Acervos:



Patrícia Bins

(Rio de Janeiro, RJ, 1930; Porto Alegre, RS, 2008).
Vida e Obra   |    Álbum de Imagens   |    Catálogo

1926 Andor Ströh e Iris Holliday, pais de Patrícia Doreen Bins conheceram-se em Londres. Iris era londrina, onde nasceu em 21 de novembro de 1908. Ele, austro-húngaro, foi à Londres para estudar. Por serem muito jovens, os pais relutaram em conceder-lhes aprovação. Passaram a lua-de-mel em Paris.

1927 Ströh conseguiu convencer a esposa a aventurar-se na novas terras. Decdiram viajar para o Brasil, para, temporariamente fazer novas amizades, ganhar experiência e dinheiro, e retornar à Europa. Ströh tinha espírito aventureiro; já sua esposa preferia a estabilidade dentro de uma esfera européia. Iris chamava o marido de Andrew.

1928 Iris e Andor Ströh vieram ao Brasil no navio Highland Lassie por conta própria. Chegando ao novo continente, ele logo é contratado oficialmente pela companhia de derivados de milho (refinações Milho Brasil), uma empresa norte-americana, à qual chegou a ser diretor. Falava diversos idiomas. Quando chegaram ao Rio de janeiro ficaram algum tempo na casa de conhecidos de andor, que também tinham vindo para o Brasil. Logo conseguiram um lugar onde morar, um pequeno apartamento na Rua Barata Ribeiro.

Em 24 de julho, nasce Patrícia Doreen Ströh no Stranger´s Hospital, no Rio de Janeiro. Seu pai, porém, levou algum tempo para registrá-la, e quando o fez, declarou que o nascimento tinha ocorrido no dia 29 de julho. Há, portanto, duas datas a serem consideradas: a do nascimento propriamente dito, e a que está no registro oficial. Patrícia prefere comemorar seu aniversário no dia 24.

1934 A família muda-se do Rio de Janeiro para Belo Horizonte. Patrícia, até então, não havia freqüentado escola alguma. Suas amizades eram as empregadas domésticas e os vizinhos, os quais sua mãe tinha receio em considerá-los amigos. Iris não veio para o Brasil para integrar-se e sim, como um período de transição para voltar a viver na Europa. Seu estilo de vida europeu foi transferido para o novo país, e a cultura nativa não entrava em sua casa. Os pratos da família continuavam a ser essencialmente da culinária inglesa, assim como seus costumes. Iris jogava bridge e frequentava o British Club. Os amigos eram todos estrangeiros, como ela e o marido. A maioria eram artistas. Segundo Patrícia Bins, em uma entrevista publicada em Autores Gaúchos (vol. 3, 1990), comenta que “(...) os amigos de meus pais eram todos meio loucos, desajustados, poliglotas, eram quase todos desquitados. Concici então, com essa coisa européia, pouco conhecida no Brasil, das pessoas se divorciarem, casarem de novo, terem outro companheiro ou companheira. Mas eles não tinham filhos, ou os filhos tinham ficado com as mulheres anteriores. Tudo isso era muito natural para mim e colaborou para o meu amadurecimento.” No passado, os freqüentadores do clube eram estrangeiros, porém, aos poucos, outras pessoas foram ingressando, devido a torneios que promoviam. Foi assim, através do jogo, que sua mãe conheceu a sociedade brasileira. Iris gostava de ler os livros clássicos em inglês, e revistas ditas “femininas” que recebia da Inglaterra. Patrícia teve uma infância solitária, e viveu essencialmente rodeada de adultos. Recolhia-se em leituras, pois a biblioteca da família não tinha restrições. Patrícia começa a freqüentar uma escola particular, e aprendeu a ler aos 5 anos de idade. Nesta escola lhe ensinam dança. Música, literatura inglesa, o essencial da educação para uma menina européia da época. A educação bilíngue sempre refletiu na sua personalidade, e mais tarde, em seus livros.

1935 Em 12 de abril nasce Elizabeth Anne, irmã de Patrícia. Com a diferença de sete anos, Elizabeth Anne passa a ser uma boneca, e toma muitas vezes o papel de mãe em relação à irmã, particularmente nas noites difíceis, quando Elizabeth sofria ataques de asma. Patrícia brincava com os visinhos e crianças pobres, e muitas vezes dava-lhes comida e seus brinquedos caros enviados por avós e parentes da Europa.

1939 Patricia, então com nove anos, manifesta desejo de frequentar uma escola regular brasileira, e ser como as demais crianças de sua idade. Até esta data fora educada pelas irmãs Dunstan, vindas da Inglaterra com os pais. Mr. Dunstan implantou a Railway Company do Brasil. A educação, que a mãe acompanhava de perto, tinha características essencialmente inglesas, como preparação para partir, e não para ficar.

1940 A família muda-se para Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Patrícia ingressa na quarta serie do Colégio Americano, que segue a linha americana de ensino. Lá foi aceita por poucas colegas, enquanto outras a olhavam com curiosidade. Seu inglês era perfeito, pois no seio da família era a língua usada. Seu português, no entanto, não ficava para trás, e ganhou o prêmio Joyce Almeida por ter tirado as melhores notas durante aquele ano. O prêmio consistia em receber o uniforme completo do colégio, e o abono das mensalidades por um ano. A poucas alunas este prêmio era graciado, tornando-o uma honra recebê-lo. O nome da verncedora era colocado em um quadro e pendurado na parede do colégio, para ser apreciado por todos. Sua reputação tornou-se invejável. Foi por essa época que escreveu seu primeiro poema intitulado “O beijo”, onde reflete uma antecipação da emoção de um beijo amoroso. Foi o despertar de seu interesse pelo sexo, a qual era policiada pela mãe, que achava os brasileiros muito fogosos.

1942 Com apenas 14 anos começa a dar aulas particulares de inglês em sua residência, na rua Barão do Santo Ângelo, no Bairro Moinhos de Vento.

1945 Aos 17 anos é convidada pelo diretor do Instituto cultural Brasileiro-Norte Americano a dar aulas de inglês nesta escola de idiomas.

1952 Patricia Doreen Ströh casa-se com Roberto Haraldo Bins, no dia 31 de janeiro, na Igreja Nossa Senhora Auxiliadora. Tendo como testemunhas os irmãos de Roberto e a irmã de Patrícia. A cerimônia foi simples e bela. Presta vestibular e ingressa na Faculdade de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Nesse mesmo ano, encontra um moço alto, loiro, de olhos azuis, professor de arquitetura, que é Roberto Haraldo Bins. Começam a namorar. Possuem muitas afinidades culturais, ambos apreciavam as artes, especialmente a sua história, os pintores e escultores. Presta vestibular e ingressa na Faculdade de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Nesse mesmo ano, encontra um moço alto, loiro, de olhos azuis, professor de arquitetura, que é Roberto Haraldo Bins. Começam a namorar. Possuem muitas afinidades culturais, ambos apreciavam as artes, especialmente a sua história, os pintores e escultores.

1950 Forma-se em Artes Plásticas e recebe uma bolsa de estudos para a América do Norte. Roberto não permite a separação. Forma-se em Artes Plásticas e recebe uma bolsa de estudos para a América do Norte. Roberto não permite a separação.

1952 Patricia Doreen Ströh casa-se com Roberto Haraldo Bins, no dia 31 de janeiro, na Igreja Nossa Senhora Auxiliadora. Tendo como testemunhas os irmãos de Roberto e a irmã de Patrícia. A cerimônia foi simples e bela.

1953 Nasce o primogênito do casal, Roberto Haraldo Bins Junior, no dia 27 de janeiro, no Hospital Moinhos de Vento, às 6 horas. Roberto pai corria pelos corredores do hospital gritando: “É homem!”

1956 O segundo filho do casal, Carlos Henrique Bins, vem ao mundo no dia 7 de fevereiro, no Hospital Moinhos de Vento. Roberto H. Bins já é um arquiteto famoso, e requisitado para projetar grande prédios, tanto na cidade de Porto Alegre, como no país, como a fábrica de Tintas Renner (Bahia), mansões em Porto Alegre, a casa de seus pais, e a própria. Neste mesmo ano ganha um prêmio em dinheiro pelo projeto da Prefeitura de Novo Hamburgo, RS, e compra terras no Bairro Tristeza, em Porto Alegre. Este terreno fica isolado do centro da cidade, porém possui a calma do rio Guaíba aos fundos. O lote de terra é grande, o projeto da casa é feito, e a construção começa imediatamente. A flora nativa é cuidadosamente preservada, e acrescentada de novas espécies. Alugam uma casa no mesmo bairro para acompanhar a construção de perto. A casa leva 10 meses para ser construída.

1957 Mudança para a casa nova. Os meninos, com bastante espaço e contato direto com a natureza aproveitam para as suas travessuras e aventuras com amigos. A natureza faz parte da vida deles, e animais domésticos ou passarinhos são motivos de preocupações, cuidados, e aprendizagem. Patrícia Bins reflete suas angústias de mãe em algumas crônicas que são publicadas no correio do Povo. Os filhos crescem sadiamente. Cursam escola pública, e mais tarde, o Colégio Anchieta, dirigido por Irmãos Jesuítas. O casal participa de festas em alto estilo nos melhores clubes da cidade. Seus amigos são também pessoas com prestígio social. Freqüentavam e davam festas. Freqüentam o balneário mais elegante do estado, Torres, onde possuem uma casa de veraneio. Lá, os amigos e as festas continuam. Passam os meses de verão na praia, e em março a rotina recomeça na cidade. Patrícia escreveu diversas crônicas sobre esse balneário, entre elas, “Torres – 1820-1973”, publicada no correio do Povo em 27.01.1973.

1964 Viagem dos pais à Europa para visitar parentes que haviam sobrevivido à guerra.

1968 Patricia começa a trabalhar para o Correio do Povo por sugestão de seu esposo, Roberto H. Bins ao amigo Breno Caldas, diretor do jornal. Os textosd literários de Patrícia foram submetidos ao editor Paulo F. Gastal, então diretor, que lhe propõe iniciar com pequenas crônicas semanais na página feminina editada por Lygia Nunes. Breno Caldas tinha sugerido que patrícia escrevesse sobre “coisas de mulher”, como receitas, moda, e filhos. No entanto, a autora queria divulgar cultura às suas leitoras, inclusive entrevistas com pessoas famosas no mundo das artes, além de um pouco de decoração, já que era formada em Belas Artes.

1971 Em 8 de fevereiro Roberto H. Bins sofre o primeiro dessame cerebral. Moço, elegante, com uma carreira brilhante, é obrigado a restringir suas atividades profissionais, embora continue a trabalhar. Como a própria escritora comenta em sua crônica “O longo silêncio”, publicada no Correio do Povo no dia 10.09.1971, “(...) sobre a nossa família, pacata e feliz, caiu de súbito uma bomba: meu esposo jovem e cheio de vida, sofre um derrame...”. Neste mesmo ano Patrícia pede demissão da Escola de Idiomas Yázigi, onde dava aulas de inglês desde 1970.

1972 Para a alegria dos pais, Roberto H. Bins Junior passa no vestibular pra engenharia Civil na UFRGS, e começa a freqüentar a faculdade no mesmo ano. 1973 Patricia, junto com o esposo, abre o escritório de arte, a Ilhantiga, na rua Dr. Timóteo, que fica no bairro de pessoas de alto poder aquisitivo, de maior cultura, e onde seria mais fácil trabalhar. Com o esforço de ambos o negócio vai crescendo e, por acúmulo de trabalho, contrataram a estagiária de arquitetura Leonora Cunha, que ajudava Roberto nos projetos. Segundo patrícia, era um escritório/loja de assessoria artística, de decoração, e literatura. Muitos amigos freqüentavam o lugar para conversas agradáveis e animadas. Para seu esposo tal atividade, segundo ela mesma afirma, foi um benefício, pois tinha trabalho e contato com pessoas e foi então que se apaixonou pela literatura, cercada por trabalhos de escritores.

1974 Carlos Henrique inicia estudos na UFRGS, onde passou no vestibular para Arquitetura. Foi também nesse ano que o pai de Patrícia morre, e é na crônica “Transparência” (Correio do Povo 24.10.1974, 48) que expõe sua dor pela perda do grande amigo. “Ainda é difícil escrever. Os pensamentos fluem rápidos e quando tento ordená-los, tornam-se medíocres, nada parecidos com os sonhos multidimensionais da mina vida interior... Transporto-me para fora do tempo-espaço. E admito de repente com estranheza – meu pai morreu. Falo baixo porque há insetos esvoaçando ao redor das glicínias.” Seu pai era uma pessoa aberta a tudo que não era institucionalizado. Ele era o elo e o equilíbrio entre os dois mundos: o de forra e o ambiente doméstico, desenvolvido de acordo com as regras e costumes ingleses. Ele carregava um sentimento de culpa pela não adaptação da esposa aos costumes da nova terra, por isso entrava na “brincadeira” de sua esposa, num estilo “jogo lúdico”, por serem tão jovens e estarem num país estrangeiro, longe da família. Submissão da esposa, não existia, e talvez até existisse o oposto, pois ele aceitava os caprichos dela. Ele aceitava também os brasileiros e admirava-os, naturalizando-se brasileiro.

1976 De julho deste ano até março de 1980 Patricia trabalha na coordenação do Suplemento Mulher, da Folha da Tarde. A direção é do jornalista Edmundo Soares.

1977 Em 1º de julho, o casamento de Roberto H. Bins Júnior, e Ivone Rizzo é o grande evento da sociedade portoalegrense. Celebrado na Igreja São José com grandes pompas e convidados amigos, bem como todos os membros das famílias Bins e Rizzo. A recepção ocorreu no Country Club, com música e danças.

1978 A primeira neta, Helena Rizzo Bins vem ao mundo no dia 6 de dezembro, no Hospital Moinhos de Vento. Patrícia escreve o conto “primeira história” em homenagem à neta, e publica-o no Correio do Povo em sua coluna, dias mais tarde.

1980 Nascimento de Cristiano Rizzo Bins, filho de Ivone e Roberto Júnior, no Hospital Moinhos de Vento no dia 16 de novembro. É também neste ano que, com o incentivo e patrocínio do marido e ainda o apoio de amigos, que Patrícia lança O assassinato dos pombos – cronicontos, uma coletânea de contos e crônicas já publicados no correio do Povo em sua coluna desde 1968. Heitor Saldanha, grande amigo da escritora, ia visitá-la quase todos os dias na sua loja de antiguidades. Um dia ele perguntou se ela não gostaria de publicar seus cronicontos. Foi assim que, então, a palavra passou a ser usada. O lançamento foi no Salão Mourisco da Biblioteca Pública de Porto Alegre, às 18h30min, do dia 16 de dezembro. A escolha dos 29 contos e crônicas foi inteiramente da autora. O livro leva o título de uma crônica sobre um concurso de tiro ao alvo, sendo que o alvo era pombos. Indignada com esta idéia, escreve sobre ecologia. Esta crônica foi anteriormente publicada no Correio do Povo em 26 de janeiro de 1977. O livro tem os direitos autorais dela e do marido, e foi editado pela Metrópole, que editava uma revista rural. Seu marido e o editor acertaram o preço, e a obra foi publicada. O livro tem a data de 1982 que, segundo a escritora, “saiu como carro novo, se leva o ano entrante, é considerado novo.” Patrícia considera que este livro foi bem sucedido, pois alguns contos foram levados por Giovanni Pontiero aos Estados Unidos, que introduziu-a na International Anthology of Prose and Poetry, editada em New York. O editor era Peter Glassgold.

1982 Patricia Bins ingressa na Academia Literária Feminina, RS e assume a cadeira número 26 de Lila Ripoll, que foi poeta lírica gaúcha. Em Novo Hamburgo, RS, recebe Menção Honrosa na Semana do Livro daquela cidade, por seu trabalho no Correio do Povo e pela coletânea O assassinato dos pombos.

1983 O primeiro romance surge neste ano. A Editora Nova Fronteira o lança no Rio de Janeiro primeiramente, e é distribuído para o Rio Grande do Sul pela Ultra. Jogo de fiar, que é o primeiro da trilogia da solidão, foi autografado na Livraria Sulina do Shopping Iguatemi, em Porto Alegre. Nesse mesmo ano Patrícia recebe por esta obra o Prêmio Medalha da Inconfidência – Grau Ouro, oferecida pelo então governador de Minas Gerais, Tancredo de Alemeida Neves. Os organizadores J. Laughin, Peter Glassgold, e Elizabeth Harper, da Mew directions publicam seu conto Can Freud explain? Sob a new York directions Publishing Corporation.

1984 Antes que o amor acabe, segundo romance da trilogia da solidão, tam´bem é editado pela Nova Fronteira, é lançado em Porto Alegre, na Livraria Sulina do Shopping Center Iguatemi, em outubro.

1985 O conto “Não sei quem sou” é publicado em Rodízio de contos (122-24), coletânea da Editora Mercado Aberto, sob a organização de Arnaldo de Campos, em Porto Alegre.

1986 Patricia Bins escreve em casa, colaborando para jornais literários, como o Suplemento Literário de Minas Gerais, O Estado de São Paulo, no Suplemento Cultural, e a revista Leia, de São Paulo. Surgiu nesse ano o terce iro romance da trilogia da solidão, Janela do sonho, pela Editora Nova Fronteira, e lançado em abril em Porto Alegre, na Livraria Sulina do Shopping Center Iguatemi. Com essa obra, recebe o Prêmio Afonso Arinos, concedido pela Academia Brasileira de Letras, e recebe também “Menção Especial” da União Brasileira de Escritores (UBE) no Rio de Janeiro.

1987 Nascimento de Gabriela Rizzo Bins, a terceira neta do casal. O acontecimento deu-se no Hospital Moinhos de Vento em 12 de junho.

1988 Julieta de Godoy Ladeira é a organizadora do livro Memórias e Hollywood, pela Editora Nobel de São Paulo, no qual publica o conto “Narcisa” de Patrícia Bins, agora situando-se entre autores brasileiros destacados, como Carlos Drummond de Andrade.

1989 A Trilogia da paixão começa com o romance Pele nua do espelho (primeira obra da trilogia da paixão) que, de acordo com a própria autora, foi um dos mais difíceis de escrever. A sessão de autógrafos foi no Teatro Renascença, do Centro Municipal de Cultura de Porto Alegre, no dia 16 de maio. Esta obra foi dramatizada no Teatro Renascença, sendo a atriz principal Dinorah Araújo.

1990 Patricia assina contrato com a Bertrand Brasil, uma tradicional editora portuguesa, com sucursal no Rio de Janeiro. A editora Rosemary Alves a convida para escrever pela Bertrand, pois a Nova Fronteira decai, com a morte de Sérgio Lacerda, seu diretor. Neste ano Patrícia e Roberto fecham o escritório de arte Ilhantiga. A professora Marjorie Agosin, originalmente do Chile (e que, por questões políticas, refugia-se com seus familiares nos Estados Unidos), publica a coletânea de contos Landscapes of a New Land, o conto de Patrícia Destination (Destinação), sob a White Pine Press de Buffalo, New York. Falecimento de sua mãe em 12 de junho.

1991 Recebe o Prêmio Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras, por Pele nua do espelho. O segundo livro da trilogia da paixão é Theodora, e foi lançado no 37ª. Feira do Livro de Porto Alegre, em princípios de novembro. No livro organizado pela professora Elódia Xavier (Pós-Graduação da Universidade do Rio de Janeiro), Tudo no feminino há um artigo sobre a personagem Ana, do livro Antes que o amor acabe, com o título A eterna dualidade de Ana.

1992 Sérgio Napp é o organizador da revista Merco Sul/Sur – Contos Cuentos e publica o conto Narcisa em português (103-08), e em espanhol (109-12), em Porto Alegre, pela Editora Tchê e lança-o em Buenos Aires na Feira Internacional do Livro.

1993 Sarah e os anjos é a terceira obra da Trilogia da paixão, e é lançado em Porto Alegre, no dia 26 de maio, pela Editora Bertrand do Brasil. Com essa obra a escritora recebeu o Prêmio José de Alencar, da Academia Brasileira de Letras (ABL). Recebe o Prêmio José Alexandre Cabassa, concedido pela União Brasileira de Escritores (U.B.E.) pela obra Theodora.

1995 Caçador de memórias surge dentro de uma nova trilogia, a Trilogia da sedução, ou a Trilogia de Eros. É lançado primeiramente na Bienal do Livro no Rio de Janeiro. Em Porto alegre a noite de autógrafos foi no dia 14 de setembro, na Livraria Sulina do Shopping Center Praia de Belas. A editora é a Bertrand Brasil.
Nesse mesmo ano Patrícia Bins vai a Buenos Aires para o lançamento de La piel desnuda Del espejo, uma tradução oficial de Danilo Alberto Vergara, incentivada pela embaixada do Brasil na Argentina. A editora é a Ultra Plus. Recebe o Prêmio Personalidade Cultural Internacional da UBE, pela tradução de seu livro na Feira Internacional de Buenos Aires, onde representou o Brasil como única escritora brasileira.
Ainda em 1995, a Associação das Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB) propõe o Ano Patrícia Bins, que é conferido anualmente a uma mulher de projeção nas letras. Recebe grandes homenagens de jornalistas e escritoras que vão, de todo o Brasil, para este evento no Rio de Janeiro.
Hilda Agnes Hübner flores é a organizadora do livro Círculo de Pesquisas literárias do correio do Povo, quando este completa 100 anos de existência, e escreve um longo artigo sobre Patrícia Bins e seu trabalho literário, sob o título: Patrícia Bins: escritora de nosso tempo (43-56).

1996 Por ocasião da 42ª. Feira do Livro de Porto Alegre, às 16 horas, o livro infanto-juvenil O dia da árvore foi lançado. Amigos, filhos de amigos, e netos de amigos vêm pedir-lhe autógrafos numa tarde ensolarada de primavera. Além do livro autografado, o leitor leva para casa uma muda de árvore,

1997 em 28 de janeiro seu marido Roberto H. Bins falece no Hospital de Clínicas, vítima de complicações de uma pneumonia e de uma úlcera perfurada.
Pedro e Pietrina é lançado na 43ª. Feira do Livro de Porto Alegre, em outubro, também pela Editora Bertrand Brasil. Participara da Bienal do Rio de Janeiro com este mesmo livro um mês antes.

1998 Lançamento de Brasil: receitas de criar e cozinhar, uma antologia organizada juntamente com Dileta Silveira Martins. A editora é a Bertrand Brasil. A noite de autógrafos foi no restaurante Birra e Pastam em Porto Alegre, no dia 3 de junho. Patrícia é homenageada como patrona da Feira do Livro de Porto Alegre, evento este que conta com as mais altas personalidades literárias do país, e de estrangeiros.

1999 – Lança Instantes do Mundo, segundo livro da Trilogia de Eros. A editora, é a Bertrand Brasil.

1999 – Lança Instantes do Mundo, segundo livro da Trilogia de Eros. A editora, é a Bertrand Brasil.


Fontes:

Arquivo particular de Patrícia Bins
Entrevistas concedidas à Helenita Rosa Franco
Ilustração cedida pelo Delfos – Espaço de Documentação e Memória Cultural, da Biblioteca Central Ir. José Otão, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Referências bibliográficas:

Autores Gaúchos. Vol. III. Porto Alegre: Instituto Estadual do Livro (IEL), 1968-1980.
Coleção Suplemento Mulher do jornal Folha da Tarde. Porto Alegre: 1978-1984.

Listagem de obras:

BINS, Patricia. O assassinato dos pombos. Porto Alegre: Metrópole, 1982.
BINS, Patricia. Jogo de fiar. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983.
BINS, Patricia. Antes que o amor acabe. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.
BINS, Patricia. Janela do Sonho. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
BINS, Patricia. Pele nua do espelho. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989.
BINS, Patricia. Theodora. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1991.
BINS, Patricia. Sarah e os anjos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1993.
BINS, Patricia. Jogo de fiar. 2°. Ed. Porto Alegre: Age,????.
BINS, Patricia. Caçador de memórias. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.
BINS, Patricia. La Piel Desnuda Del Espejo. Buenos Aires: Plus Ultra, 1995.
BINS, Patricia. O dia da árvore. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996.
BINS, Patricia. Pedro e Pietrina. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997.
BINS, Patricia. Instantes do mundo. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999.
BINS, Patricia. Receitas de criar e cozinhar. Vol. 1. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.
BINS, Patricia. Receitas de criar e cozinhar. Vol. 2. Porto Alegre: AGE, 2001.

Prêmios:

1983Jogo de Fiar ”Prêmio Grande medalha da Inconfidência. Grau Ouro” – Oferecido pelo Governador de Minas Gerais. Dr. Tancredo de Almeida Neves. Ouro Preto, Minas Gerais.
1986 – “Prêmio Afonso Arinos”. Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro. Pela obra Janela do sonho.
1987 – ‘Prêmio Guarapes/União Brasileira de escritores, Menção Especial.
1991 – “Prêmio Coelho Neto” Academia Brasileira de Letras. Rio de Janeiro. Pela obra Pele Nua do Espelho.
1993 – “Prêmio José de Alencar”. Academia Brasileira de Letras. Rio de Janeiro. Pela obra Sarah e os Anjos.
1995 – “Prêmio Personalidade Cultural Internacional” – Feira Internacional de Buenos Aires. UBE.
1995 – “Ano Patricia Bins” - Associação dos Jornalistas e escritores do Brasil (AJEB). Brasília.
1998 – Patrona da 44ª Feira do Livro de Porto Alegre.

(Fonte: Autores Gaúchos pág.22 )

1982 - Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul - cadeira 26.
1983 “Can frend explain?
In: New Directions New York. New DirectionsPublishing Corporation. Org. J. Laughin, Peter Glassgold e Elizabeth Harper 1985 “Não sei quem sou”. In Rodízio de Contos (122-4) Org. Arnaldo de Campos. Porto Alegre: Mercado Aberto.
1988 “Narcisa”. In: Memórias de Hollywood. Org. Julieta de Godoy Ladeira. São Paulo: Nobel.
1990 – “Destination” (Destinação) In: Landscapes of a New Land. Org. Marjorie Agosin. Buffalo: White Pine Press.
1992 – “Narcisa”, In: Merco Sul/Sur – Contos/Cuentos. Conto escrito em português (103-8) e em espanhol(109-12). Porto Alegre: Tchê. Buenos Aires: Plus Ultra.