Alunos relatam experiências de intercâmbio no Chile e México

Alex Blasi e Roger Silva optaram por vivências acadêmicas na América Latina

16/04/2018 - 17h08

Construções históricas, gastronomia típica e muita riqueza cultural são alguns dos muitos atrativos dos países da América Latina. Entretanto, os pontos positivos de países como Chile, México, Argentina, Uruguai e Colômbia vão além das perspectivas turísticas e vêm se tornando destinos atraentes para a mobilidade acadêmica. No caso dos futuros comunicadores Alex Blasi de Souza, acadêmico do curso de Relações Públicas, e Roger Paz de Souza da Silva, do curso de Jornalismo, as escolhas foram pelo Chile e México.

A escolha pela América Latina

Roger Silva. Foto: Arquivo

Roger Silva. Foto: Arquivo pessoal

A experiência de estudar em um país latino-americano, de acordo com os alunos, tem sido positiva. Para Alex Souza, a escolha foi incentivada pelo idioma que pretendia aprimorar. “Eu sabia que queria fazer intercâmbio num país de fala hispânica, tanto para aprender a língua quanto para me conectar com o espírito de latinidade que pouco temos no Brasil. Nesse sentido, a Universidad Veracruzana, no México, despontou como uma das escolhas mais interessantes na lista de opções”, comenta o estudante.

Já a proximidade física que contrasta com o distanciamento cultural foi o principal motivador da escolha de Roger Paz, que está na Universidad Mayor, no Chile. “Como brasileiro, sinto muito por não parecer tão latino quanto o restante da América Latina. Falamos outra língua, consumimos outras músicas, outras comidas, temos uma mentalidade e uma identidade nacionalista quase inexistente, se comparado aos outros sul-americanos. Percebi isso tudo ainda mais aqui, em cada troca com nova nacionalidade, seja latina, europeia ou asiática”, explica o futuro jornalista, que está na capital Santiago.

Aprendizados dentro e fora da sala de aula

Estudar em um idioma diferente do seu é, sem dúvida, um dos maiores desafios para quem realiza mobilidade acadêmica. No entanto, os estudantes destacam o apoio e auxílio de colegas e professores durante o processo e até mesmo o estímulo para a língua inglesa. Além disso, a conexão com pessoas de diferentes partes do mundo contribui para diálogos multiculturais e aproximam os alunos de outras culturas.

Incentivo de aluno para aluno

Alex Souza. Foto: Arquivo pessoal

Alex Souza. Foto: Arquivo pessoal

A escolha pela América Latina tem gerado indicações para outros colegas que pensam em realizar mobilidade acadêmica nos próximos semestres. Lugares e amigos novos, mudança na rotina de estudos e autoconhecimento são alguns dos destaques da experiência para os alunos.

Para Souza, a recomendação vem para aqueles que queiram conectar-se com o espírito de latinidade. “Diferentemente do Brasil, cuja enormidade geográfica tende a produzir comparações mais regionais do que internacionais, outros países americanos são unidos por uma consciência muito maior da realidade latino-americana, incluindo o maior comprometimento político”, analisa o estudante.

Convênio com 25 universidades

A PUCRS possui convênio de mobilidade acadêmica com 25 universidades da América Latina. As universidades possuem ótimos programas de graduação e pós-graduação nas mais diversas áreas do conhecimento. Além disso, os países oferecerem custo de vida atrativo para estudantes brasileiros.

Ainda neste semestre estão previstas as inscrições para o Programa Ibero-americano, do Santander Universidades, que concederá bolsas para alunos estudarem em países da América Latina e Espanha. Para mais informações sobre possibilidades de estudo no exterior, entre em contato pelo e-mail mobilidade.out@pucrs.br ou presencialmente na AAII (Prédio 1, sala 110).

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