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PUCRS e Hospital Restinga e Extremo-Sul se aliam para beneficiar saúde na capital

Iniciativa contará com a atuação conjunta de alunos, professores e pesquisadores da Universidade com profissionais do complexo hospitalar

21/05/2020 - 11h08
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Foto: Marcelo Amaral

Para ampliar os atendimentos de baixa e média complexidade na área da saúde em Porto Alegre, a PUCRS e o Hospital Restinga e Extremo-Sul (HRES) firmaram uma parceria. O convênio visa desenvolver ações de ensino, pesquisa e extensão, com estudos e serviços técnicos de forma integrada. O complexo hospitalar será um ambiente de integração de futuros profissionais dos programas de residências médicas e multiprofissional e das pós-graduações, além de estudantes de graduação e pesquisadores de diversas áreas da saúde da Universidade.

“Vamos contribuir ainda mais para a saúde da população da cidade por meio dessa atuação da nossa comunidade acadêmica. Essa parceria vai ao encontro da importância da diversificação das atividades práticas na área da saúde, pois contribui, em muito, para a formação de novos profissionais”, destaca o pró-reitor de Graduação e Educação Continuada da PUCRS, Ir. Manuir Mentges.

Segundo o diretor técnico do HRES, Carlos Casartelli, a união com a PUCRS é de extrema importância e qualificará, ainda mais, o atendimento aos usuários do hospital. “Temos a convicção que a aproximação dos alunos e pós-graduandos da Universidade com a comunidade da Restinga e Extremo-Sul será enriquecedora e transformadora na sua experiência como indivíduos e profissionais. A comunidade ganha, a Universidade ganha, o hospital ganha, mas, principalmente, a comunidade será a principal beneficiada com esta parceria”, ressalta.

Primeiras atividades no complexo hospitalar

Primeiramente, de forma imediata, vão ocorrer as atividades práticas de alunos da graduação, com supervisão de professores, e de pós-graduação no setor de internação e emergência pediátrica do Hospital. “Futuramente, poderemos atuar em outras áreas de atenção à saúde. O HRES possui um moderno conceito nesta área, considerando o nível de complexidade de atenção em que atua”, complementa a decana associada da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS, Marion Creutzberg.

Atualmente, são mais de cinco mil estudantes e profissionais da saúde em formação das escolas de Medicina e de Ciências da Vida e da Saúde da PUCRS. Nessa iniciativa, na pós-graduação, serão acadêmicos em Residência Médica, Práticas Médicas Hospitalares e Residência Multiprofissional e Uniprofissional. Na graduação estarão presentes estudantes de onze cursos: Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Gastronomia, Medicina, Nutrição, Odontologia e Psicologia. “É a primeira vez que alunos da graduação da Medicina atuam neste Hospital no formato proposto”, frisa Marion.

Sobre o Hospital Restinga e Extremo-Sul

É um complexo hospitalar que conta com cinco grandes unidades: Unidade de Pronto Atendimento, Centro de Especialidades, Unidade de Diagnóstico, Hospital e Escola de Gestão em Saúde. O Hospital conta com centro cirúrgico, com quatro salas de cirurgia (Unidades de Internação adulto e pediátrica e de Terapia Intensiva Adulta). São 111 leitos de internação distribuídos em: 87 leitos para pacientes adultos clínicos e quatro cirúrgicos, 10 leitos para pacientes clínicos pediátricos e 10 leitos de UTI. Além destes, estão disponíveis outros 48 leitos de passagem/observação, totalizando 159 leitos à disposição da comunidade.

O projeto arquitetônico do complexo é inovador por ser horizontalizado, com pavimentos projetados para o máximo aproveitamento dos desníveis do terreno, utilizando apenas três andares. O HRES foi concebido com uma preocupação com a sustentabilidade, por meio da preservação das áreas verdes, climatização central em todo prédio, sensores de iluminação, dimmers, reaproveitamento da água da chuva, uso de placas solares para geração de água quente, brises vegetados nas fachadas do prédio para conforto térmico, preparação para receber cobertura verde no telhado e estação de tratamento de esgoto. A estrutura física tem como objetivo também a segurança assistencial ao paciente, dispondo de geradores e nobreaks que garantem o fornecimento contínuo de energia para áreas críticas.