29/10/2018 - 10h09

Doutoranda faz estudos na República Tcheca

Priscylla Volkart tem a oportunidade de atuar com pesquisador de renome mundial

Foto: arquivo pessoal

Foto: arquivo pessoal

Aluna do Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular da PUCRS, Priscylla Volkart está na República Tcheca, onde ficará por um ano. Com bolsa da Capes na modalidade sanduíche, faz estudos no Institute of Molecular and Translacional Medicine (IMTM), em Olomouc, com o professor Jiri Bartek, que atua também em Praga. Ele é líder do Genome Integrity Unit no Danish Cancer Society Research Center, em Copenhagen (Dinamarca), e do Karolinska Institutet, em Estocolmo (Suécia). Com prestigiados prêmios nos três países, publicou cerca de 400 artigos originais e revisões na área do câncer que obtiveram grande número de citações.

Orientada pelo professor André Arigony Souto na PUCRS, Priscylla estuda a atividade e seletividade senolítica de compostos naturais. Investiga moléculas candidatas a um tratamento para a eliminação seletiva de células senescentes, que podem ocasionar doenças relacionadas ao seu acúmulo, como inflamatórias, circulatórias, crônicas e câncer, entre outras ligadas ao envelhecimento. “Trabalhar em um laboratório estimado como o IMTM pode trazer diversos benefícios não apenas para a minha tese, o seu desenvolvimento com novas técnicas e metodologias, equipamentos de ponta e orientação de especialistas mundiais na área, mas também para adquirir conhecimentos sobre práticas laboratoriais de diversos alunos vindos de outros países e ter contato com as suas experiências e vivências na ciência”, afirma a doutoranda.

Contato por e-mail

Incentivada por Arigony, Priscylla entrou em contato por e-mail com o professor Bartek, pois ele é autor de um artigo sobre um biomarcador mais sensível relacionado ao seu projeto de doutorado. Ele prontamente respondeu e se mostrou muito receptivo à procura pelo produto. “Posteriormente quando surgiu a possibilidade de pedir a bolsa pelo edital, novamente encorajada pelo professor Arigony, enviei um e-mail falando sobre a possibilidade de trabalhar com ele, que ofereceu a escolha de três dos seus quatro laboratórios, dois na região da República Tcheca e um na Holanda.” Escolheram então o que mais se relacionava com sua área de expertise.

Adaptação

Foto: arquivo pessoal

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Priscylla conta que Olomouc é uma cidade de 100 mil habitantes, com 30 mil estudantes. Segundo ela, os estrangeiros vêm quase todos de algum país europeu e são descendentes de tchecos ou eslovacos, em sua grande maioria, o que facilita a adaptação na cidade e seus costumes. Por outro lado, as pessoas não falam inglês muito bem, o que dificulta a comunicação com donos de lojas e supermercados ou até mesmo em transportes públicos. “Já os colegas de laboratório são prestativos e falam inglês em melhor nível, o que favorece a comunicação e a ambientação na cidade”, relata.

Além do idioma, o frio representa outro aspecto a ser superado. O outono está apenas no início e a temperatura fica entre 3 e 16 graus. “Viver sozinha em um país distante, onde as pessoas são culturalmente bem mais fechadas e reservadas, faz a saudade de casa ainda maior.”

Formação integral na PUCRS

Graduada em Química e mestre em Biologia Celular e Molecular, ambos pela PUCRS, Priscylla ingressou no doutorado logo após a defesa da dissertação. “Desde sempre a Universidade me ofereceu infraestrutura e principalmente apoio na busca de aperfeiçoamento para a minha formação profissional e pessoal. Sem o constante apoio do meu orientador e de todos os professores do Programa, técnicos da Química e da secretaria, certamente não teria conseguido ultrapassar todas as barreiras e dificuldades para estudar na República Tcheca. Não são apenas colegas profissionais, mas também grandes amigos”, finaliza.

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