, quando decidiu aceitar uma proposta oriunda da Companhia Caldas Júnior para trabalhar no jornal Correio do Povo.

Goidanich e as Artes

Ao longo da sua carreira profissional, Goidanich agiu diretamente como promotor cultural, como é o caso da criação do suplemento cultural “Caderno de Sábado”, do jornal Correio do Povo, em 1967, incentivando artistas e pensadores das mais variadas artes a manifestarem suas idéias e criações. Atuou como Diretor de Atividades Culturais da Assembléia Legislativa e fez parte de conselhos estaduais da Secretaria da Cultura, durante as décadas de 1960 e 1980. Foi, também, coordenador, no ano de 1971, da Comissão Especial de Estudos de Levantamento e Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Rio Grande do Sul. Destaca-se também a sua atuação como Diretor da Associação Riograndense dos Festivais de Coros, na década de 1960, e Membro da Comissão de construção do Auditório Araújo Viana, no Parque da Redenção, em 1964. Goidanich elaborou, ainda, o Projeto dos Estatutos da Fundação Theatro São Pedro.

Goidanich ingressou na Associação de Artes Plásticas Francisco Lisbôa nos seus primeiros anos de atividade, através do amigo, artista plástico e um dos fundadores da associação, Edgar Koetz. Ao manter um contato mais próximo com a classe artística, em conjunto com representantes da associação, Oswaldo ajudou a montar um dos mais controversos salões de artes plásticas do estado. Intitulado 1º Salão Moderno de Artes Plásticas, realizado no início do ano de 1942.

Goidanich foi o quinto presidente na história da OSPA – Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Permaneceu no cargo por sete anos, de 1973 a 1980, no período considerado o mais difícil da instituição, aquele que se sucedeu à morte do seu inolvidável criador, o maestro húngaro Pablo Komlós.

Prêmios e Honrarias

  • 1954- Medalha “A Nação Brasileira ao Imigrante” – Caxias do Sul
  • 1956- Placa de agradecimento pela atuação nas campanhas de Trânsito do RS
  • 1956- Homenagem do Diretório Regional do RS (DETRAN) à destacada ação em prol da Campanha de Trânsito.
  • 1965- Placa da Casa do Artista Riograndense em ocorrência do 111º Festival de Coros do RS
  • 1972- Medalha do Sesquicentenário da Independência do Brasil
  • 1973- Diploma de benemérito pela participação do F.E.E.P – PUCRS
  • 1974- Medalha do Centenário da Instalação do Tribunal de Justiça do RS
  • 1974 -1975 – Medalha de Ouro do Biênio da Colonização e Imigração
  • 1974-1975 – Medalha de Prata do Biênio da Colonização e Imigração
  • 1974-1975 – Medalha do Sesquicentenário da Imigração e Colonização
  • 1975- Placa do Touring Club do Brasil, Secção RS, pelos 44 anos de serviços prestados à empresa
  • 1975 – Placa do Touring Club do Brasil em homenagem aos 40 anos de dedicação à empresa matriz
  • 1976- Título de Cavalheiro Oficial da República Italiana
  • 1978- Placa de Agradecimento do Touring pelo curso de representantes de vendas Touring no RS
  • 1979- Voto de Agradecimento e Louvor do Conselho Estadual de Trânsito do RS pelos serviços prestados à coletividade ao longo de 44 anos no desempenho de elevadas funções no Touring Club do Brasil, Secção RS
  • 1981- Medalha Negrinho do Pastoreio por dedicação na realização dos festejos do Biênio da Colonização e Imigração
  • 1992- Título de Sócio Colaborador da Associação Riograndense de Imprensa
  • 1993- Medalha do FECORS pelo pioneirismo e dedicação ao canto coral gaúcho