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Movimento maker é debatido na inauguração do Idear

Matthew Wettergreen, da Rice University, fez palestra de abertura

Por: Redação Ascom

09/08/2016 - 17h55
Inauguração do Idear

Foto: Camila Cunha – Ascom/PUCRS

O Idear, novo espaço de empreendedorismo, inovação e criatividade da PUCRS, foi inaugurado na segunda-feira, 8 de agosto. Na cerimônia de abertura, realizada no saguão da Biblioteca Central Irmão José Otão, o Reitor da Universidade, Joaquim Clotet, relembrou o inventor Thomas Edison e contou sobre uma visita que realizou ao Oshman Engineering Design Kitchen (OEDK), um espaço da Rice University que tem o mesmo propósito do Idear. “Hoje não podemos ficar de braços cruzados esperando que nos chamem, temos que ser criativos”, pontuou o Reitor. Mágda Cunha, Pró-Reitora Acadêmica, afirmou que nenhuma ideia pode ser tecida por poucos e que a PUCRS não inaugura apenas um espaço físico. Segundo ela, a Universidade lança um novo conceito de ensino. “O mundo exige sujeitos com atitude empreendedora”, complementou. O novo espaço está na área central do Campus, no prédio 15, e tem como objetivo formar profissionais inovadores a partir de um modelo de aprendizado pela experiência. “O Idear nasce com o propósito de incluir o empreendedorismo no ensino enquanto competência, envolvendo o exercício da criatividade”, analisou a coordenadora Naira Libermann.

Carrossel - Inauguração do Idear - Matthew Wettergreen

Matthew Wettergreen
Foto: Camila Cunha – Ascom/PUCRS

A inauguração do Idear também contou com uma palestra do professor Matthew Wettergreen, da Rice University, que abordou o tema A Inovação e o Movimento Maker. O palestrante, que trabalha no OEDK com prototipagem de projetos, empreendedorismo e tutoria de equipes de projetos de engenharia interdisciplinares, falou sobre os passos para ser um criador de protótipos e as habilidades necessárias para quem pretende seguir este caminho. Durante a conversa, Wettergreen contou como é o trabalho realizado pela OEDK. Segundo o professor, os alunos têm contato com diferentes ferramentas, que podem ser divididas por resoluções: baixa (post its, tesoura, cola, etc.), média (impressoras 3D, por exemplo) e alta (máquinas profissionais). “O que fazemos com todas estas coisas? Solucionamos os problemas do mundo”, revela o professor. Além disso, destacou que os estudantes também aprendem a trabalhar em equipes e a encarar desafios com poucos recursos e em pouco tempo. Outro ponto trabalhado na OEDK é a comunicação oral e visual, porque, segundo ele, “qualquer engenheiro que não souber se comunicar, vai trabalhar para algum engenheiro que saiba”.

O palestrante esclareceu que todo o movimento realizado na OEDK serve para resolver questões deste século. “Nossas soluções do século passado criaram os problemas atuais”, explicou. Sobre as habilidades necessárias para solucioná-los, ele acredita em algumas características essenciais para ter sucesso criando coisas: “é preciso ter liderança, resiliência, criatividade e comprometimento com o aprendizado. Quando os alunos se formarem na PUCRS, precisarão continuar aprendendo. O diploma não é o fim”, disse. Mas, além destas capacidades, ele elucidou três passos importantes para começar: o primeiro é entender os novos artefatos, o segundo é dominar técnicas de prototipagem, e o último é obter GRIT (combinação de paixão e persistência), ou seja, não desistir de uma ideia, independentemente dos obstáculos. “Como você consegue GRIT? Falhando. Todo mundo falha. O segredo é o que acontece depois”.

Wettergreen explicou que praticar prototipagem é resolver dificuldades criando artefatos físicos ou digitais de maneira rápida e eficiente. Segundo ele, o importante é encontrar uma solução e focar na funcionalidade, e não produzir algo bonito. Por último, o professor falou algo que, segundo ele, sempre diz aos próprios alunos: “Tomem decisões que possam ser defendidas. Tudo bem tomar decisões erradas, mas tenham certeza que consigam defendê-las”, finalizou.