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Os contrastes da indústria do lixo

Empresas lucram com a reciclagem, enquanto catadores apenas conseguem sobreviver

04/06/2018 - 08h05
Ascat Cavalhada

Foto: Bruno Todeschini

No Dia Mundial do Meio Ambiente e Dia Nacional da Reciclagem, 5 de junho, a sociedade é mais uma vez alertada para a importância da coleta, separação e destinação de materiais. Este ano, o foco será o lixo marinho, somando-se à campanha #MaresLimpos da ONU Meio Ambiente. Se todo mundo concorda com a importância de reciclar, também se faz necessário compreender que muita gente vive dessa atividade. Mas enquanto a indústria que transforma o lixo só cresce e lucra, os catadores têm uma renda familiar menor do que um salário mínimo, moram em áreas de risco, muitas vezes trabalham em lugares insalubres e mais de 80% precisam levar junto os filhos.

Entre suas principais demandas está a coleta solidária, sistema pelo qual, através de contrato com a prefeitura, eles podem recolher papéis e embalagens plásticas diretamente nas residências. A meta vai mais longe: querem preparar os materiais para a industrialização, quando atingem maior valor, o que chamam de reciclagem popular.

Em 2016, esse setor da economia rendeu, em Porto Alegre, R$ 60 milhões. A coleta também evita o gasto de um expressivo volume de recursos, o que, na Capital, naquele ano, foi de R$ 14 milhões. Quando se fala em ganhos ambientais, os números seguem impressionantes. São 995.290 árvores não cortadas em 365 dias. Isso que a crise afeta a produção de lixo e se recicla menos de dois terços do potencial. Os dados são de pesquisa realizada pelo Grupo de Pesquisa em Movimentos Sociais, Direitos e Políticas Sociais (Movidos), do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social.

“Essa indústria gera ganhos significativos que não chegam aos catadores”, destaca a coordenadora da pesquisa e líder do Movidos, assistente social Mari Aparecida Bortoli, que faz estágio pós-doutoral na PUCRS. O objetivo do estudo é entender as condições dos trabalhadores em Porto Alegre. Mari cita que as demandas por saúde e assistência social são grandes, pois muitos não utilizam equipamentos de segurança. A maioria recebe auxílios permanentes ou eventuais em programas sociais. Alguns integram grupos sobre autogestão, cooperativas e economia financeira. Mas grande parte tem acesso restrito a informações.

Confira como está a vida de três catadores na reportagem completa da Revista PUCRS, além de mais números sobre a indústria da reciclagem.

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