O Projeto Aeromóvel
Antecedentes
     Em setembro de 2003, a diretoria da FINEP contatou Oskar Coester com o intuito de fazer-lhe um convite para visitá-los no Rio de Janeiro, oportunidade em que apresentaria o Projeto Aeromóvel, em especial, seu histórico recente e o status atual. O objetivo da FINEP era o de retomar a relação com a empresa que foi estabelecida nos anos 80 e rediscutir o projeto de forma global, com vistas a investir novamente em seu desenvolvimento. Em junho de 2004, o Ministério da Ciência e Tecnologia criou um Grupo de Trabalho de renomados engenheiros e pesquisadores, com a meta de vir a Porto Alegre e analisar criteriosamente o Sistema Aeromovel em seus aspectos técnicos. O resultado foi compilado em um Parecer Técnico publicado em dezembro, no qual registra que que "considera importante o Aeromovel como Projeto de Tecnologia Nacional" e aponta que "são necessárias medidas de fomento à ABSA e suas fornecedoras para capacitá-las a atender futuros projetos de aplicação da tecnologia". Restava, agora, eleger um projeto-piloto para alavancar novamente esta tecnologia.

     No mês de outubro do mesmo ano, o Comitê Diretor da ABSA tomou conhecimento do interesse da PUCRS em construir um sistema de mobilidade interna. O primeiro contato oficial com a universidade se deu através de Marcus Coester, Diretor Administrativo da ABSA, com o professor Jorge Audy, Pró-Reitor, que se mostrou muito receptivo à idéia de instalar uma linha do Aeromóvel no campus, especialmente pelo curioso fato do Prof. Audy ser um dos poucos brasileiros a conhecer a linha do Aeromóvel na Indonésia, por ocasião de uma viagem sua ao sudeste asiático.

      A proposta da construção do Aeromóvel no sítio da universidade ganhou força, uma vez que esta poderia ser uma oportunidade de replicar uma fórmula de sucesso: a parceria simbiótica de uma empresa com uma universidade, intermediada por um centro de tecnologia, inspirando-se na vitoriosa trajetória da EMBRAER.



     Focando-se nesta linha, lançou-se a proposta da criação de um Centro Tecnológico de Mobilidade Urbana (CTMU), iniciativa inédita no Brasil, que faria as vezes do CTA, na relação PUCRS / ABSA, sendo o projeto o Aeromóvel parte de um amplo programa.

     Os esforços conjuntos culminaram em um projeto de um anel com a extensão de cerca de 2.270 metros, com seis estações. O valor total orçado para a construção da linha, pesquisa, desenvolvimento e testes finais foi estimado em R$ 30 milhões, estando naquele momento, o projeto já bem definido e formatado.


Traçado preliminar proposto para a Linha do Aeromovel nos arredores da PUCRS


     Em meados de 2005, a FINEP sugeriu a inclusão também de uma universidade pública de renome para unir-se à equipe já configurada. Sendo então escolhida a UFRGS, uma prestigiada universidade, cujo passado de estudos e trabalhos conjuntos com a ABSA, desenvolvidos desde 1979, credenciam-na amplamente como experiente na tecnologia e capacitada para participar do projeto.

     O acréscimo da UFRGS ao CTMU torna-o mais plural e aumenta ainda mais sua capacidade de crescer rapidamente. A exemplo do CENPES, que possui diversas universidades congregadas no desenvolvimento tecnológico para a Petrobrás, em uma relação que traz inúmeros benefícios nítidos para todos os entes associados.



     Em 2006 o projeto foi reestruturado em duas partes, compreendendo na Etapa I todo um conjunto de P&D em diversas áreas e a elaboração de um Plano de Negócios para a ABSA, sendo para tanto alocados R$ 3,4 milhões. Após doze meses de Etapa I, está prevista a encomenda de uma segunda etapa futura, aonde será realizada a efetiva construção de uma linha operacional (mínimo de 16h por dia em transporte regular de passageiros) no campus da PUCRS e arredores, em um moderno e virtuoso conceito de laboratório integrado (PUCRS / UFRGS) para desenvolvimento de pesquisas e refinamento tecnológico para aumento da competitividade, e finalmente, certificação internacional do sistema em nível de produto, e conseqüentemente, credenciamento para a exploração dos potencias mercados com demandas até então reprimidas.