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Escola de Humanidades recebe professores norte-americanos

Docentes são bolsistas do programa Fulbright e atuarão em disciplinas no curso de Letras

21/03/2018 - 14h01
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Foto: Mariana Haupenthal

O mês de março marca a chegada de três bolsistas norte-americanos que atuarão na Escola de Humanidades da PUCRS ao longo de 2018. Os visitantes fazem parte do Programa Assistente de Ensino de Língua Inglesa (English Teaching Assistant – ETA) para projetos institucionais, realizado pela Capes em cooperação com a Comissão para o Intercâmbio Educacional entre os Estados Unidos e Brasil (Fulbright).

Os professores Garret Eugene Tusler, da University of Minnesota, Benjamin Brooks, da DePaul University, e Roger Antonio Tejada, da Bowdoin College, ficam em Porto Alegre de março a novembro de 2018. Eles têm como objetivo melhorar as habilidades linguísticas e culturais de língua inglesa dos estudantes do curso de Letras e, ao mesmo tempo, aperfeiçoar suas habilidades linguísticas e conhecimento sobre o Brasil. Os bolsistas também poderão prosseguir planos de estudo e pesquisa individuais, além de suas responsabilidades de ensino e pesquisa.

Fortalecimento da internacionalização

De acordo com a coordenadora-geral do programa na Universidade, Heloísa Orsi Koch Delgado, a presença dos professores estimula a internacionalização do Campus, principalmente nos movimentos chamados de internacionalização em casa. “Essa iniciativa prevê atividades curriculares e extracurriculares que ajudam os estudantes a desenvolverem habilidades interculturais e a compreenderem outras realidades e visões de mundo no seu próprio Campus. Promove, também, a internacionalização do currículo, considerada uma dimensão essencial da internacionalização em casa”, afirma.

O ETA, que visa estreitar relações entre Estados Unidos e Brasil, está vinculado à Escola de Humanidades. A participação no programa foi conquistada após aceite do projeto intitulado O discente de Letras visto como agente propulsor da cidadania na educação básica, elaborado pelas professoras Aline Fay de Azevedo, Bárbara Elisa de Moraes Barros, Cristina Perna, Débora Ardais e Heloísa Orsi Koch Delgado.

As expectativas sobre Porto Alegre

Garret Tusler, que é natural de Wisconsin, participa do programa Fulbright pelo segundo ano consecutivo. Em 2017, morou em Maceió (AL), e pelo interesse pela cultura brasileira decidiu se inscrever para mais um ano, tornando-se um dos mentores do programa em 2018. “Estou muito animado em ter a oportunidade de vivenciar a cultura do sul do Brasil, pois sei que é muito diferente do Nordeste. É como se fossem dois países distintos”, comenta.

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Bolsistas e equipe PUCRS – Foto: Mariana Haupenthal

Para Benjamin Brooks, de Washington, as expectativas são de aprender mais sobre os costumes brasileiros e poder falar um pouco mais sobre a cultura norte-americana. “Morei na Colômbia por três anos, então estou muito animado com essa nova experiência na América Latina. Além disso, espero estabelecer uma boa conexão com os estudantes, realizando oficinas, bate-papos e apresentando um pouco sobre a cultura popular do meu país”, conta.

Já Roger Tejada, de Nova Jersey, comenta sobre o interesse em relação às culturas afro-latino-americanos e a diáspora, temáticas de seus estudos ao longo de sua formação nos Estados Unidos. Agora, com a experiência no Brasil, o americano pretende analisar as diferenças de ensino em relação ao país de origem.

A presença do programa Fulbright no Brasil triplicou neste ano, totalizando em 120 bolsistas estadunidenses inseridos em instituições de ensino por todo país. A iniciativa possibilita não só o incentivo do ensino do inglês, como também desperta o interesse dos brasileiros sobre aspectos culturais.

Oportunidade de integração cultural

Para Aline Fay de Azevedo, a presença dos bolsistas proporciona a formação e o desenvolvimento de uma mentalidade cosmopolita nos alunos, aberta à diversidade e às demandas de um mundo interconectado. “A presença deles vai muito além do ensino da gramática, permitindo que os alunos tenham contato com novas perspectivas acadêmicas dentro do campus”, comenta a professora do curso de Letras.

As professoras, que fazem parte da comissão, orientarão as atividades dos três bolsistas ao longo deste ano. Cada uma tem atividades planejadas para que os professores atuem de forma supervisionada em suas disciplinas de Graduação e Pós-Graduação.